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Árbitro de vídeo

por Diogo de Barros Souza

Uma verdadeira lambança aconteceu na partida semifinal do Mundial de Clubes da FIFA, entre Atlético Nacional (Colômbia) e Kashima Antlers (Japão), logo no primeiro grande teste do árbitro de vídeo em uma competição oficial de futebol. O primeiro gol da equipe japonesa surgiu em marcação de pênalti, após um alerta do árbitro de vídeo. O lance foi marcado pelo árbitro principal, 2m17s após o lance ter acontecido e com 45 segundos de bola rolando.

A utilização do árbitro de vídeo é muito boa para o futebol, mas é necessário mais preparo, pegando como referência ligas esportivas que usam a tecnologia, a NBA e a NFL são algumas delas, temos uma série de imagens e profissionais capacitados para tomar a decisão correta sem prejudicar a partida. Erros acontecem, mas no lance da partida realizada ontem, nada disso seria preciso, até porque o jogador da equipe japonesa que sofreu a falta dentro da área, estava em posição irregular quando foi lançado.

Na minha opinião, a tomada de decisão do árbitro de vídeo e do árbitro principal deve acontecer no momento do lance, nem que ele tenha que paralisar a partida, desde que seja naquele momento, e somente através de um pedido do técnico de uma das equipes. A solicitação do árbitro de vídeo seria limitada a 2 pedidos por jogo para cada equipe. Precisamos entender que o jogo de futebol não pode perder a sua dinâmica, não estamos na Fórmula 1, onde os julgamentos de infrações e as punições acontecem durante a corrida. Se as decisões começarem a acontecer do nada e minutos depois do lance, o árbitro de campo vai perder totalmente a sua credibilidade.

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Aprecie sem moderação

por Diogo de Barros Souza

Épico, emocionante e sensacional. Três palavras que traduzem exatamente o que foi o Jogo 7 das finais 2015-2016 da NBA. Alternância na liderança da partida e jogadas fantásticas foram a tônica do jogo. O nível de tensão da partida foi alto, deixando o jogo eletrizante durante os quatro períodos.

Destaco aqui três atos que na minha opinião fizeram a diferença, na histórica virada do Cleveland Cavaliers contra o Golden State Warriors:

1 – O toco
Quando Andre Iguodala partiu para fazer a cesta que daria a liderança da partida para os Warriors, já perto do fim, eis que surgiu Lebron James para rejeitá-lo.

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2 – A bola do jogo
Kyrie Irving, fez uma jogada genial e deixou os Cavs à frente no placar, driblando Stephen Curry e fazendo uma cesta de 3 pontos no momento mais importante do jogo.

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3 – O fato de acreditar
All in, esse foi o lema dos Cavaliers para superar todas as dificuldades e conquistar o título. A equipe teve uma campanha quase perfeita jogando na Quicken Loans Arena nos playoffs, perdendo apenas uma partida, justamente contra os Warriors, no Jogo 4 das finais.

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Aprecie sem moderação e assista quantas vezes for possível o Jogo 7, porque vale a pena conferir a exibição de gala das duas equipes. Nunca antes na história da NBA, uma equipe com desvantagem de 3×1 na final, conseguiu reverter o placar. Mas em 2016 foi diferente.

Obrigado esporte.

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Adeus, Kobe

por Diogo de Barros Souza

Toda despedida tem um sentimento de tristeza e melancolia, mas a noite de ontem foi mágica, especial e emocionante. O último jogo como jogador profissional de basquete na carreira de Kobe Bryant, não poderia ter melhor roteiro para seus admiradores e fãs de esporte. Com 60 pontos, 4 rebotes e 4 assistências, além de uma roubada de bola e um toco, ele quebrou a banca e se despediu das quadras com estilo.

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Foram 20 anos jogando basquete apenas pelo Los Angeles Lakers, faturou 5 títulos da NBA, entre outros prêmios, títulos e recordes pessoais. Kobe Bryant deixa um legado e registros de momentos fantásticos, para quem viu Michael Jordan, Shaquille O’Neal e Magic Johnson jogar, e atualmente acompanha Stephen Curry e Lebron James.  O último jogo proporcionou a Kobe milhares de sentimentos ao mesmo tempo, ginásio lotado, homenagens iniciais, o discurso de Shaquille O’Neal, o primeiro arremesso que não caiu, a primeira e a última cesta, a virada espetacular no fim e a vitória na partida contra o Utah Jazz.

