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O esporte e a sociedade

por Diogo de Barros Souza

Quase sempre as atitudes dos atletas servem de exemplo positivo ou negativo para a sociedade. A partir de um ato “limpo” ou “sujo”,
o caráter de um atleta passa a ser julgado por todos. E assim, gera respeito ou discórdia por parte dos fãs de esporte e da mídia também. O gol ilegal do atacante Jô do Corinthians, na partida contra o Vasco, no último domingo, retratou bem a perseguição moral que os atletas precisam lidar todos os dias. Deveria ser apenas um jogo, mas não é, existe um julgamento moral por tudo aquilo que os atletas representam para a sociedade.

Já vi muitos gols e lances ilegais, mas a proporção do gol de Jô aumentou por outro fato ocorrido no início do ano, quando o atacante foi envolvido em um raro momento de “fair play”, o árbitro daquela partida anotou um cartão amarelo contra ele, mas Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo, envolvido no lance, informou ao árbitro que ele sim havia pisado no goleiro da sua equipe, após isso, o árbitro anulou o cartão amarelo de Jô. A partir desse lance, muitos aplaudiram a atitude do jogador do São Paulo, inclusive o próprio Jô.

Na época, todos viram aquilo como um ato exemplar, que fugiu do âmbito esportivo, pois entenderam que se tratava de um ato moral. De fato foi e sempre será lembrado, principalmente pela consideração de Jô, era de se esperar que ele repetisse tal atitude quando tivesse a oportunidade, mas não foi isso que aconteceu. Após a partida e ao ser perguntado se a bola realmente bateu na sua mão antes de entrar no gol, o atacante disse que não sentiu ela bater no seu braço e que não podia afirmar se houve toque ou não.

O fato é que o futebol precisa se modernizar, não importa se o Jô foi ético ou não. A CBF em um ato de desespero sinalizou o início do árbitro de vídeo, já na próxima rodada do Campeonato Brasileiro. A hipocrisia está em toda parte, o esporte e a sociedade possuem essa relação para sempre que possível ter a vantagem ao seu lado. Deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo é o que todo cidadão de bem quer, mas é preciso ter consciência dos seus atos.

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Neymar e sua escolha

por Diogo de Barros Souza

Durante a vida precisamos fazer escolhas pessoais e profissionais, que serão importantes para a concretização dos nossos sonhos e objetivos. A decisão tomada por Neymar de trocar o Barcelona pelo PSG, significa que ele quer algo novo, tanto na carreira esportiva como na vida pessoal. Não vamos conseguir entender isso agora, porque aconteceu tudo muito rápido. Nem todos assimilaram ainda, podemos pensar que foi por dinheiro ou pelo fato dele querer ser o melhor do mundo, e com Messi ao seu lado isso seria impossível. É mais fácil pensar assim, não é?

O fato de almejar uma mudança, quando tudo está bem, torna o sentido das coisas bem diferente para cada pessoa envolvida. A princípio o Neymar pai não entendeu, assim como a imprensa, os companheiros de clube e de outros clubes também, e principalmente os torcedores do Barcelona, ninguém entendeu essa troca. Em uma vida repleta de escolhas, muitas vezes apenas uma escolha é necessária para causar uma explosão, como foi a transferência de Neymar para o PSG.

Sinceramente, eu nunca imaginei que o Neymar na plenitude da sua forma física, fosse sair do Barcelona e ir para outro clube europeu. Mas, o fato novo pode transformar a carreira dele, quer seja como protagonista, principal jogador do clube ou jogador mais caro da história do futebol. Amanhã ou agora poderá ser um de nós precisando tomar uma decisão importante, que vai mudar tudo, mas nem todos irão entender. Foi isso que aconteceu com Neymar.

O futebol é um negócio lucrativo, precisamos compreender isso quando pensamos nas oportunidades de mercado que surgem de uma hora pra outra, e causam uma reviravolta mundial. Neymar, não é apenas um jogador de futebol, ele é um produto esportivo muito valioso, que vale mais que os 222 milhões de euros que o PSG pagou ao Barcelona. Segue o jogo!

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Totti, o último romântico

por Diogo de Barros Souza

Qual é a criança que nunca sonhou em ser um jogador de futebol?

Começo com uma pergunta, o texto em homenagem a uma lenda do futebol. Um jogador que aprendi a admirar desde o início da sua carreira, no início foi pelo talento e pelos gols. Mas, depois a admiração cresceu pelas atitudes e a responsabilidade de ser o representante do seu clube por toda a vida. O fato de desprezar convites de potências europeias, fez com que o ídolo de Roma se transformasse cada vez mais em herói e sua identidade com o clube se tornasse eterna.

Poucos clubes possuem ídolos desse tamanho e poucos jogadores se esforçam para fazer algo assim. O famoso ‘honrar a camisa’, é algo raro no futebol. Por isso, Francesco Totti se tornou um exemplo de jogador único, capaz de ser admirado por todos, até mesmo pelos seus adversários. Além de ser um 10 clássico, posso considerá-lo como o ‘último romântico’.

A pergunta do início é uma inspiração para o futuro. A criança que sonha ser um jogador de futebol, deve procurar saber sobre a história de Totti. Em um trecho da sua carta de despedida, ele menciona as crianças: “Quero dedicar esta carta a todos vocês, a todas as crianças que me apoiaram. Às crianças de ontem, que cresceram e se tornaram pais, e às crianças de hoje, que talvez gritem ‘Tottigol’.”

Eu, que sou apaixonado por futebol e um dia sonhei ser um goleiro profissional, admiro a identificação com um único clube. É esse tipo de dedicação que faz crescer a base de fãs e o envolvimento com um clube. Afinal, todos que sonham jogar profissionalmente, sonham também jogar no seu time do coração, nem que seja por apenas um jogo. E quando alguém faz isso, o futebol respira.

Foram 27 anos, 6 títulos e 13 milhões de minutos em campo de total fidelidade à Roma. Ontem, despediu-se do seu clube do coração.

Obrigado, Totti. O futebol agradece a sua lealdade.

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Mais um El Clasico pra história

por Diogo de Barros Souza

O ‘El Clasico’ entre Real Madrid e Barcelona foi muito mais que futebol, além da importância da partida para ambos na classificação do campeonato espanhol, tivemos o prazer de assistir aos lances mágicos dos goleiros, Ter Stegen (Barcelona) e Keylor Navas (Real Madrid), o duelo particular entre os melhores do mundo, Cristiano Ronaldo versus Lionel Messi, e a genialidade incontestável do argentino.

A felicidade em jogar futebol era evidente em todos que estavam em campo, na plateia haviam torcidas organizadas e mistas também, com diversos turistas que estavam ali pelo jogo, por uma foto ou pela oportunidade de presenciar o maior clássico de futebol entre clubes do mundo.

A história foi escrita em um tapete verde com roteiro de Hollywood, impressionando os fãs de futebol do mundo inteiro, é um jogo para ser visto e revisto por muito tempo, para servir de exemplo para as novas gerações e explicar o que é o futebol quando lhe perguntarem. A resposta será o vídeo do jogo na íntegra, desde o apito inicial, e quem assistir vai entender bem por que esse esporte é tão fascinante e encantador.

Mesmo com um placar favorável nos minutos finais da partida e com um jogador a menos, o Real Madrid continuava tentando o gol de desempate contra um Barcelona exposto e também buscando a vitória. O que vimos foi um show de futebol e uma constante busca pelos 3 pontos. Nenhuma das equipes parecia querer o empate, porque estavam em um confronto direto pelo campeonato e indireto para mostrar força política no território espanhol em um duelo paralelo entre Madrid x Catalunha. O futebol é certamente mais que um simples jogo.Em meio a tudo isso, Messi atingiu a marca de 500 gols na carreira justamente contra o seu maior rival em mais um ‘El Clasico’ pra história.

Obrigado futebol.

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Falem mal, mas falem de mim

por Diogo de Barros Souza

A decisão do Boa Esporte ao contratar o goleiro Bruno foi muito radical e perigosa para a imagem do clube. Se o objetivo principal era conseguir visibilidade, deu certo, mas com efeito negativo. Após anunciar a contratação do goleiro, o clube mineiro perdeu todos os seus patrocinadores, eram 5 no total.

