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Bolsa feminina

por Diogo de Barros Souza

Mesmo sofrendo uma inquestionável derrota para a brasileira Amanda Nunes no UFC 207, a americana Ronda Rousey não pode reclamar da bolsa (pagamento/salário) que recebeu para competir no evento realizado em Las Vegas, no último dia 30 de dezembro. Dana White tem seus preferidos na organização, Conor McGregor é outro que recebe grandes boladas sempre que compete.

A bolsa feminina recheada de dinheiro serviu apenas para Ronda, já que muitos atletas campeões, inclusive homens (com exceção de McGregor), nunca receberam algo parecido em uma única edição do UFC. A bolsa de US$ 3 milhões paga a Ronda Rousey, representou 64% de todo o valor destinado ao pagamento dos atletas que competiram no evento. O  total dos salários anunciado pelo UFC foi de US$ 4,683 milhões.

Todos sabemos que Ronda é uma grande estrela do esporte e tudo que envolve o nome dela, mas mesmo assim, achei que a diferença foi absurda demais, até por que a brasileira, vencedora da luta da noite e campeã mundial Amanda Nunes não recebeu nem 10% desse valor. O UFC precisa equilibrar algumas ideias para parar de ouvir reclamações dos seus principais atletas e perdê-los para outras organizações.

Confira a relação de todos os salários do UFC 207 e comprove o quanto Ronda é querida por Dana White:

Ronda Rousey: US$ 3 milhões
Dominick Cruz: US$ 350 mil
Amanda Nunes: US$ 200 mil (incluídos US$ 100 mil de bônus pela vitória)
Cody Garbrandt: US$ 200 mil
T.J. Dillashaw: US$ 200 mil (incluídos US$ 100 mil de bônus pela vitória)
Dong Hyun Kim: US$ 134 mil (incluídos US$ 67 mil de bônus pela vitória)
Neil Magny: US$ 114 mil (incluídos US$ 47 mil de bônus pela vitória)
Johny Hendricks: US$ 80 mil
Mike Pyle: US$ 55 mil
John Lineker: US$ 43 mil
Antônio Cara de Sapato: US$ 42 mil (incluídos US$ 21 mil de bônus pela vitória)
Tarec Saffiedine: US$ 40 mil
Louis Smolka: US$ 37,400
Alex Garcia: US$ 36 mil (incluídos US$ 18 mil de bônus pela vitória)
Tim Means: US$ 35 mil (sem bônus, já que a luta não teve resultado)
Ray Borg: US$ 30,600 (incluídos US$ 18 mil de bônus pela vitória)
Alex Cowboy: US$ 28 mil (sem bônus, já que a luta não teve resultado)
Niko Price: US$ 24 mil (incluídos US$ 12 mil de bônus pela vitória)
Brandon Thatch: US$ 22 mil
Marvin Vettori: US$ 12 mil

Total: US$ 4,683 milhões

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Sem chão

por Diogo de Barros Souza

Na última semana acompanhamos alguns acontecimentos envolvendo o mundo esportivo: terrorismo na França, próximo ao estádio Saint-Denis, onde acontecia o amistoso entre França e Inglaterra; a Rússia sendo temporariamente suspensa das provas de atletismo; e o UFC ficando sem chão com o nocaute sofrido pela superstar e furacão Ronda Rousey contra a também norte-americana Holly Holm no UFC 193. É disso que vamos falar.

No âmbito esportivo, não há o que se discutir sobre a derrota, Ronda foi literalmente dominada e teve poucas oportunidades ou quase nenhuma para finalizar, sua marca registrada. Holm se mostrou uma adversária competente e preparada para neutralizar os pontos fortes da até então campeã do UFC. Após o nocaute, a dúvida que deve estar pairando a cabeça dos dirigentes do UFC é sobre o rendimento e continuidade da ex-campeã na organização, a derrota foi esmagadora e incontestável.

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No âmbito do marketing esportivo, pode ser prejudicial mais para o UFC e para a modalidade esportiva, para Ronda nem tanto, pois ela possui contratos extra UFC e já gravou até filmes. De certa forma, é uma chance de renovação para o UFC, já que alguns ídolos não estão se apresentando mais como antigamente, estão se aposentando, se afastando por envolvimento com drogas ou problemas com a polícia.

Será um grande momento de decisão para Ronda, é hora de pensar na sua carreira dentro e fora do octógono. José Aldo acredita que ela dificilmente retornará ao octógono novamente, já Mayweather acredita na sua volta. A grande mudança na minha opinião, é o surgimento de lutadores mais preparados tecnicamente, com variedade de golpes, condicionamento físico e mais estudiosos, Holm demonstrou que estava totalmente focada na luta e sabia o que fazer, seu forte é o boxe, mas demonstrou qualidades diversas, inclusive o chute final que nocauteou sua adversária, com certeza é fruto de uma nova geração de lutadores. Estamos próximos de um novo começo para o UFC.

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Super Ronda

por Diogo de Barros Souza

É um raio? É uma metralhadora? Não. É simplesmente a Super Ronda. Assim, Ronda Rousey passou pelo Brasil no UFC 190, confirmou seu título mais uma vez e arrasou a mídia, TV aberta, pay-per-view e milhares de fãs. O UFC tem um grande produto feminino para disseminar a marca e o esporte, porque ela consegue causar impacto por onde passa e tornar atraente um esporte até então totalmente masculino.

Ronda consegue aliar o marketing ao esporte perfeitamente, poucos atletas conseguem entender a importância da sua imagem e tudo que representam, talvez não seja fácil manter o profissionalismo, dedicação aos treinos, ser um fenômeno de popularidade, participar de filmes  e ainda ser a melhor do mundo na sua modalidade. São esses desafios que um grande atleta precisa superar para se manter no topo e tornar-se ídolo, referência de estilo e comportamento, além de inspiração para os jovens.

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Essa combinação faz parte da rotina de Ronda há muito tempo, campeã olímpica no Judô tem o DNA esportivo no sangue, sua mãe AnnMaria de Mars foi campeã mundial de Judô. Recentemente, Ronda foi eleita a atleta viva mais dominante do mundo, segundo a revista “Business Insider“, ficando a frente de Lebron James e Serena Williams. Manter o nível para se manter no topo é o atual desafio da Super Ronda, para tal precisa de foco naquilo que melhor sabe fazer, e aproveitar as oportunidades para se tornar uma estrela também fora do octógono.

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