Diante de tudo isso e aos 37 anos, percebemos que ele chegou ao seu limite, o fim perfeito seria com o título, mas valeu pela atitude em saber o momento certo de parar e curtir com os fãs cada jogo, lance e arremesso na sua última temporada. Adeus, Kobe. #ThankYouKobe.

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Até nos games

por Diogo de Barros Souza

A incrível performance de Stephen Curry na temporada 2015-2016 não parece coisa de videogame, pelo menos para os criadores do jogo NBA 2K. Muitas vezes brincamos que alguns lances da vida real parecem de videogame, mas com Curry é ao contrário, seus dribles e arremessos de três pontos em sequência, agora são referência na dificuldade de representar realismo ao jogo NBA 2K.

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Até nos games todos quebram a cabeça para entender os feitos de Curry. Em entrevista à revista Forbes, o diretor da franquia do game, Mike Wang, confessou que a equipe de produção não consegue chegar perto de criar uma versão fiel do armador dos Warriors para o jogo. Tudo aquilo que Curry desempenha durante os jogos de basquete nos chutes de três pontos com marcação cerrada, chutes do meio da quadra, chutes de três sem equilíbrio, chutes de três em movimento, não é possível ser representado no jogo, porque não são ações comuns mesmo para jogadores do nível da NBA. Os desenvolvedores do jogo prometem ‘arrumar’ isso para a próxima edição do game.

Para acrescentar um pouco mais ao currículo do jogador da ‘vida real’, Curry é o atual recordista da NBA convertendo pelo menos uma bola de três por jogo, já são mais pelo 127 nesta temporada (até aqui), igualou a marca de Kobe Bryant em bolas de 3 pontos num só jogo: 12 (até aqui), tem mais de 288 bolas de três convertidas na atual temporada (até aqui). Com certeza é um estilo de jogo diferente do que estamos acostumados, mas já estamos nos acostumando a gostar desse estilo de jogo. Sabe quando o Messi carrega a bola driblando todos até o gol e ainda faz o gol, pois é, o Curry é tipo isso.

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Um cara de sorte

por Diogo de Barros Souza

Num dia dispensado do clube que jogava por quase 12 anos e pronto para ser negociado, dias depois contratado e logo em seguida dispensado por quem o contratou, e enfim e quase que no apagar das luzes da janela de transferências, eis que surge o atual campeão da NBA e favorito ao título desta temporada para lhe contratar. Esse é um pequeno resumo do intenso momento vivido pelo brasileiro Anderson Varejão, em poucos dias ele saiu da reserva do Cleveland Cavaliers, foi contratado e logo dispensado pelo Portland Trail Blazers, e acabou indo parar no atual campeão da NBA, o Golden State Warriors, equipe que já conta com o também brasileiro, Leandrinho.

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O que mais importa nisso tudo é a prova de que o esporte dá voltas e encontra caminhos para os persistentes e merecedores, Varejão tem uma história e o carinho da torcida (assista ao vídeo abaixo e comprove) em Cleveland, não queria sair mesmo estando na reserva, desejava se aposentar lá, era um dos jogadores com mais tempo na mesma equipe. Ele não jogaria tudo isso para trás, e acabou indo muito além das expectativas da sua ex-equipe, mostrando ser um cara de sorte ao ser contratado pelo Golden State Warriors.

Em Golden State, Varejão ao lado do melhor jogador da NBA na atualidade, Stephen Curry, e com algumas outras estrelas da franquia. Ele está acostumado a jogar com estrelas, já que conviveu um bom tempo ao lado de Lebron James. O destino poderá cruzar o caminho de Varejão com o Cleveland novamente, mas agora em lados opostos e graças a uma possível repetição da final passada entre Golden State Warriors versus Cleveland Cavaliers. As portas se abriram para Varejão, agora é aproveitar a chance e seguir na melhor equipe de basquete da NBA, assim como fez Leandrinho quando chegou desacreditado e conseguiu seu espaço.

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Odisseia

por Diogo de Barros Souza

Pensar em encerrar a carreira esportiva deve ser o maior dos pesadelos para um atleta profissional e de alto nível, mas o norte-americano Kobe Bryant, campeão olímpico, multicampeão e All Star da NBA, conseguiu fazer diferente. Ele resolveu desfrutar do momento sem nenhuma pressão por títulos ou prêmios, desejando apenas aproveitar cada jogo da sua última temporada como atleta profissional.