Precisamos falar que o goleiro Bruno ainda não pagou a sua dívida com a Justiça, ele cometeu um crime e foi condenado por 22 anos, destes cumpriu apenas 7 anos até o momento que foi liberado condicionalmente. Já sabemos o que os patrocinadores e a diretoria do clube pensam a respeito da contratação, mas e os torcedores? E os outros jogadores? E a mídia? E a aceitação pública?

A reputação do clube fica lá embaixo com essa política do falem mal, mas falem de mim. A diretoria do Boa Esporte teve uma atitude errada pensando que seria bom para o ‘marketing’ do clube, não devem ter pensado no lado humano, muito menos esportivo. Aproveitaram uma situação para ‘promover’ o clube erroneamente, sem consultar o bom senso por tudo que envolveu o problema do goleiro Bruno com a justiça. Aplaudo a atitude dos patrocinadores que se recusaram a ter a imagem associada a esse tipo de situação, até por que quando se pensa em ter uma marca vinculada ao esporte, a empresa pensa em aspectos positivos e transparentes. Toda pessoa que tem problemas com a justiça merece ter a sua chance de se recuperar, mas desde que tenha pagado aquilo que lhe foi determinado.

E se o goleiro Bruno for julgado e tiver que voltar à prisão novamente, será que a diretoria do Boa Esporte pensou nessa possibilidade a ponto de correr todo esse risco? Será que vale tanto o risco de perder torcedores e patrocinadores por causa de um jogador?

Definitivamente não foi uma boa para o Boa Esporte.

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Sem transmissão

por Diogo de Barros Souza

O imbróglio envolvendo a transmissão do clássico paranaense entre Atlético Paranaense e Coritiba, acabou ocasionando no cancelamento da partida que seria disputada no último domingo, na Arena da Baixada. A origem de toda essa polêmica foi o fato dos clubes em questão, não terem aceitado a cota oferecida pela TV Globo para a transmissão dos seus jogos no Campeonato Paranaense 2017.

A negociação do contrato dos direitos de televisão aconteceu em janeiro de 2017, quando a TV Globo ofereceu um total de R$ 6 milhões pelo contrato do Paranaense, sendo um terço para os dois grandes clubes. Quando Atlético Paranaense e Coritiba recusaram, a Globo fechou o restante do campeonato com os outros dez times por R$ 4 milhões. Furacão e Coxa se uniram e não aceitaram a proposta de 1 milhão de reais para cada um, e resolveram realizar a transmissão do jogo via internet, mais precisamente pelo Youtube. A Federação Paranaense de Futebol proibiu a presença dos profissionais que fariam a transmissão da partida no campo, porque segundo a federação eles não estavam devidamente credenciados para trabalhar ali. Os clubes não aceitaram jogar sem transmissão e após cerca de 45 minutos o clássico foi cancelado.

Um comparativo interessante é a distribuição de cotas no Campeonato Carioca, lá a Federação de Futebol do Rio de Janeiro destinou cotas de R$ 4 milhões líquidos para os quatro clubes mais bem posicionados depois dos grandes no Estadual de 2016: Boavista, Bangu, Madureira e Volta Redonda. A revolta dos paranaenses tem a ver com isso também, além disso reclamam que esse tipo de negociação deve ser feita diretamente pelos clubes e não pela Federação.

O Atletiba ficou sem transmissão, falta diálogo entre os envolvidos, o torcedor, aquele que paga ingresso caro e viaja muitos quilômetros, ficou a ver navios, faltou mais uma vez respeito ao estatuto do torcedor. Independente do que os clubes, a TV Globo e a Federação digam, todos estão errados e possuem parcela de culpa no que aconteceu. Não era necessário deixar chegar no ponto que chegou. O torcedor brasileiro não merece isso.

Talvez seja por essas e outras que a nova geração de torcedores prefira assistir ao campeonato inglês, onde o gramado é verdinho e sem buracos, o jogo começa no horário, o estádio está sempre cheio, os times são repletos de jogadores famosos e tem até recurso eletrônico para saber se foi gol ou não. O contraponto encontrado pelos paranaenses foi uma mídia social, algo que está ao alcance de todos e que pode torná-los independentes num futuro não tão distante, quem sabe…

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Copão do mundo

por Diogo de Barros Souza

A FIFA (entidade máxima do futebol) divulgou recentemente que a partir de 2026 a Copa do Mundo será disputada por 48 seleções. É verdade. Está feito. Não tem mais volta. Com certeza será o maior inchaço de todos os tempos, e causará grande impacto no aspecto técnico do futebol.

Temos uma previsão de formato de disputa que manterá o número de 7 jogos, para as seleções que chegarem até a decisão. As 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três times. Os dois melhores de cada chave avançam ao mata-mata. Os 32 então viram 16, que se enfrentam em oitavas de final e assim por diante.

Sou contra o novo formato, esperava um pouco mais de criatividade dos homens fortes do futebol. Além do déficit técnico, teremos problemas com a questão do calendário dos clubes. Os interesses políticos, comerciais e mercadológicos entram em cena nesse tipo de negociação, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sabe muito bem disso, tanto que o seu discurso de defesa sobre o novo formato é voltado para a expansão e desenvolvimento do futebol globalmente.

O “Copão do Mundo da FIFA 2026” será um sucesso de público, gols e muito mais, afinal somos apaixonados por futebol e não vamos deixar de ficar encantados com uma Copa. O futebol já é globalizado e atinge o mundo inteiro, até mesmo nos países que nunca participaram de uma Copa do Mundo e não tem um grande ídolo futebolístico, porque somente as 32 melhores seleções do mundo (até então) podem participar da competição de mais alto nível do futebol, elas disputam as eliminatórias e comemoram muito quando conquistam a vaga. Isso é futebol e esporte, o resto é negócio.

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Árbitro de vídeo

por Diogo de Barros Souza

Uma verdadeira lambança aconteceu na partida semifinal do Mundial de Clubes da FIFA, entre Atlético Nacional (Colômbia) e Kashima Antlers (Japão), logo no primeiro grande teste do árbitro de vídeo em uma competição oficial de futebol. O primeiro gol da equipe japonesa surgiu em marcação de pênalti, após um alerta do árbitro de vídeo. O lance foi marcado pelo árbitro principal, 2m17s após o lance ter acontecido e com 45 segundos de bola rolando.

A utilização do árbitro de vídeo é muito boa para o futebol, mas é necessário mais preparo, pegando como referência ligas esportivas que usam a tecnologia, a NBA e a NFL são algumas delas, temos uma série de imagens e profissionais capacitados para tomar a decisão correta sem prejudicar a partida. Erros acontecem, mas no lance da partida realizada ontem, nada disso seria preciso, até porque o jogador da equipe japonesa que sofreu a falta dentro da área, estava em posição irregular quando foi lançado.

Na minha opinião, a tomada de decisão do árbitro de vídeo e do árbitro principal deve acontecer no momento do lance, nem que ele tenha que paralisar a partida, desde que seja naquele momento, e somente através de um pedido do técnico de uma das equipes. A solicitação do árbitro de vídeo seria limitada a 2 pedidos por jogo para cada equipe. Precisamos entender que o jogo de futebol não pode perder a sua dinâmica, não estamos na Fórmula 1, onde os julgamentos de infrações e as punições acontecem durante a corrida. Se as decisões começarem a acontecer do nada e minutos depois do lance, o árbitro de campo vai perder totalmente a sua credibilidade.

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Gestão e liderança

por Diogo de Barros Souza

O início espetacular do técnico Tite na Seleção Brasileira de Futebol, não é apenas uma questão de sorte, números ou coisa dos deuses do futebol, e sim o resultado do trabalho de gestão e liderança realizado pelo treinador e sua equipe. Vimos algo parecido na seleção de vôlei, com o técnico Bernardinho, quando o Brasil revolucionou em quadra e fora também, através de estatísticas e dados essenciais para a construção da equipe e conhecimento dos pontos fortes e fracos dos adversários.

