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Aprecie sem moderação

por Diogo de Barros Souza

Épico, emocionante e sensacional. Três palavras que traduzem exatamente o que foi o Jogo 7 das finais 2015-2016 da NBA. Alternância na liderança da partida e jogadas fantásticas foram a tônica do jogo. O nível de tensão da partida foi alto, deixando o jogo eletrizante durante os quatro períodos.

Destaco aqui três atos que na minha opinião fizeram a diferença, na histórica virada do Cleveland Cavaliers contra o Golden State Warriors:

1 – O toco
Quando Andre Iguodala partiu para fazer a cesta que daria a liderança da partida para os Warriors, já perto do fim, eis que surgiu Lebron James para rejeitá-lo.

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2 – A bola do jogo
Kyrie Irving, fez uma jogada genial e deixou os Cavs à frente no placar, driblando Stephen Curry e fazendo uma cesta de 3 pontos no momento mais importante do jogo.

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3 – O fato de acreditar
All in, esse foi o lema dos Cavaliers para superar todas as dificuldades e conquistar o título. A equipe teve uma campanha quase perfeita jogando na Quicken Loans Arena nos playoffs, perdendo apenas uma partida, justamente contra os Warriors, no Jogo 4 das finais.

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Aprecie sem moderação e assista quantas vezes for possível o Jogo 7, porque vale a pena conferir a exibição de gala das duas equipes. Nunca antes na história da NBA, uma equipe com desvantagem de 3×1 na final, conseguiu reverter o placar. Mas em 2016 foi diferente.

Obrigado esporte.

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Adeus, Kobe

por Diogo de Barros Souza

Toda despedida tem um sentimento de tristeza e melancolia, mas a noite de ontem foi mágica, especial e emocionante. O último jogo como jogador profissional de basquete na carreira de Kobe Bryant, não poderia ter melhor roteiro para seus admiradores e fãs de esporte. Com 60 pontos, 4 rebotes e 4 assistências, além de uma roubada de bola e um toco, ele quebrou a banca e se despediu das quadras com estilo.

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Foram 20 anos jogando basquete apenas pelo Los Angeles Lakers, faturou 5 títulos da NBA, entre outros prêmios, títulos e recordes pessoais. Kobe Bryant deixa um legado e registros de momentos fantásticos, para quem viu Michael Jordan, Shaquille O’Neal e Magic Johnson jogar, e atualmente acompanha Stephen Curry e Lebron James.  O último jogo proporcionou a Kobe milhares de sentimentos ao mesmo tempo, ginásio lotado, homenagens iniciais, o discurso de Shaquille O’Neal, o primeiro arremesso que não caiu, a primeira e a última cesta, a virada espetacular no fim e a vitória na partida contra o Utah Jazz.

Diante de tudo isso e aos 37 anos, percebemos que ele chegou ao seu limite, o fim perfeito seria com o título, mas valeu pela atitude em saber o momento certo de parar e curtir com os fãs cada jogo, lance e arremesso na sua última temporada. Adeus, Kobe. #ThankYouKobe.

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16-0

por Diogo de Barros Souza

É realmente fantástico o que a Fábrica de Jogar Basquete do Golden State Warriors está fazendo, conseguiram quebrar uma marca histórica para um início de temporada na NBA, 16 vitórias e nenhuma derrota nos primeiros 16 jogos da temporada. O extinto Washington Capitols (1948-49) e o Houston Rockets em (1993-94) eram os atuais recordistas com 15 vitórias e nenhuma derrota, mas foram alcançados e superados pelos Warriors.

Os números impressionam, assim como a superioridade nos jogos, para se ter uma ideia na partida que consagrou o 16-0, o placar foi de 111 a 77 contra o Los Angeles Lakers, de Kobe Bryant. Além disso, o jogo coletivo é absurdamente fantástico com um entrosamento digno de Dream Team. Com Stephen Curry acertando bolas de três pontos de todos os pontos da quadra e voando baixo e a confiança da equipe lá em cima, o talento dos demais companheiros aparece naturalmente e fica fácil jogar.