Ao anunciar o fim da carreira, Kobe se viu em uma odisseia por cada cidade e quadra que passe na temporada 2015-2016 da NBA. Os torcedores de outras equipes querem assistir ao último jogo dele em sua cidade e contra o seu time. Kobe é um ídolo mundial e tem recebido carinho e respeito por onde passa.

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O seu time, o Los Angeles Lakers não estão em uma boa fase, nem sequer irão se classificar para os playoffs, mas a aposentadoria de Kobe é motivo de sobra para a presença dos torcedores dos Lakers nos jogos da equipe. Seus rivais em quadra, também desejam um último duelo contra um dos maiores jogadores de basquete da história.

Na última eleição para o All Star Game (Jogo das Estrelas da NBA), ele foi o atleta mais votado entre todos da Liga, teve mais votos até do que o atual astro Stephen Curry do Golden State Warriors. Também teve seu nome cogitado para a equipe de basquete olímpica norte-americana, mas Kobe Bryant informou que não participaria dos jogos Olímpicos Rio 2016. Toda essa comoção do público é resultado de uma trajetória de sucesso e uma carreira vitoriosa.

Essa é uma das melhores despedidas do esporte que já vi, alguns atletas já tiveram a oportunidade de encerrar a carreira em grande estilo também, mas resolveram esticar a aposentadoria por mais um ou dois anos, e acabaram caindo no esquecimento ou não tendo uma despedida digna, porque perderam o ‘timing’ da despedida. Mas Kobe Bryant conseguiu enxergar o momento de parar e assim fazer o que mais gosta com prazer, que é jogar basquete.

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16-0

por Diogo de Barros Souza

É realmente fantástico o que a Fábrica de Jogar Basquete do Golden State Warriors está fazendo, conseguiram quebrar uma marca histórica para um início de temporada na NBA, 16 vitórias e nenhuma derrota nos primeiros 16 jogos da temporada. O extinto Washington Capitols (1948-49) e o Houston Rockets em (1993-94) eram os atuais recordistas com 15 vitórias e nenhuma derrota, mas foram alcançados e superados pelos Warriors.

Os números impressionam, assim como a superioridade nos jogos, para se ter uma ideia na partida que consagrou o 16-0, o placar foi de 111 a 77 contra o Los Angeles Lakers, de Kobe Bryant. Além disso, o jogo coletivo é absurdamente fantástico com um entrosamento digno de Dream Team. Com Stephen Curry acertando bolas de três pontos de todos os pontos da quadra e voando baixo e a confiança da equipe lá em cima, o talento dos demais companheiros aparece naturalmente e fica fácil jogar.

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É difícil não se render ao estilo de jogo dos Warriors, com variações de jogadas e precisão de passes e arremessos, determinando o ritmo das partidas e se impondo, jogando na Oracle Arena ou não. Os atuais campeões da NBA estão focados no bicampeonato e a quebra de recordes não deve parar por aí, seja no número de vitórias da equipe ou nos recordes pessoais dos jogadores.

Resta saber se a força do leste, com o Cleveland Cavaliers de Lebron James e cia irá chegar no mesmo nível dos Warriors a uma possível revanche da final da temporada passada. Torço por isso e pela oportunidade de acompanhar o duelo com as duas equipes completas, diferente do último encontro, onde tivemos James (com todo respeito aos demais jogadores) x Golden State Warriors.

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Roupa nova

por Diogo de Barros Souza

A partir de agora, os gladiadores do terceiro milênio terão roupa nova para utilizar na semana da luta, em compromissos oficiais do UFC e também no octógono. A parceria entre UFC e Reebok foi divulgada esta semana, e pretende marcar uma nova era para o UFC. A Reebok passar a ser a única fornecedora de materiais esportivos dos lutadores da Organização, isso implica em um contrato de exclusividade para cada um deles. O UFC repassará um valor para cada lutador, de acordo com tempo do atleta na Organização e sucesso nas vendas de uniformes do próprio lutador.

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A estreia dos uniformes acontecerá no UFC 189, dia 11 de julho, que teria José Aldo no card principal defendendo o cinturão dos pesos-penas contra o irlandês Conor McGregor. O novo contrato determina o fim dos banners no octógono e o uso de uniformes com a exposição das marcas dos patrocinadores pessoais dos lutadores. As novas determinações não foram bem aceitas pelos lutadores, porque nem sempre tem luta ou eles podem ficar um bom tempo lesionados, e com as novas regras a dificuldade de captar patrocínio se tornará ainda maior.