A era Tite está mostrando um novo tipo de jogo para o futebol da Seleção Brasileira, mesmo com poucos dias para treinamento os resultados estão aparecendo, afinal são 5 jogos e 5 vitórias nas Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018. A questão coletiva e o fato de convocar alguns jogadores com quem já trabalhou e são de sua confiança, mesmo que não estejam atuando em grandes campeonatos, favorecem o fortalecimento do grupo e sua proposta de jogo.

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Os conceitos de gestão e liderança são um tanto quanto parecidos, ou seja, administrar pessoas e problemas, e cabe ao gestor ter a capacidade e o conhecimento para aplicar suas ideias e fazer com que seus liderados acreditem na sua proposta. O tempo de preparo até chegar a Seleção Brasileira fez bem para o Tite, ele conseguiu desenvolver novas habilidades e o hábito de pensar diferente. É a tal da reciclagem, importante para os profissionais de qualquer profissão. Ser capaz de colocar em prática o que você pensa através das pessoas, é a maior virtude de um líder.

Se para ser líder é necessário ter a capacidade de atrair seguidores, Tite está fazendo muito bem o seu papel. A Copa do Mundo Rússia 2018 está logo ali.

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Tribunal superior

por Diogo de Barros Souza

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) será o responsável pela anulação ou não da partida entre Fluminense e Flamengo, que envolveu uma grande polêmica em torno da acusação de interferência externa no gol anulado do Fluminense. A decisão pode ‘manchar’ o Brasileirão 2016, como se os inúmeros erros de arbitragem não manchassem o futebol brasileiro toda semana.

Independente da decisão do julgamento, nada absolve a indecisão e a falta de preparo da arbitragem e da organização como um todo do Campeonato Brasileiro. A quantidade de pessoas dentro do campo é algo absurdo de se ver nos dias atuais, isso tudo facilita a interferência externa e confunde o árbitro na tomada de decisão. Quando os interesses são maiores, nesse caso, clássico carioca, o Flamengo brigando diretamente pelo título, o Fluminense brigando por uma vaga na Libertadores, jogo no Rio de Janeiro, mais parecia um jogo de Campeonato Carioca do que Campeonato Brasileiro.

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A TV comprovou que o gol foi irregular e por ironia do destino, foi a TV também que flagrou a interferência externa, agora a interpretação dos fatos vai ficar por conta de advogados, juízes e menbros do STJD. Enquanto não trabalharmos com a tecnologia no futebol vamos presenciar cenas lamentáveis assim.

Na minha opinião a partida deveria ser anulada e a arbitragem da partida (árbitros, auxiliares, delegado, etc.) levar uma suspensão gigante, esse seria o mínimo de coerência aceitável para justificar ao fã de futebol, ao patrocinador e aos demais clubes que o nosso tribunal superior julgou o que aconteceu de fato, sem  especulação ou teoria da conspiração. Nas imagens é fácil identificar a interferência externa do delegado da partida, não precisa de mais nada, apenas dessa imagem. Outra coisa, a súmula do jogo foi entregue com a observação de que nada de anormal aconteceu, nada mesmo, a partida só ficou paralisada por 13 minutos e um gol foi anulado 2x. Além disso, a súmula foi atualizada posteriormente.

Não basta melhorar o futebol brasileiro apenas dentro de campo, precisa melhorar e muito fora dele também.

Mais um gol da Alemanha. Já perdi a conta do placar.

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A nova Libertadores

por Diogo de Barros Souza

A Conmebol com a sua Libertadores da América é digna do ‘Troféu Lambança do Ano’, após a divulgação das novidades para o ano de 2017. A última semana e o início desta foi repleto de informações vazadas, confirmadas e depois canceladas. Em reuniões no apagar das luzes e secretas, divulgavam informações de várias maneiras, até via Twitter. No maior estilo campeonato amador entre amigos, decidiam sobre o futuro da competição.

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E assim começaram a matar aos poucos a mais tradicional competição sul-americana de clubes, fora o inchaço de clubes e a ideia de final em jogo único (que não acontecerá por agora), a competição terá duração de 10 meses, em meio aos diversos campeonatos dos países da América do Sul, eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia 2018 e janela de transferências internacionais, some isso ao fato de que o calendário sul-americano não é padrão, ou seja, calendário brasileiro é diferente do argentino e por aí vai.

Mudanças sempre devem ser analisadas com calma para que os efeitos não sejam bruscos, todos sabem que o futebol necessita de mudanças e a Libertadores também, há muito tempo inclusive. Mas é necessário um tempo de adaptação, por exemplo: ” Em 2018, realizaremos essas mudanças para que os clubes, fãs, patrocinadores, TV, etc., tenham tempo suficiente para se adaptar. Respeitamos os envolvidos e pensamos sempre no melhor para o futebol sul-americano.”

Esse poderia ser o discurso oficial do presidente da Conmebol para a imprensa. A nova Libertadores já começa com um discurso confuso e cheio de interrogações. O Campeonato Brasileiro que está na sua reta final, recebeu a notícia de que agora pode ter um G6 ou G7 dependendo de alguns resultados. Só para constar, não concordo com várias dessas alterações, penso que a expansão poderia passar pelos Estados Unidos da América.

Enfim, haja coração amigo!

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O que realmente importa

por Diogo de Barros Souza

A Uefa Euro 2016 terminou, a seleção de Portugal sagrou-se campeã pela primeira vez do torneio, vencendo a favorita França e Cristiano Ronaldo saiu da competição como favorito a Bola de Ouro da FIFA. Até então nada de diferente, mas uma imagem pós-jogo nos faz acreditar que ainda pode existir paz no futebol.

Um menino e torcedor de Portugal consolou um torcedor francês, logo depois do final da partida na Torre Eiffel. Ao ver o francês aos prantos, o pequeno português abraça e conversa com o seu até então adversário, demonstrando uma maturidade que muitos adultos desconhecem.

O que realmente importa é o espírito esportivo, saber perder e também saber ganhar. Esse talvez seja o único caminho para a paz no futebol. Um gesto simples e sincero é o essencial para acabar com a selvageria e falta de respeito dentro e fora dos estádios. Torço muito para assistir mais momentos assim. Mais uma vez o futebol respira!

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Como se fossem Smurfs

por Diogo de Barros Souza

A grande façanha da Islândia na Uefa Euro 2016, desde a classificação nas eliminatórias para sua primeira participação na competição, o primeiro gol, a primeira vitória, a classificação para as oitavas de final, e agora para as quartas de final, após a vitória diante da Inglaterra, sem dúvida é algo mágico e histórico para um país com pouco mais de 300 mil habitantes.

Nenhum jogador da Islândia joga na Islândia, porque lá o futebol não é disputado em alto nível, quem deseja jogar assim, deve procurar outro país. Como se fossem Smurfs, os jogadores da Islândia se prepararam e enfrentaram os badalados e milionários jogadores ingleses de igual para igual, chocando o mundo com uma apresentação digna de quem entende um pouco de futebol.

Ao acompanhar o jogo da Islândia, é fácil detectar um mix de vários esportes no plano de jogo da equipe. Apresentam jogadas ensaiadas em lances de lateral, força física, preenchimento dos espaços, inteligência emocional para detectar as dificuldades do adversário, além de calma para se livrar de alguns momentos de instabilidade.

Confesso que fiquei impressionado com a frieza do goleiro da Islândia, após cometer o pênalti e sofrer o gol na cobrança do inglês Wayne Rooney, e também durante suas defesas ao longo da partida.

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A primeira vez é sempre inesquecível, e quando tudo dá certo, é melhor ainda.

Gudjohnsen, obrigado por ter mostrado a esse povo o que é o futebol.

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Somos todos babacas

Diogo de Barros Souza

Estamos de fato alguns passos atrás de muitos países, e a eliminação precoce na Copa América Centenário, apenas escancarou mais uma vez o problema técnico que a Seleção Brasileira vem sofrendo, desde a última Copa do Mundo ou um pouco antes dela. A incompetência vem de cima e prejudica todo o resto.

