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Mais um El Clasico pra história

por Diogo de Barros Souza

O ‘El Clasico’ entre Real Madrid e Barcelona foi muito mais que futebol, além da importância da partida para ambos na classificação do campeonato espanhol, tivemos o prazer de assistir aos lances mágicos dos goleiros, Ter Stegen (Barcelona) e Keylor Navas (Real Madrid), o duelo particular entre os melhores do mundo, Cristiano Ronaldo versus Lionel Messi, e a genialidade incontestável do argentino.

A felicidade em jogar futebol era evidente em todos que estavam em campo, na plateia haviam torcidas organizadas e mistas também, com diversos turistas que estavam ali pelo jogo, por uma foto ou pela oportunidade de presenciar o maior clássico de futebol entre clubes do mundo.

A história foi escrita em um tapete verde com roteiro de Hollywood, impressionando os fãs de futebol do mundo inteiro, é um jogo para ser visto e revisto por muito tempo, para servir de exemplo para as novas gerações e explicar o que é o futebol quando lhe perguntarem. A resposta será o vídeo do jogo na íntegra, desde o apito inicial, e quem assistir vai entender bem por que esse esporte é tão fascinante e encantador.

Mesmo com um placar favorável nos minutos finais da partida e com um jogador a menos, o Real Madrid continuava tentando o gol de desempate contra um Barcelona exposto e também buscando a vitória. O que vimos foi um show de futebol e uma constante busca pelos 3 pontos. Nenhuma das equipes parecia querer o empate, porque estavam em um confronto direto pelo campeonato e indireto para mostrar força política no território espanhol em um duelo paralelo entre Madrid x Catalunha. O futebol é certamente mais que um simples jogo.Em meio a tudo isso, Messi atingiu a marca de 500 gols na carreira justamente contra o seu maior rival em mais um ‘El Clasico’ pra história.

Obrigado futebol.

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Até nos games

por Diogo de Barros Souza

A incrível performance de Stephen Curry na temporada 2015-2016 não parece coisa de videogame, pelo menos para os criadores do jogo NBA 2K. Muitas vezes brincamos que alguns lances da vida real parecem de videogame, mas com Curry é ao contrário, seus dribles e arremessos de três pontos em sequência, agora são referência na dificuldade de representar realismo ao jogo NBA 2K.

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Até nos games todos quebram a cabeça para entender os feitos de Curry. Em entrevista à revista Forbes, o diretor da franquia do game, Mike Wang, confessou que a equipe de produção não consegue chegar perto de criar uma versão fiel do armador dos Warriors para o jogo. Tudo aquilo que Curry desempenha durante os jogos de basquete nos chutes de três pontos com marcação cerrada, chutes do meio da quadra, chutes de três sem equilíbrio, chutes de três em movimento, não é possível ser representado no jogo, porque não são ações comuns mesmo para jogadores do nível da NBA. Os desenvolvedores do jogo prometem ‘arrumar’ isso para a próxima edição do game.

Para acrescentar um pouco mais ao currículo do jogador da ‘vida real’, Curry é o atual recordista da NBA convertendo pelo menos uma bola de três por jogo, já são mais pelo 127 nesta temporada (até aqui), igualou a marca de Kobe Bryant em bolas de 3 pontos num só jogo: 12 (até aqui), tem mais de 288 bolas de três convertidas na atual temporada (até aqui). Com certeza é um estilo de jogo diferente do que estamos acostumados, mas já estamos nos acostumando a gostar desse estilo de jogo. Sabe quando o Messi carrega a bola driblando todos até o gol e ainda faz o gol, pois é, o Curry é tipo isso.

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Uma camisa

por Diogo de Barros Souza

Muito mais que uma camisa, o saco plástico que o menino afegão Murtaza, de apenas cinco anos, veste na foto que viralizou na internet, representa a verdadeira paixão pelo futebol e a sensação de se sentir um ídolo, nesse caso o maior da atual geração. A simplicidade impressiona e o que importa apenas é a sensação de se sentir um Messi jogando futebol.

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Muitas vezes uma camisa oficial no valor de R$ 249,90 não simboliza esse sentimento, até porque o ‘status’ é outro, ali Murtaza queria apenas ser Messi e sonhava tanto com isso, que o seu pai ao encontrar o saco plástico pediu aos irmãos que fizessem a tão sonhada ‘camisa’ para Murtaza. Desde então, ele joga futebol no Distrito Jaghori, na província de Ghazni, no leste do Afeganistão gritando para todos que é Messi.

A camisa feita de saco plástico foi tão simbólica que resultará em um encontro entre Murtaza e o ídolo Messi. Segundo o porta-voz da Federação Afegã de Futebol, Syed Ali Kazemi, a entidade recebeu e-mails tanto de Messi quanto do Barcelona sobre um possível encontro.

Os valores esportivos são bem simples para as crianças, e muitas vezes elas não percebem a marca de uma bola ou de uma camisa, elas querem apenas brincar e se sentirem como seus ídolos. É possível atender ao básico na iniciação esportiva e trabalhar com o esporte na sua essência, os obstáculos sempre irão existir, mas é preciso saber que existem possibilidades para a falta de recursos, não estou me referindo a sacos plásticos, e sim sobre a capacidade de criação dos profissionais que lidam com o esporte.

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Da tubaina ao champagne

por Diogo de Barros Souza

Quando você tem um sonho, uma meta ou um objetivo, acredite e dedique-se e tudo se realizará, o brasileiro Wendell Lira é a prova viva disso. O seu fantástico gol venceu a eleição do Prêmio Puskás na premiação da Bola de Ouro da FIFA 2015, superando nada menos que Lionel Messi, eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo. Desconhecido até então, Wendell Lira conquistou o prêmio graças ao gol marcado quando atuava pelo Goianésia na partida contra o Atlético Goianiense pelo Campeonato Goiano de 2015. O prêmio é uma homenagem ao húngaro e craque de bola Ferenc Puskás Biró, que nos 50 e 60 encantou o mundo com a sua genialidade.

Wendell, realizou o sonho de muitas crianças e adultos, ele foi da tubaina ao champagne, porque além de ter sido reconhecido pelo seu talento, teve a oportunidade de conhecer seus ídolos, àqueles da TV, do videogame e dos nomes estampados nas diversas camisas de clubes e seleções que vemos todos os dias nas ruas e nos campos de futebol. Pode ser que ele nunca jogue em um grande clube, mas o seu feito conseguiu renovar o sentimento de alegria dos milhares de apaixonados por futebol em todo o mundo, inclusive quem não gosta de futebol vibrou com essa conquista.

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“Davi e Golias, quando Golias apareceu, creio eu que todo mundo olhava para ele e falava ‘ele é muito forte, ele é muito grande, não tem como ganhar dele’. Davi quando olhou para Golias disse: ‘Ele é muito grande, não tem como errar.’ E é assim que temos que lidar com nossos problemas diários na nossa vida”, disse o brasileiro ao receber o prêmio, concedido em votação popular pela Internet.

Certamente, Davi venceu Golias mais uma vez.

Sem mais.

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