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Será que a moda pega no Brasil?

por Victor Henrique Ferreira

O Lyon, clube tradicional na França e que ficou mais famoso no Brasil após longa e vitoriosa passagem de Juninho Pernambucano acabou ficando sem título nos últimos anos devido ao grande investimento de seus rivais Mônaco e principalmente PSG, mas o que chama a atenção é a forma em que o clube mantém um tipo de patrocínio.

Em competições nacionais, como o campeonato Francês Ligue 1 e a Copa da França a marca estampada em seu uniforme é a Hyundai, já nos torneios internacionais como a Liga Europa e Liga dos Campeões a marca exposta é a da empresa Veolia.

02/11/2016 – Lyon 1 x 1 Juventus Champions League 2016

E pelo visto essa estratégia inovadora fez bastante sucesso no clube, na temporada 2016/17 o clube francês faturou cerca de 29 milhões de euros com patrocínios, quase 10% a mais em relação a temporada 2015/16.  Se depender da Hyundai essa parceria que começou há 6 anos se manterá por pelo menos mais três anos, pois o clube e a marca renovaram o acordo até 2020.

A renovação entre o Lyon e a Hyundai acontece poucos meses depois do “deslize” que ocorreu em maio desse ano. Na apresentação do uniforme 1 o logo da Hyundai estava na cor vermelha, que se encaixou na faixa do uniforme, no entanto o logotipo da empresa é azul, o que poderia causar confusão com o vermelho da Kia.  Após o deslize o erro foi reparado pelo clube.

O deslize com o logo da Hyundai

Longos contratos entre patrocinadores e clubes, a incerteza na participação de competições internacionais, o mercado sul-americano (infraestrutura, língua e regionalização das marcas, moedas) e outros fatores devem ser levados em conta.

Mas será que funcionaria aqui no Brasil?

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Roupa nova

por Diogo de Barros Souza

A partir de agora, os gladiadores do terceiro milênio terão roupa nova para utilizar na semana da luta, em compromissos oficiais do UFC e também no octógono. A parceria entre UFC e Reebok foi divulgada esta semana, e pretende marcar uma nova era para o UFC. A Reebok passar a ser a única fornecedora de materiais esportivos dos lutadores da Organização, isso implica em um contrato de exclusividade para cada um deles. O UFC repassará um valor para cada lutador, de acordo com tempo do atleta na Organização e sucesso nas vendas de uniformes do próprio lutador.

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A estreia dos uniformes acontecerá no UFC 189, dia 11 de julho, que teria José Aldo no card principal defendendo o cinturão dos pesos-penas contra o irlandês Conor McGregor. O novo contrato determina o fim dos banners no octógono e o uso de uniformes com a exposição das marcas dos patrocinadores pessoais dos lutadores. As novas determinações não foram bem aceitas pelos lutadores, porque nem sempre tem luta ou eles podem ficar um bom tempo lesionados, e com as novas regras a dificuldade de captar patrocínio se tornará ainda maior.

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A questão toda trata sobre a falta de exposição dos patrocinadores pessoais dos lutadores durante o período que mais se espera, a semana da luta. Acredito que tudo é muito novo, até mesmo para o UFC que compara o seu acordo com os contratos praticados na NBA e NFL, mas acontece que por lá, os jogadores recebem salário mensal, muito diferente do UFC, onde os lutadores recebem por luta. O UFC vai precisar encontrar um ponto de equilíbrio para que todos saiam ganhando e entendam a visão do acordo com a Reebok. Agora é lutar para ver!

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Não pode

por Diogo de Barros Souza

As polêmicas surgem de um dia para o outro no mundo do esporte, a bola da vez é o patrocínio da instituição financeira Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) nas camisas dos árbitros para as finais do Campeonato Paulista 2015. Até aqui tudo bem, mas tem um porém… A FIFA (entidade máxima do futebol) permite patrocínios nas camisas dos árbitros, desde que não haja conflitos de interesses.