Os problemas começam no entendimento do que significa o futebol brasileiro e toda sua história, é necessário entender isso primeiro, assim todos respeitariam a tradição da camisa do Brasil e não aceitariam a derrota como algo comum. A direção da CBF é muito culpada, o técnico também e os jogadores mais ainda. Que seja criado o hábito de ter vergonha na cara, e ser profissional. Ser ex-jogador de futebol, significa automaticamente uma chance de ser técnico da Seleção ou dirigente da CBF, a solução pode não estar aí. A união da experiência de campo com o conhecimento técnico é o ideal. Assim, não ficamos reféns de ideias ultrapassadas sobre o futebol.

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O futebol brasileiro precisa de mais, pois sempre foi referência para outros países e agora somos motivo de zoação. Precisamos também de um calendário decente e que acompanhe o restante do mundo. Não é aceitável, ter jogos da Seleção e Campeonato Brasileiro no mesmo período. É preciso respeitar a torcida e fazer com que ela tenha vontade de sentar na frente da TV para torcer, e não para zoar, como tem acontecido nos últimos jogos.

O 7 x 1 contra a Alemanha nunca irá se apagar, mas é possível reerguer a dignidade jogando com qualidade, tendo um comportamento aceitável para jogadores de futebol profissionais. Enfim, o futebol brasileiro precisa começar do zero. Somos todos babacas!

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Sem projeto

por Diogo de Barros Souza

A aventura chinesa do técnico brasileiro Vanderlei Luxemburgo, está em situação complicada e muito próxima do fim. Em menos de 6 meses, seu trabalho está sendo contestado, principalmente pelo alto investimento e o péssimo resultado apresentado até o momento.

Ao todo, seis membros da comissão técnica foram dispensados pelo Tianjin Quanjian recentemente, todos indicados por Luxemburgo. O time é nono colocado da tabela de classificação da segunda divisão chinesa, com apenas 14 pontos, sete atrás do líder Qingdao Huanghai. O técnico brasileiro diz que a estrutura prometida pelo clube no início do ano, até agora não apareceu. A multa rescisória, estimada em R$ 40 milhões, é o maior obstáculo para a sua possível saída.

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Muitas vezes uma aventura como essa, não traz a realização profissional tão esperada, somente a financeira. Os chineses estão mesmo interessados no futebol, tanto que cobram resultados e esperam retorno diante do investimento que fazem. Espero que os brasileiros levem a sério essa questão, mesmo sendo difícil a adaptação dentro e fora de campo, mas quando se aceita um desafio é preciso se preparar para as dificuldades.

Luxemburgo e a sua caravana brasileira acabará ficando sem projeto em breve, por lá ainda jogam os brasileiros Jadson, Luís Fabiano e Geuvânio, todos na mesma situação de Luxemburgo. Mais um gol da Alemanha!

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O futebol respira

por Diogo de Barros Souza

Estamos vivendo uma semana transformadora para o futebol, com o cinematográfico título do campeonato inglês conquistado pelo bravo time do Leicester City, a classificação do Atlético de Madrid para mais uma decisão de Uefa Champions League contra o Real Madrid e a presença do Grêmio Osasco Audax na decisão do Campeonato Paulista. De alguma forma, são indícios de que o futebol respira, continua vivo e apaixonante para os seus fãs.

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Os três momentos citados são belos exemplos de que existem pessoas pensando diferente, e tentando proporcionar algo novo para quem ainda acredita que o futebol pode apresentar mais do que estamos acostumados.

Leicester City – Desacreditado. Baixo orçamento. Sempre briga para não cair.
Mas dessa vez tudo mudou, tudo foi diferente, surpreendeu o mundo do futebol ao derrubar os grandes da Inglaterra e conquistar o título antecipadamente. Seu técnico, o italiano Claudio Ranieri, nunca havia conquistado nada expressivo, mesmo comandando equipes de maior expressão.

Atlético de Madrid – Respeitado. Considerado a 3ª força da Espanha. Sempre ofuscado pelo Real Madrid.
Suas últimas temporadas, principalmente sob comando do argentino de Diego Simeone são surpreendentes, chega a segunda final de Uefa Champions League contra o seu maior rival ao eliminar uma das maiores potências do futebol atual, o alemão Bayer de Munique. Continua na briga pelo título do campeonato espanhol, disputando ponto a ponto a liderança contra Barcelona e Real Madrid.

Grêmio Osasco Audax – Ousado. Audacioso. Futebol moderno.
Quando surgiu, foi digno de piada por apresentar um estilo diferente de futebol, que agora é visto como moderno e encantador. Fernando Diniz, o técnico da equipe resistiu aos questionamentos e dúvidas sobre o seu modo de trabalhar, e conseguiu levar o Audax até a final desbancando dois grandes do futebol paulista, São Paulo e Corinthians.

As três equipes não são nada parecidas, apenas na forma de surpreender e enfrentar os ‘grandes’ de igual para igual. Enfim, vislumbro novos tempos para o nosso querido futebol, e acredito que ainda não vivemos tudo que esse esporte é capaz de proporcionar. Vamos jogar bola!

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Pode chorar

por Diogo de Barros Souza

As lágrimas do técnico italiano e comandante do Leicester City, Claudio Ranieri, atual líder da Premier League (campeonato inglês), na vitória do Leicester fora de casa por 2 x 0 sobre o Sunderland no último domingo, explicam bem o que a equipe tem aprontado nesta temporada. A sensação da Inglaterra está muito próxima do título, precisando somar mais 9 pontos dos 15 que ainda estão em disputa para não depender de nenhum outro resultado e faturar o campeonato.

CORRECTS THE DATE. Leicester City's manager Claudio Ranieri prior to the English Premier League soccer match between Sunderland and Leicester City at the Stadium of Light, Sunderland, England, Sunday, April 10, 2016. (AP Photo/Scott Heppell)

A sinceridade no choro de Ranieri é uma pequena amostra do orgulho em ver seu trabalho ser concretizado, mesmo sem nenhuma pretensão no início da temporada, quando o que mais importava era não ser rebaixado. A campanha do Leicester é um tremendo roteiro de filme, que começa com tudo dando errado (a equipe frequentou a zona de rebaixamento no início da temporada) e depois o talento e o trabalho começam a aparecer, onde o futebol dos times mais ricos sempre predominou.

Ranieri pode chorar porque está mostrando humildade ao retroceder e refletir que precisava se reinventar, ao aceitar a proposta para assumir os Foxes, teve que abrir da carreira vitoriosa em grandes times europeus, e não imaginava que tudo isso poderia acontecer um dia, mas topou e chorou ao presenciar a façanha da sua equipe, com jovens talentos sendo revelados, inclusive para o English Team, e um futebol moderno jogando pra frente e de igual para igual contra os grandes.

A Champions League já é realidade para o Leicester City, agora falta o título inglês para o sonho ficar completo. Eu acredito!

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Sonhando

por Diogo de Barros Souza

O Leicester City continua sonhando com o título da atual temporada da Premier League (campeonato inglês), saindo do status de sensação para candidato a faturar o caneco. O futebol tem surpresas assim em sua história, quando um clube com baixo orçamento e quase rebaixado na temporada passada, consegue causar espanto nos elencos milionários e ser o protagonista, apresentando um bom futebol e conquistando a liderança da competição.

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Os Foxes, como a equipe é conhecida, quebram tabus a cada jogo e surpreendem na forma de jogar ao enfrentar as equipes grandes, como Manchester City e Liverpool. A surpresa vai além da tabela de classificação, com jogadores sendo alvo de contratações das equipes grandes de toda Europa e também nos cofres do clube. Em seu último balanço divulgado nesta semana, o clube apontou o crescimento absurdo da sua receita de 31,2 milhões de libras (R$ 170,8 milhões) na temporada 2013/2014 para 104 milhões de libras (R$ 569,3 milhões) em 2014/2015, o que significa o melhor resultado da história da equipe.