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A questão toda trata sobre a falta de exposição dos patrocinadores pessoais dos lutadores durante o período que mais se espera, a semana da luta. Acredito que tudo é muito novo, até mesmo para o UFC que compara o seu acordo com os contratos praticados na NBA e NFL, mas acontece que por lá, os jogadores recebem salário mensal, muito diferente do UFC, onde os lutadores recebem por luta. O UFC vai precisar encontrar um ponto de equilíbrio para que todos saiam ganhando e entendam a visão do acordo com a Reebok. Agora é lutar para ver!

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Chato

por Diogo de Barros Souza

Definitivamente o futebol brasileiro está chato. Não estou falando apenas do futebol da Seleção Brasileira, mas de todo o território verde e amarelo. Recentemente, discutimos mais os problemas e polêmicas fora de campo do que dentro dele, não bastasse o trauma alemão, conhecido como 7 x 1, enfrentamos grave crise técnica, tática, moral e profissional. Além disso, e para somar com o péssimo momento do nosso futebol, a cada semana surgem denúncias de corrupção no esporte mais popular do planeta, muitas delas envolvendo clubes, dirigentes e jogadores brasileiros.

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Há um ano, sediamos uma Copa do Mundo, mas parece que nada aconteceu por aqui, continuamos a presenciar os mesmos erros e lambanças de outros anos e sem perspectiva de evolução. Alguns clubes tentam evoluir e andar sozinhos, mas não são vistos dessa forma, porque estão envolvidos em uma atmosfera que não se interessa em permitir ou seguir esse caminho. Resumindo, é mais fácil deixar como está para não virar um formigueiro de mudanças, que acabaria extinguindo os que são contra uma nova visão para o esporte e desejam proporcionar esperança de tempos melhores para os seus apaixonados.

Os brasileiros mostram-se dispostos a buscar novos esportes, e isso é muito bom. Não é à toa que o UFC, NBA, futebol americano, beisebol, entre outras modalidades, estão cada vez mais na nossa programação televisiva e nas conversas das rodas de amigos. É a clara demonstração de insatisfação com a forma que o esporte número 1 do país está sendo conduzido. No mundo globalizado de hoje, qualquer deslize se torna motivo para se perder um fã, algo impensável lá atrás.

Não sou muito antigo, mas posso dizer que na minha época, era possível vibrar com o futebol e discutir com os amigos sobre o que acontecia nas quatro linhas, porque era apenas isso que importava. Existia STJD, arbitragem polêmica, pouco tempo de bola em jogo, poucos minutos de acréscimo, mas nada que tirasse o brilho dos gols e das jogadas, porque (novamente) era apenas isso que importava. Mas agora vivemos a época CBF – Caos Brasileiro no Futebol, acho que acabo de criar uma sigla para tudo que está acontecendo, talvez seja essa sensação, porque de fato estamos vivendo um caos.

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Herói improvável

por Diogo de Barros Souza

Quando temos um jogo disputado e com protagonistas de cada lado, nós torcedores costumamos destinar nossa torcida para um desses protagonistas na maioria das vezes, pois eles representam suas equipes e torcidas. É a camisa do protagonista que queremos comprar, é dele que esperamos um autógrafo e assim vai. A final da temporada 2014-2015 da NBA (Liga de basquete americana) não foi diferente. Se de um lado, o Cleveland Cavaliers era representado por Lebron James, considerado o melhor jogador do mundo na atualidade, do outro, tínhamos o Golden State Warriors representado por Stephen Curry, jovem promessa (agora realidade) e MVP (jogador mais valioso) da temporada regular.

Esse era o desenho da final que começou com vantagem dos Warriors na série (melhor de 7 jogos), mas logo teve a virada dos Cavaliers, com o surgimento do primeiro herói improvável, Matthew Dellavedova (australiano e com um dos menores salários da NBA). Até que Steve Kerr (técnico dos Warrios) resolveu escalar como titular no 4º jogo da série, um jogador que até então vinha sendo o maior obstáculo do protagonista Lebron James, Andre Iguodala.

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A partir da escalação de Iguodala como titular, os Warriors não perderam mais, fecharam a série em 4 x 2 e se sagraram campeões da NBA, após 40 anos de jejum. Resumir em um parágrafo o que ele jogou faz parecer que não foi nada. Além de marcar James, Iguodala roubou bolas importantes e marcou muitos pontos, inclusive da linha de 3. Essa é a história do verdadeiro herói improvável da série que faturou o prêmio individual de MVP das finais, desbancando os protagonistas e grandes estrelas. O esporte é ou não é algo sensacional?

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