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É difícil não se render ao estilo de jogo dos Warriors, com variações de jogadas e precisão de passes e arremessos, determinando o ritmo das partidas e se impondo, jogando na Oracle Arena ou não. Os atuais campeões da NBA estão focados no bicampeonato e a quebra de recordes não deve parar por aí, seja no número de vitórias da equipe ou nos recordes pessoais dos jogadores.

Resta saber se a força do leste, com o Cleveland Cavaliers de Lebron James e cia irá chegar no mesmo nível dos Warriors a uma possível revanche da final da temporada passada. Torço por isso e pela oportunidade de acompanhar o duelo com as duas equipes completas, diferente do último encontro, onde tivemos James (com todo respeito aos demais jogadores) x Golden State Warriors.

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Super Ronda

por Diogo de Barros Souza

É um raio? É uma metralhadora? Não. É simplesmente a Super Ronda. Assim, Ronda Rousey passou pelo Brasil no UFC 190, confirmou seu título mais uma vez e arrasou a mídia, TV aberta, pay-per-view e milhares de fãs. O UFC tem um grande produto feminino para disseminar a marca e o esporte, porque ela consegue causar impacto por onde passa e tornar atraente um esporte até então totalmente masculino.

Ronda consegue aliar o marketing ao esporte perfeitamente, poucos atletas conseguem entender a importância da sua imagem e tudo que representam, talvez não seja fácil manter o profissionalismo, dedicação aos treinos, ser um fenômeno de popularidade, participar de filmes  e ainda ser a melhor do mundo na sua modalidade. São esses desafios que um grande atleta precisa superar para se manter no topo e tornar-se ídolo, referência de estilo e comportamento, além de inspiração para os jovens.

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Essa combinação faz parte da rotina de Ronda há muito tempo, campeã olímpica no Judô tem o DNA esportivo no sangue, sua mãe AnnMaria de Mars foi campeã mundial de Judô. Recentemente, Ronda foi eleita a atleta viva mais dominante do mundo, segundo a revista “Business Insider“, ficando a frente de Lebron James e Serena Williams. Manter o nível para se manter no topo é o atual desafio da Super Ronda, para tal precisa de foco naquilo que melhor sabe fazer, e aproveitar as oportunidades para se tornar uma estrela também fora do octógono.

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Herói improvável

por Diogo de Barros Souza

Quando temos um jogo disputado e com protagonistas de cada lado, nós torcedores costumamos destinar nossa torcida para um desses protagonistas na maioria das vezes, pois eles representam suas equipes e torcidas. É a camisa do protagonista que queremos comprar, é dele que esperamos um autógrafo e assim vai. A final da temporada 2014-2015 da NBA (Liga de basquete americana) não foi diferente. Se de um lado, o Cleveland Cavaliers era representado por Lebron James, considerado o melhor jogador do mundo na atualidade, do outro, tínhamos o Golden State Warriors representado por Stephen Curry, jovem promessa (agora realidade) e MVP (jogador mais valioso) da temporada regular.

Esse era o desenho da final que começou com vantagem dos Warriors na série (melhor de 7 jogos), mas logo teve a virada dos Cavaliers, com o surgimento do primeiro herói improvável, Matthew Dellavedova (australiano e com um dos menores salários da NBA). Até que Steve Kerr (técnico dos Warrios) resolveu escalar como titular no 4º jogo da série, um jogador que até então vinha sendo o maior obstáculo do protagonista Lebron James, Andre Iguodala.

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A partir da escalação de Iguodala como titular, os Warriors não perderam mais, fecharam a série em 4 x 2 e se sagraram campeões da NBA, após 40 anos de jejum. Resumir em um parágrafo o que ele jogou faz parecer que não foi nada. Além de marcar James, Iguodala roubou bolas importantes e marcou muitos pontos, inclusive da linha de 3. Essa é a história do verdadeiro herói improvável da série que faturou o prêmio individual de MVP das finais, desbancando os protagonistas e grandes estrelas. O esporte é ou não é algo sensacional?

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