O Leicester, que há três anos estava na segunda divisão do futebol inglês, atualmente é mais rico que qualquer time brasileiro, faturando muito mais que os dois times de maior receita do Brasil em 2015: Palmeiras e Flamengo, com faturamento entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões. Caso vença o título inglês ou consiga uma vaga na próxima Champions League, esses números poderão ser ainda maiores.

Pode até ser que o título escape por um motivo ou outro, mas os Foxes já marcaram um pontinho azul na história da Premier League com essa campanha histórica, atualmente é o líder da competição, 3 pontos a frente do segundo lugar Tottenham Hotspur. O sucesso da equipe representa o profissionalismo na gestão técnica e administrativa do clube. Azarão, surpresa ou cavalo paraguaio, nenhuma dessas gírias futebolísticas traduz a temporada do Leicester, porque a solidez dentro e fora de campo não deixaram o planejamento ser qualquer esboço de papel.

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Uma camisa

por Diogo de Barros Souza

Muito mais que uma camisa, o saco plástico que o menino afegão Murtaza, de apenas cinco anos, veste na foto que viralizou na internet, representa a verdadeira paixão pelo futebol e a sensação de se sentir um ídolo, nesse caso o maior da atual geração. A simplicidade impressiona e o que importa apenas é a sensação de se sentir um Messi jogando futebol.

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Muitas vezes uma camisa oficial no valor de R$ 249,90 não simboliza esse sentimento, até porque o ‘status’ é outro, ali Murtaza queria apenas ser Messi e sonhava tanto com isso, que o seu pai ao encontrar o saco plástico pediu aos irmãos que fizessem a tão sonhada ‘camisa’ para Murtaza. Desde então, ele joga futebol no Distrito Jaghori, na província de Ghazni, no leste do Afeganistão gritando para todos que é Messi.

A camisa feita de saco plástico foi tão simbólica que resultará em um encontro entre Murtaza e o ídolo Messi. Segundo o porta-voz da Federação Afegã de Futebol, Syed Ali Kazemi, a entidade recebeu e-mails tanto de Messi quanto do Barcelona sobre um possível encontro.

Os valores esportivos são bem simples para as crianças, e muitas vezes elas não percebem a marca de uma bola ou de uma camisa, elas querem apenas brincar e se sentirem como seus ídolos. É possível atender ao básico na iniciação esportiva e trabalhar com o esporte na sua essência, os obstáculos sempre irão existir, mas é preciso saber que existem possibilidades para a falta de recursos, não estou me referindo a sacos plásticos, e sim sobre a capacidade de criação dos profissionais que lidam com o esporte.

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Da tubaina ao champagne

por Diogo de Barros Souza

Quando você tem um sonho, uma meta ou um objetivo, acredite e dedique-se e tudo se realizará, o brasileiro Wendell Lira é a prova viva disso. O seu fantástico gol venceu a eleição do Prêmio Puskás na premiação da Bola de Ouro da FIFA 2015, superando nada menos que Lionel Messi, eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo. Desconhecido até então, Wendell Lira conquistou o prêmio graças ao gol marcado quando atuava pelo Goianésia na partida contra o Atlético Goianiense pelo Campeonato Goiano de 2015. O prêmio é uma homenagem ao húngaro e craque de bola Ferenc Puskás Biró, que nos 50 e 60 encantou o mundo com a sua genialidade.

Wendell, realizou o sonho de muitas crianças e adultos, ele foi da tubaina ao champagne, porque além de ter sido reconhecido pelo seu talento, teve a oportunidade de conhecer seus ídolos, àqueles da TV, do videogame e dos nomes estampados nas diversas camisas de clubes e seleções que vemos todos os dias nas ruas e nos campos de futebol. Pode ser que ele nunca jogue em um grande clube, mas o seu feito conseguiu renovar o sentimento de alegria dos milhares de apaixonados por futebol em todo o mundo, inclusive quem não gosta de futebol vibrou com essa conquista.

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“Davi e Golias, quando Golias apareceu, creio eu que todo mundo olhava para ele e falava ‘ele é muito forte, ele é muito grande, não tem como ganhar dele’. Davi quando olhou para Golias disse: ‘Ele é muito grande, não tem como errar.’ E é assim que temos que lidar com nossos problemas diários na nossa vida”, disse o brasileiro ao receber o prêmio, concedido em votação popular pela Internet.

Certamente, Davi venceu Golias mais uma vez.

Sem mais.

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Antológico

por Diogo de Barros Souza

Neymar protagonizou um dos lances mais belos de 2015, o gol antológico na vitória do Barcelona sobre o Villarreal pelo Campeonato Espanhol é digno de placa e Prêmio Puskas. Uma pena que a seleção de gols para o prêmio de 2014/2015 tenha sido encerrada em setembro, mas a obra de arte deverá figurar a lista de 2015/2016. Gols desse tipo são cada vez mais raros no futebol moderno que acompanhamos atualmente, de fato, é o típico gol de craque, do talento nato que possibilita o atleta visualizar segundos antes o que pretende fazer.

Não é apenas treino, tem muito da genialidade e capacidade de transformar o potencial em resultado. Por isso, o gol deixa de ser um detalhe, ele é o espetáculo e o que todos estão esperando. Não estamos na época de Pelé, Maradona, Garrincha, Platini, entre outros, mas já vimos seus gols e tudo que foram capazes de fazer ao longo do tempo. Agora esperamos ansiosos pelos gols de Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Ibrahimovic e cia. Neymar conseguiu encantar o mundo e criar mais expectativa sobre o seu futebol, porque todos querem ver mais e mais disso.

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Não é só o Brasil que está carente de um bom futebol, o planeta bola necessita de mais craques e gols raros para inspirar a nova geração. Alguns gols são apenas gols, mas o gol antológico de Neymar é diferente, é gol de videogame, é gol de imaginação, é gol de cinema. Quero continuar a acompanhar lances assim, não podemos perder a ousadia e alegria do futebol. Isso não pode acabar!

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O Normal

por Diogo de Barros Souza

Jürgen Klopp é um desses treinadores que são mais que treinadores, são torcedores apaixonados pelo clube na pele de um treinador. Todos gostariam de ter um desses no seu time para estremecer e envolver ainda mais a sua torcida. Pois é, o Liverpool conseguiu e causou um grande alvoroço no mundo do futebol desde o anúncio do seu novo técnico. Klopp chega para preencher essa lacuna entre torcida e time, algo que anda faltando no futebol, e principalmente no Liverpool.

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Para se ter uma ideia do envolvimento de Klopp com a torcida e clube, o alemão Borussia Dortmund, seu ex-clube (ele ficou 7 anos por lá), comemorou o retorno dele ao futebol, inclusive festejando nas redes sociais. Precisamos ver isso mais vezes, faz bem para o futebol e integra torcidas apaixonadas, capazes de festejar a presença do seu treinador preferido. Imagine um jogo entre Borussia Dortmund contra o Liverpool na Alemanha, a recepção da torcida alemã com certeza será algo inesquecível.

O Liverpool entrou na onda de aceitação do treinador, e criou uma linha exclusiva de produtos (tudo isso na mesma semana de apresentação), utilizando uma expressão dita por Klopp na sua coletiva de apresentação, ‘The Normal One’. O português José Mourinho do também inglês Chelsea, gosta de ser conhecido como ‘Special One’, mas na sua chegada o carismático alemão disse que não tem nada de especial, e que é apenas O Normal.

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Bastou isso para Klopp cair nas graças do torcedor e ganhar sua linha exclusiva de produtos ‘normais’. O marketing do Liverpool agiu rápido e entendeu a expressão como uma rivalidade sadia entre técnicos e clubes. Ganha o torcedor, ganha o futebol. Sinceramente, gostava muito de assistir aos jogos do Borussia quando Klopp estava à beira do gramado comandando a equipe, era muito bom sentir a atmosfera presente no estádio, espero que isso se repita com o Liverpool também, assim Klopp nunca irá caminhar sozinho pelas ruas da terra dos Beatles.

