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Um mundo novo

por Diogo de Barros Souza

O esporte mostrou mais uma vez ao mundo a sua capacidade de transformação social. A Olimpíada Rio 2016 encheu os olhos dos fãs e o seu legado se concretizou mesmo quando todos duvidavam. Sem dúvida, foi a maior Olimpíada de todos os tempos, talvez não, se pensarmos apenas na estrutura dos complexos esportivos, mas sim, quando as imagens não nos deixam esquecer seus momentos mais especiais e marcantes.

Acreditar em um mundo novo foi a proposta da Rio 2016, e de certa forma tudo foi realizado com excelência mesmo com dificuldades e desconfianças. Não é a Olimpíada que transforma um país, mas o esporte sim, ele é o agente transformador. A realização da Olimpíada te faz enxergar isso de outra forma e com a mente mais aberta. Mas dependendo da aceitação do povo, pode ocasionar em um efeito contrário, muito pela condição financeira e política que o país-sede se encontra. A Rio 2016 sobreviveu a tudo isso e teve sucesso ao sediar o maior evento esportivo do mundo da forma que ele merece ser realizado.

olimpíada-rio-2016

A gestão dos equipamentos pós-evento é o grande desafio para o Comitê Olímpico Local, passando a Paralimpíada, o Comitê tem a tarefa de oferecer o esporte a mais pessoas, não apenas pensando na formação de atletas, mas sim de cidadãos. Esse é o principal motivo de muitos países sonharem em sediar uma Olimpíada, eles querem viver a experiência e o legado que os Jogos Olímpicos proporcionam.

O legado da simpatia, receptividade, alegria, colorido, vibração, emoção e espírito esportivo vão deixar saudades aos atletas, turistas e torcedores. Se o Rio de Janeiro já era lindo, após os Jogos ficou mais ainda. Temos que ter orgulho do comportamento do povo brasileiro, porque realmente entenderam o espírito olímpico, em alguns momentos houve uma má interpretação dos atletas e da mídia internacional, mas fazer o quê, nós somo assim, torcemos em qualquer esporte como se fosse um jogo de futebol.

É a nossa cultura e faz parte da nossa característica, já que somos o país do futebol. Quando é a hora de aplaudir, aplaudimos muito bem, quando precisamos vaiar, sabemos vaiar como ninguém e quando torcemos é com alegria, acho que só os africanos ganham da gente nesse quesito.

Afinal, somos brasileiros. Tóquio 2020, chega logo!

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Para colecionar

por Diogo de Barros Souza

Quando nos aproximamos do período de uma Copa do Mundo ou Olimpíada é muito comum nos bombardearem de souvenirs (lembranças) dos eventos, que começam com camisetas, mascotes, chaveiros e por aí vão. Na Copa do Mundo, uma das ‘febres’ é o álbum de figurinhas que encanta jovens e adultos. Faltando menos de 200 dias para a Olimpíada Rio 2016, já temos à disposição diversos artigos olímpicos, inclusive moedas comemorativas.

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As moedas, assim como os selos são artigos sempre presentes na maior parte da história dos Jogos Olímpicos, surgiram para aproximar o público e proporcionar a chance de todos terem uma lembrança dos Jogos. Na Rio 2016 não será diferente, ao todo são 36 modelos de moedas comemorativas de ouro e prata que homenageiam alguns esportes olímpicos, o Rio de Janeiro e o Brasil. O projeto foi desenvolvido pelo Banco Central e Casa da Moeda do Brasil com suporte do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A compra pode ser feita pelo site ou nas agências bancárias do Banco do Brasil. As moedas de R$ 1 entrarão em circulação comum pela rede bancária. Já as promocionais serão vendidas no valor de R$ 13 a R$ 1.180,00. 

Sou apaixonado por colecionar figurinhas da Copa do Mundo e agora iniciei minha coleção de moedas olímpicas. Então, bora colecionar moedas também?

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Atropelo

por Diogo de Barros Souza

Explicar o fenômeno Bolt é simplesmente inexplicável, toda atmosfera que envolve o super atleta deixa o mundo inteiro encantado. Seja pela performance ou pelo carisma, o jamaicano arrasta multidões e torna-se cada vez mais ídolo do esporte, e não apenas do atletismo. Ao assistir suas provas, muitas vezes me confundo e tenho a impressão de estar assistindo a um comercial de uma marca esportiva, ao ver sua velocidade espantosa contra seus adversários que fazem o papel de figurantes.

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O título de homem mais rápido do mundo (9.58 nos 100 m rasos) não é à toa, sua marca é tão expressiva que não parece estar ameaçada, muito por conta da atual diferença entre ele e os demais candidatos à quebra do recorde mundial nos 100 m rasos. Como um raio contemporâneo ou uma flecha ancestral, Usain Bolt vai construindo sua brilhante história que ainda parece ter muitos capítulos. O atropelo nos adversários não significa apenas superioridade, tem um fundo científico, humano e esportivo.

Desde Pequim 2008, o jamaicano ganhou todas as provas de que participou no mundial e nos Jogos Olímpicos, com exceção de uma, em que foi desqualificado por ter queimado a largada. Ele nasceu para fazer isso e tem prazer em se ‘mostrar’ fazendo o que mais sabe fazer. Bolt, sem dúvida será uma das maiores estrelas da Rio 2016, e tem tudo para marcar mais uma vez seu nome em uma Olimpíada.

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Chegando

por Diogo de Barros Souza

Estamos próximos da marca de Faltam 365 dias para a Olimpíada Rio 2016, e as expectativas se mostram nubladas para o desempenho dos atletas brasileiros. Os Jogos Pan-Americanos Toronto 2015 terminaram há uma semana e a classificação brasileira no quadro de medalhas foi a terceira posição, ficando atrás dos Estados Unidos e do Canadá, respectivamente.

É um pena ver que os Jogos Pan-Americanos não são atrativo para alguns atletas e confederações esportivas, sendo um dos motivos a concorrência de Mundiais de diversas modalidades no mesmo período que os Pan-americanos, causando a ausência de algumas estrelas esportivas. Se para alguns é uma excelente vitrine, para outros é apenas mais um evento a ser descartado, tirando o prestígio da competição.

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É evidente que o calendário esportivo atrapalhou um pouco, motivando alguns países a enviarem atletas de nível médio ou inferior para Toronto, mas com a Olimpíada chegando seria interessante acompanharmos a performance dos atletas Nível A, até porque a competição tem o caráter de preparação para os Jogos Olímpicos. Por isso, não podemos ficar muito empolgados com a participação brasileira em Toronto, já que não competimos em alto nível, mesmo tendo estrutura e ambiente para tal.

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