Esse conflito é o patrocínio dos mesmos patrocinadores em alguma equipe(s) que esteja disputando a partida. Nesse caso, teremos uma, o Palmeiras no jogo de domingo as 11h, válido pelas quartas de final da competição. Mas se a Crefisa e a FAM quiserem, serão duas, pois como são empresas do mesmo dono, podem facilmente fazer um acordo pontual com o Botafogo-SP. Sendo assim, Palmeiras, Botafogo-SP e a arbitragem seriam patrocinados por eles. E vou além, caso o Palmeiras avance de fase, esse patrocínio poderia se repetir com as demais equipes. Como a maioria dos times está precisando de dinheiro, dificilmente negariam uma proposta como essa.

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Segundo a FPF (entidade máxima do futebol paulista), o patrocínio servirá para custear as despesas de arbitragem na fase final do campeonato, e diz também que a FIFA não deve apitar nada por aqui, somente nos seus campeonatos. Os patrocinadores não tem nada a ver com isso, mas intencionalmente ou não já conseguiram atingir uma incalculável mídia espontânea em torno da polêmica antes mesmo do jogo. O Palmeiras também não deve se preocupar, pois sua relação com os patrocinadores é totalmente diferente e diz a respeito apenas ao patrocínio da sua camisa.

A FPF é a principal responsável por tudo isso, se a FIFA diz que não pode ter patrocínio nessas condições, não pode. É essencial seguir algumas normas básicas da sua maior entidade, ainda mais quando a questão tem fundamento, pois qualquer lance passível de discussão a favor do Palmeiras será prontamente relacionado com a questão do patrocínio à Federação.

Com tantos patrocínios que o Paulistão tem, será mesmo que vale a pena correr o risco de manchar a sua credibilidade com esse tipo de patrocínio?

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Touro vermelho

por Diogo de Barros Souza

Já imaginou criar uma marca para vender um determinado produto, e aos poucos enxergar que essa marca pode ser muito mais que esse produto?

Essa é a história da Red Bull. Quem imaginaria um dia ver uma relação tão expressiva de uma marca com o esporte e outros segmentos, pois é, estamos vendo isso com a marca austríaca Red Bull e que na minha opinião é um dos maiores cases de marketing do mundo. E mesmo com todo esse sucesso, aceitação e reconhecimento mundial, a Red Bull enfrenta um grande obstáculo que é a menção do nome das suas equipes nas competições esportivas.

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Aqui no Brasil, estamos acompanhando mais atentamente a questão do nome da equipe Red Bull Brasil, nas transmissões dos jogos do Campeonato Paulista 2015, que é mencionado como RB Brasil e tem o seu símbolo alterado nos caracteres da TV. Isso acontece há muito tempo em outros esportes, como vôlei, basquete e a Fórmula 1, onde os nomes dos patrocinadores não são mencionados, e sim o nome das cidades-sedes das equipes ou qualquer outra coisa. O naming rights (direitos de nome) dos estádios também dificilmente são mencionados pela maioria das emissoras. Apenas algumas mencionam corretamente o nome das equipes e dos estádios.

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Na Europa, a equipe Red Bull Salzburg (Áustria), enfrenta um problema parecido. Nas competições europeias, por determinação da UEFA, o nome da equipe é alterado para FC Salzburg e o símbolo também. Isso acaba gerando uma perda significativa na exposição e expansão da equipe no seu continente e no mundo inteiro. O caso da Red Bull é uma questão diferente, porque além de patrocinador, também dá nome ao clube, ou seja, não é possível desvincular uma coisa da outra. É necessário que os envolvidos cheguem a um acordo para o bem do esporte, e para que assim, outras empresas interessadas no modelo de negócio da Red Bull pensem em seguir esse caminho, e também para as que ainda patrocinam, mas não citadas, não deixem de continuar a patrocinar os clubes.

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As emissoras e organizações tentam explicar que essa diferenciação acontece por causa de contratos de patrocínio, mas elas devem entender que a menção correta dos nomes agrada muito aos patrocinadores, e possibilita a manutenção de um produto de qualidade para oferecer aos seus espectadores, com equipes fortes e campeonatos atrativos, capazes de gerar muita audiência. Nesse caso, todos ganham, principalmente o esporte.

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