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Das Américas

por Diogo de Barros Souza

Um milionário italiano teve a ideia de realizar a Champions League das Américas, com a participação de clubes da América do Sul, Canadá e Estados Unidos. Seria a nossa versão da Champions League da Europa, inclusive com a proposta de uma premiação interessante para os clubes participantes.

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Sinceramente, penso que é um projeto bem ousado e interessante, mas também sinto ser bem difícil de acontecer, principalmente pelo calendário diferente de cada país. Talvez, tenha mais sucesso uma espécie de Copa num período curto com os melhores classificados dos torneios continentais. O interesse de clubes em participar, sempre vai existir, até porque a premiação ajuda bastante nesse quesito. O projeto do italiano Riccardo Silva seria de fato um sonho para os apaixonados por futebol e uma grande revolução para os clubes, confederações e imprensa.

A possibilidade da Champions League das Américas existir ainda é remota, mas acho que poderia ser pensado uma alternativa para as Eliminatórias da Copa do Mundo também, para enfim motivar os torcedores a acompanhar melhores disputas e a alternância no nome das equipes que se classificam de 4 em 4 anos para o mundial das seleções. As mudanças no futebol precisam acontecer urgentemente e 0 atual momento de corrupção favorece para novos rumos de um esporte que se encontra com graves problemas políticos.

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Chuva de dinheiro

por Diogo de Barros Souza

O ato promovido pelo comediante inglês Simon Brodki na entrevista coletiva da FIFA sobre as novas eleições para presidente, é sem dúvida uma das grandes imagens do ano, por mais que tenha sido por poucos segundos, a mensagem foi bem clara. As denúncias sobre corrupção na maior entidade do futebol irão permanecer por um bom tempo, mesmo que se ‘limpe a casa’, tudo indica que Blatter continuará apitando por lá, isso é comum no meio esportivo, por ter ficado tanto tempo na presidência, suas raízes permanecerão por alguns bons anos.

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O fato é que o futebol está em um momento de desconfiança total, a chuva de dinheiro é apenas um ato de manifestação de um comediante, mas que representou àqueles que se preocupam com o esporte mais popular do planeta. Blatter se tornou o ícone de uma mancha na história do futebol, mas é certo que ele não é o único,  o seu azar é ser o mais conhecido por presidir a maior entidade de todas.

A preocupação maior é pela comédia que o futebol virou, cartolas fanfarrões e dinossauros continuam a frente das entidades e bloqueiam o seu desenvolvimento. O futebol precisa ser moderno e dinâmico para acompanhar a evolução dos seus admiradores, esse tipo de atitude é normal em outros esportes, mas as mudanças precisam ser aceitas por seus dirigentes que por um motivo ou outro sempre são os mesmos.

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Ídolos

por Diogo de Barros Souza

Não é comum acompanharmos jogadores permanecerem por tanto tempo em um clube, e quando isso acontece se tornam verdadeiros ídolos. Nos últimos dias, acompanhamos duas despedidas e um retorno. Bastian Schweinsteiger após 17 anos deixou o clube alemão Bayer de Munique e foi para o inglês Manchester United, Iker Casillas encerrou o seu ciclo no espanhol Real Madrid após 25 anos e partiu para o português Porto, e por fim, Carlos Tevez retornou ao Boca Juniors, seu clube de coração, após 10 anos atuando no Brasil e na Europa, seu último clube por lá foi o italiano Juventus (finalista da Champions League 2014-2015).

Certamente, são três histórias interessantes e bem diferentes. Entre eles, o mais feliz é Tevez, o aventureiro é Schweinsteiger e o triste é Casillas. Na sua entrevista de despedida e na apresentação ao Porto, consegui perceber nitidamente a sua tristeza. Eu nunca imaginei ver o Casillas um dia fora do Real Madrid. Ele é o tipo de jogador bandeira de um clube, assim como Pelé no Santos, Totti na Roma, Marcos no Palmeiras, Rogério Ceni no São Paulo, entre outros. Acredito que o seu objetivo sempre foi encerrar a carreira em alto nível no clube que o revelou.

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Já Schweinsteiger parece estar curtindo mais a sua transferência, está na onda pós-Copa do Mundo e também no aumento do intercâmbio de jogadores alemães em outros centros do futebol, esse número tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Os clubes alemães se tornaram exportadores também, e por isso alguns jogadores procuram sair da zona de conforto e buscar novos desafios.

Tevez é só alegria e uma grande exceção, porque escolheu retornar ao seu clube de coração ainda jogando em alto nível, esse tipo de escolha é totalmente diferente do normal. Pela sua felicidade, realmente existe algo além do dinheiro para ele, representar o seu povo, jogar no seu país e no clube onde tudo começou. Uma atitude rara e digna de exemplo para os jogadores do mundo inteiro.

Gostaria muito de acompanhar essa identificação no esporte mais vezes, porque faz bem e faz acreditar que existe sentimento, além do profissionalismo. O esporte precisa de ídolos, Schweinsteiger, Casillas e Tevez são exemplos clássicos para quem precisa de um modelo para seguir.

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Gol da Alemanha

por Diogo de Barros Souza

Parece que o tempo não passou, porque cada gol da Alemanha ainda está recente na memória dos brasileiros e vai continuar por um bom tempo, mas o aniversário dos 7 x 1 da Alemanha contra o Brasil na semifinal da Copa do Mundo 2014, completou 1 ano ontem e por incrível que pareça, a desconfiança e a impaciência continuam presentes na relação: Torcida Brasileira x Seleção Brasileira. A derrota e do jeito que foi, acarretou em uma série de deficiências em toda estrutura do futebol brasileiro, e muita coisa despontou para o início de uma grande reformulação no futebol pentacampeão do mundo.

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Mas até o momento e com o escândalo da FIFA, ainda não conseguimos enxergar nenhum tipo de mudança significativa, muito pela falta de preparo dos comandantes do futebol aqui no Brasil. O que acontece fora de campo reflete em dobro nas ações dentro dele. Não é apenas de vitória que precisamos, e sim mudar a forma que entendemos o futebol.

Acredito que uma mudança de fato, é a reorganização do calendário do futebol brasileiro, que está fora dos padrões mundiais. Apenas com uma mudança desse tipo, vamos conseguir ter chances para avançar no fortalecimento dos clubes nacionais, revelar mais talentos e fortalecer a Seleção Brasileira, porque assim iremos conseguir respeitar as datas FIFA e não prejudicar os campeonatos estaduais, regionais, nacionais e continentais, valorizando ainda mais nossos clubes e jogadores.

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Chato

por Diogo de Barros Souza

Definitivamente o futebol brasileiro está chato. Não estou falando apenas do futebol da Seleção Brasileira, mas de todo o território verde e amarelo. Recentemente, discutimos mais os problemas e polêmicas fora de campo do que dentro dele, não bastasse o trauma alemão, conhecido como 7 x 1, enfrentamos grave crise técnica, tática, moral e profissional. Além disso, e para somar com o péssimo momento do nosso futebol, a cada semana surgem denúncias de corrupção no esporte mais popular do planeta, muitas delas envolvendo clubes, dirigentes e jogadores brasileiros.

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Há um ano, sediamos uma Copa do Mundo, mas parece que nada aconteceu por aqui, continuamos a presenciar os mesmos erros e lambanças de outros anos e sem perspectiva de evolução. Alguns clubes tentam evoluir e andar sozinhos, mas não são vistos dessa forma, porque estão envolvidos em uma atmosfera que não se interessa em permitir ou seguir esse caminho. Resumindo, é mais fácil deixar como está para não virar um formigueiro de mudanças, que acabaria extinguindo os que são contra uma nova visão para o esporte e desejam proporcionar esperança de tempos melhores para os seus apaixonados.

Os brasileiros mostram-se dispostos a buscar novos esportes, e isso é muito bom. Não é à toa que o UFC, NBA, futebol americano, beisebol, entre outras modalidades, estão cada vez mais na nossa programação televisiva e nas conversas das rodas de amigos. É a clara demonstração de insatisfação com a forma que o esporte número 1 do país está sendo conduzido. No mundo globalizado de hoje, qualquer deslize se torna motivo para se perder um fã, algo impensável lá atrás.

Não sou muito antigo, mas posso dizer que na minha época, era possível vibrar com o futebol e discutir com os amigos sobre o que acontecia nas quatro linhas, porque era apenas isso que importava. Existia STJD, arbitragem polêmica, pouco tempo de bola em jogo, poucos minutos de acréscimo, mas nada que tirasse o brilho dos gols e das jogadas, porque (novamente) era apenas isso que importava. Mas agora vivemos a época CBF – Caos Brasileiro no Futebol, acho que acabo de criar uma sigla para tudo que está acontecendo, talvez seja essa sensação, porque de fato estamos vivendo um caos.

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Mais que um jogo

por Diogo de Barros Souza

Em meio ao caos envolvendo as investigações entre o FBI e a FIFA, conseguimos acompanhar no último sábado um grande espetáculo do esporte conhecido como futebol. A decisão da UEFA Champions League é muito mais que um jogo, certamente porque consegue envolver uma enorme quantidade de pessoas, que ficam aguardando ansiosamente a sua decisão todos os anos. A final de 2014-2015 foi entre Juventus x Barcelona, e aconteceu no estádio Olympiastadion (palco da final da Copa de Mundo de 2006), em Berlim (Alemanha) com grandes astros e muita expectativa em torno do jogo.

Há alguns anos, era muito difícil assistir algum jogo da Liga dos Campeões na TV aberta, era comum apenas na TV paga. Sou fã confesso da ‘Champions’ e tentava de várias formas assistir uma partida em algum bar, pela internet ou na casa de um amigo. Mas hoje em dia, tudo mudou. Para se ter uma ideia da dimensão da final, aqui no Brasil tivemos transmissão em cinema, balada, tv paga e na tv aberta, ou seja, extrapolou e atendeu a todos os tipos de público.

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O esporte precisa disso, a UEFA (entidade máxima do futebol europeu) juntamente com seus patrocinadores, principalmente a Heineken (cervejaria holandesa), consegue atingir níveis de envolvimento esportivo e comercial fora da linha normal de engajamento que estamos acostumados a acompanhar. Quando nos deparamos com alguma garrafa da Heineken é difícil não lembrar da Champions League. As ações da Heineken com a ‘Champions’ são constantes e acontecem em várias mídias ao mesmo tempo.

A decisão é realizada em jogo único, mas com uma atmosfera tão impressionante, que você não sente falta do segundo jogo, porque aquele é o momento e tudo é preparado para acontecer durante uma única disputa. Podemos dizer que o interesse mundial chega próximo do que temos em época de Copa do Mundo.

Ah… sobre o jogo, o resultado foi 3 x 1 para o Barcelona.

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Pediu pra sair

por Diogo de Barros Souza

Onde há fumaça há fogo e todo boato tem um fundo de verdade são ditados populares bem conhecidos por todos, e também por Joseph Blatter. O suíço renunciou ao cargo de presidente da FIFA, dias após ter sido eleito para mais um mandato da entidade. O cerco se fechou, e Blatter será insistentemente investigado pelo FBI até que encontrem algo que o incrimine. Ele está ciente disso, e com toda essa investigação sentiu que perdeu força e aliados, assim teria um mandato bem complicado e cheio de desconfianças. O que ele fez, pediu pra sair.

A renúncia vai colaborar com as investigações do FBI e também enfraquecer dirigentes do mundo todo, forçando-os a renunciar também, abrindo caminho para gestões profissionais e transparentes. O futebol ganhou um aliado no combate à corrupção,  o FBI não está brincando e a varredura vai continuar, mesmo com Blatter fora.

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Aqui no Brasil, a bola da vez é a dúvida sobre o que vai acontecer com a CBF e Marco Polo Del Nero, seu atual presidente. A tendência é que ele renuncie logo menos, com toda pressão e especulação deverá seguir o mesmo caminho de Blatter. Com a iminente saída de Del Nero da presidência da CBF, acredito que a limpeza da corrupção afete todo o futebol brasileiro. Corrupção essa que é uma herança da era João Havelange e Ricardo Teixeira. E nós, torcedores, agora temos a esperança de acompanhar uma revolução e um novo tempo para o futebol.

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Sujeira

por Diogo de Barros Souza

Infelizmente, a corrupção faz parte do esporte, e felizmente agora o FBI (Agência de Investigação Americana) também. O dia 27 de maio de 2015 entra para a história como o início de uma verdadeira revolução no futebol mundial. Sete dirigentes da FIFA (entidade que manda no futebol) foram presos na Suíça com suspeita de corrupção envolvendo nada mais nada menos que US$ 150 milhões de dólares.

Entre as acusações estão: compra de votos na escolha das sedes das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), propina por contratos de televisão, entre outros. Uma verdadeira rede de sujeira foi apresentada para o mundo. Entre os acusados temos três brasileiros: José Maria Marin (ex-presidente da CBF), José Hawilla (Traffic) e José Lázaro Margulies (proprietário de empresas ligadas a transmissões esportivas).

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Há quanto tempo ouvimos falar em dirigentes pré-históricos, empresários e intermediários no futebol, parece que alguém, no caso o FBI, resolveu investigar a fundo essa história e há 3 anos duvida das ações da FIFA. Escrevo esse post ao som de Vossa Excelência, música do Titãs, e atenção ao trecho: ‘Um dia o sol ainda vai nascer quadrado.’ Provavelmente, teremos mais notícias boas em um futuro próximo, com a prisão e acusação de vários dirigentes e dinossauros do mundo futebolístico.

Para se ter uma ideia da era jurássica, Joseph Blatter (suíço) está desde 1998 (quando a França venceu a Copa do Mundo diante do Brasil) no cargo de presidente da FIFA e prestes a se reeleger mais uma vez. A esperança é por dias melhores para o futebol, mais transparência nos negócios e honestidade dos seus dirigentes. O futebol é um negócio tão lucrativo que se torna alvo de corruptos, que apenas atrasam o seu desenvolvimento e principal objetivo, quando falamos em igualdade, distinção, respeito e jogo limpo.

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Tarde da noite

por Diogo de Barros Souza

Os jogos de futebol às 22h durante a semana são um problema para quem frequenta o estádio e para quem gosta de assistir pela TV, porque a maioria das pessoas precisa acordar cedo no dia seguinte para trabalhar e esses jogos costumam terminar por volta da meia-noite, e quando vão para os pênaltis, acabam mais tarde ainda. Esse não é o principal motivo, mas é um dos responsáveis pela queda de público na maioria dos estádios brasileiros e pela baixa audiência dos jogos televisionados tarde da noite.

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Marco Polo Del Nero (ex-presidente da Federação Paulista de Futebol e atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol) pretende conversar com a Rede Globo, a respeito dos horários dos jogos. Ele imagina que 21h30 seja um horário mais adequado e que agradaria muitas pessoas. A verdade é que hoje em dia, existem várias possibilidades de entretenimento com shows, bares temáticos, TV a cabo mais acesível e até o UFC está realizando eventos durante a semana. Tudo isso compete com o futebol e faz com que sua audiência despenque consideravelmente.

Realmente a melhor opção é conseguir que os ‘Jogos da TV’ na quarta-feira sejam realizados mais cedo, por volta das 21h acredito que seja o ideal, pois dá tempo de sair do trabalho às 18h, se deslocar até o estádio e depois retornar para casa num ‘horário aceitável’. E quem assiste pela TV, vai conseguir dormir mais cedo. É uma forma de tentar melhorar a frequência de público e telespectadores nos jogos de futebol. Vamos torcer para que alguma melhora nesse sentido aconteça, seria muito bom para o futebol.

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Descontrolado

por Diogo de Barros Souza

Ação e reação. Controle e descontrole. Paz e violência. Uma atitude mal pensada que em poucos segundos faz desmoronar tudo que foi construído até aqui. Simples assim. Esse é um pequeno resumo de uma tragédia esportiva que aconteceu no jogo de ontem, entre Internacional x Ypiranga, no estádio Beira Rio, em Porto Alegre.

Aos 18 minutos do segundo tempo, Fabrício, que tem sido alvo de vaias dos torcedores há algum tempo, desistiu de um lance ao receber novos insultos e acabou fazendo gestos ofensivos aos torcedores. Foi expulso, e o cartão vermelho foi muito comemorado pela torcida. Não contente com o que tinha causado, ao sair de campo, continuou brigando com os torcedores e gritando que não joga mais pelo Internacional. Pra que fazer isso?

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Agora pare e pense: O que faz um jovem jogador de futebol profissional, de um grande clube brasileiro ter esse tipo de comportamento?

Pressão, stress, salário baixo ou desmotivação. Sinceramente, não escolheria nenhuma dessas opções. Independente das vaias, não há motivos para isso, porque qualquer tipo de trabalho tem seus altos e baixos e nem por isso as pessoas ficam descontroladas assim. Imagine esse tipo de comportamento nos motoristas de ônibus, caixas de banco ou supermercado, e por aí vai.

E aquele torcedor que comprou a camisa do Internacional com o nome do Fabrício, será que vai continuar vestindo a sua camisa, com o mesmo orgulho de antes?

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Vingadores

por Diogo de Barros Souza

Descrever o que aconteceu ontem em Stamford Bridge num jogo repleto de personagens de mocinho a vilão e pequenas histórias com começo, meio e fim, nos ajuda a encontrar respostas sobre perguntas e dúvidas antigas. Afinal:

a) Por que o PSG se preocupou tanto em reforçar o setor defensivo para este ano e pagou tão caro por David Luiz, Thiago Silva e Marquinhos?

O PSG foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões 2013-2014 pelo próprio Chelsea em um jogo dramático no mesmo Stamford Bridge. Na época, David Luiz era jogador do Chelsea e até marcou um gol contra no jogo de ida, em Paris. Em Londres, o PSG sofreu bastante no setor defensivo, pois não conseguia parar os avanços dos ingleses. Ao término da temporada, David Luiz foi vendido pelo Chelsea, porque o treinador Jose Mourinho achava que ele não estava rendendo o esperado, mesmo o jogador sendo um dos ídolos da torcida e destaque em várias partidas da equipe. O Chelsea acabou encontrando um comprador interessado em reforçar sua defesa que já contava com Thiago Silva e Marquinhos.

b) Por que dois zagueiros (Thiago Silva e David Luiz) tão caros não renderam o esperado e receberam tantas críticas, após a Copa do Mundo de 2014?

David Luiz e Thiago Silva não jogaram juntos no fatídico 7 x 1 contra a Alemanha, apenas David Luiz esteve em campo, ou seja, essa resposta gera outra pergunta: E se eles tivessem jogado juntos naquele dia?

O jogo de ontem, era a volta das oitavas de final da Liga dos Campeões 2014-2015, e começou difícil para o PSG, pois precisava fazer gols para se classificar, já que em Paris, o resultado foi de 1 x 1. Para o Chelsea bastava um empate em 0 x 0. Ainda no primeiro tempo, Ibrahimovic, a maior estrela a equipe francesa foi expulso, após entrada dura no brasileiro Oscar. Nesse momento, o nível do jogo alterou para very hard.

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Entre ataques e defesas, o Chelsea abriu o placar com Cahill no fim do 2º tempo, mais precisamente aos 35 minutos. Era para acabar ali, mas não acabou. Aos 41 minutos, David Luiz como um vingador marcou de cabeça e levou o jogo para o extra time. Na prorrogação, eis que surge um vingador que vai de herói a vilão em poucos minutos, Thiago Silva. No primeiro tempo, ele acaba cometendo um pênalti tolo colocando a mão na bola em uma disputa. Hazard converteu a penalidade e colocou novamente o Chelsea na frente do placar.

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Placar de 2 x1 contra, seu melhor jogador foi expulso aos 31 minutos do primeiro tempo, jogando fora de casa e seu capitão comete um pênalti infantil. Mais uma vez era para acabar ali para o PSG. Mas não acabou, não acabou porque ainda veríamos o duelo entre o goleiro belga Courtois do Chelsea e Thiago Silva. Após uma cobrança de escanteio e cabeceio de Thiago Silva, Courtois faz uma grande defesa que possibilita um novo escanteio para PSG. Na cobrança, Thiago Silva sobe com a alma para cabecear, empatar a partida e classificar sua equipe para as quartas de final.

Thiago Silva e David Luiz são os vingadores da bola. Obrigado, futebol.

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Torcida única

por Diogo de Barros Souza

Toda polêmica envolvendo a liberação ou não de ingressos para a torcida visitante nos clássicos da 3ª e 4ª rodadas do Campeonato Paulista 2015 entre Palmeiras x Corinthians e Santos x São Paulo, deu-se por conta do ‘cair na real’ de dirigentes e responsáveis pela gestão e segurança do futebol paulista. Eles estavam preocupados com a iminente possibilidade de violência e mortes nos confrontos entre torcidas.

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Entendo que as preocupações são relevantes e compreensíveis, haja visto os diversos incidentes causados no passado e recentemente e atualmente concordo com a possibilidade dos clássicos paulistas serem realizados com torcida única, para que haja maior harmonia ao torcedor comum, aquele que se diverte indo ao jogo com a camisa do seu time e quer levar o filho, a esposa e a mãe para o estádio, mas atualmente é impedido de fazer isso, por conta do histórico violento antes, durante e depois dos jogos.

Acredito que é uma questão a ser debatida mais profundamente entre a polícia, clubes e torcidas organizadas, para que consigam enxergar a dimensão dos problemas e o que essa possibilidade traria de benefícios para o esporte como entretenimento, aproveitando para refletir tudo que aconteceu no ano passado com a Copa do Mundo da FIFA. É óbvio que jogos com torcedores das duas equipes favorecem bastante a atmosfera do espetáculo, mas essa ausência seria revertida aos poucos, com educação e consciência dos torcedores, após um período sem a presença do torcedor visitante e sem confrontos tudo isso voltaria ao normal, mas sem violência. Assim espera-se.

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Infelizmente, a opção de realizar um clássico paulista com torcida única é um mal necessário, pelo menos por agora é uma grande saída para acabar com tanta violência nos estádios e fora deles também. Espero que a tentativa realmente se concretize um dia.

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Negócio da China

por Diogo de Barros Souza

Vágner Love, Aloísio, Diego Tardelli, Ricardo Goulart, entre outros. Esses são nomes de jogadores que fizeram e ainda fazem sucesso no Brasil e jogariam em qualquer clube nacional, alguns até recentemente convocados para a Seleção Brasileira, mas que agora estão buscando a tão sonhada independência financeira no futebol chinês. Não podemos esquecer também do técnico Cuca (Campeão da Libertadores 2013 com o Atlético-MG).

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Além da China, existem outros mercados alternativos para todo tipo de jogador atualmente. Ucrânia, Rússia, Japão, Emirados Árabes Unidos e Catar já foram e ainda são destinos de vários jogadores brasileiros e estrangeiros, recentemente Índia e EUA entraram nessa lista com suas ligas repletas de jogadores renomados mundialmente. Entre todos esses, a China merece destaque por não contratar apenas jogadores em final de carreira, e sim jovens destaques brasileiros que jogam por aqui e pelo mundo.

A provável intenção dos clubes chineses é desenvolver o futebol com jogadores brasileiros, e assim fortalecer o campeonato e o esporte no país sem tradição na modalidade. Antes era comum jogadores dos clubes brasileiros desejando a Europa quando jovens e outros continentes no final da carreira. Hoje em dia a situação é outra.

O que me espanta, é a saída iminente de jovens talentos para um mercado sem nenhuma expressão futebolística, gerando nenhuma perspectiva para os campeonatos nacionais e Seleção Brasileira. Enquanto isso, jovens destaques da Alemanha, Espanha, Holanda e Inglaterra continuam jogando em alto nível nas ligas mais fortes do mundo.

Imagino que o 7 x 1 ainda não serviu de lição para o nosso futebol…

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