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O esporte e a sociedade

por Diogo de Barros Souza

Quase sempre as atitudes dos atletas servem de exemplo positivo ou negativo para a sociedade. A partir de um ato “limpo” ou “sujo”,
o caráter de um atleta passa a ser julgado por todos. E assim, gera respeito ou discórdia por parte dos fãs de esporte e da mídia também. O gol ilegal do atacante Jô do Corinthians, na partida contra o Vasco, no último domingo, retratou bem a perseguição moral que os atletas precisam lidar todos os dias. Deveria ser apenas um jogo, mas não é, existe um julgamento moral por tudo aquilo que os atletas representam para a sociedade.

Já vi muitos gols e lances ilegais, mas a proporção do gol de Jô aumentou por outro fato ocorrido no início do ano, quando o atacante foi envolvido em um raro momento de “fair play”, o árbitro daquela partida anotou um cartão amarelo contra ele, mas Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo, envolvido no lance, informou ao árbitro que ele sim havia pisado no goleiro da sua equipe, após isso, o árbitro anulou o cartão amarelo de Jô. A partir desse lance, muitos aplaudiram a atitude do jogador do São Paulo, inclusive o próprio Jô.

Na época, todos viram aquilo como um ato exemplar, que fugiu do âmbito esportivo, pois entenderam que se tratava de um ato moral. De fato foi e sempre será lembrado, principalmente pela consideração de Jô, era de se esperar que ele repetisse tal atitude quando tivesse a oportunidade, mas não foi isso que aconteceu. Após a partida e ao ser perguntado se a bola realmente bateu na sua mão antes de entrar no gol, o atacante disse que não sentiu ela bater no seu braço e que não podia afirmar se houve toque ou não.

O fato é que o futebol precisa se modernizar, não importa se o Jô foi ético ou não. A CBF em um ato de desespero sinalizou o início do árbitro de vídeo, já na próxima rodada do Campeonato Brasileiro. A hipocrisia está em toda parte, o esporte e a sociedade possuem essa relação para sempre que possível ter a vantagem ao seu lado. Deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo é o que todo cidadão de bem quer, mas é preciso ter consciência dos seus atos.

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Mais um El Clasico pra história

por Diogo de Barros Souza

O ‘El Clasico’ entre Real Madrid e Barcelona foi muito mais que futebol, além da importância da partida para ambos na classificação do campeonato espanhol, tivemos o prazer de assistir aos lances mágicos dos goleiros, Ter Stegen (Barcelona) e Keylor Navas (Real Madrid), o duelo particular entre os melhores do mundo, Cristiano Ronaldo versus Lionel Messi, e a genialidade incontestável do argentino.

A felicidade em jogar futebol era evidente em todos que estavam em campo, na plateia haviam torcidas organizadas e mistas também, com diversos turistas que estavam ali pelo jogo, por uma foto ou pela oportunidade de presenciar o maior clássico de futebol entre clubes do mundo.

A história foi escrita em um tapete verde com roteiro de Hollywood, impressionando os fãs de futebol do mundo inteiro, é um jogo para ser visto e revisto por muito tempo, para servir de exemplo para as novas gerações e explicar o que é o futebol quando lhe perguntarem. A resposta será o vídeo do jogo na íntegra, desde o apito inicial, e quem assistir vai entender bem por que esse esporte é tão fascinante e encantador.

Mesmo com um placar favorável nos minutos finais da partida e com um jogador a menos, o Real Madrid continuava tentando o gol de desempate contra um Barcelona exposto e também buscando a vitória. O que vimos foi um show de futebol e uma constante busca pelos 3 pontos. Nenhuma das equipes parecia querer o empate, porque estavam em um confronto direto pelo campeonato e indireto para mostrar força política no território espanhol em um duelo paralelo entre Madrid x Catalunha. O futebol é certamente mais que um simples jogo.Em meio a tudo isso, Messi atingiu a marca de 500 gols na carreira justamente contra o seu maior rival em mais um ‘El Clasico’ pra história.

Obrigado futebol.

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Esporte, imagem e som

por Diogo de Barros Souza

O grito de gol entoado nos estádios é fascinante, o colorido das torcidas é encantador e o esporte é mágico. Hoje em dia, as coberturas televisivas conseguem captar imagens que nos deixam impressionados, com tanta tecnologia, fazendo com que os momentos fiquem cada vez mais únicos.

Temos à nossa disposição diversos canais com 24 horas de cobertura esportiva, além das transmissões via internet que invadem nossas timelines diariamente. Somos impactados a todo momento, via rádio, jornal, TV e internet pelo esporte. Não tem jeito, onde quer que você esteja, haverá alguma informação sobre esporte.

As transmissões oferecem a oportunidade de acompanharmos a prática de diversas modalidades esportivas ao redor do mundo, isso faz com que esportes até então desconhecidos ganhem novos fãs e praticantes, e também inspira as novas gerações. O interesse das redes de televisão em adquirir os direitos esportivos de campeonatos e eventos é reflexo da procura dos telespectadores, isso gera receita, patrocinadores, e cada vez mais recursos tecnológicos para atender a exigência do público.

A imagem e o som do esporte se completam e encantam a todos, muito pela forma como são experimentadas pelas pessoas, seja assistindo uma competição esportiva ‘in loco‘ ou pelos diversos meios de divulgação. A digitalização do esporte promove essa transformação e deixa os mais apaixonados totalmente conectados.

O esporte é sempre um bom negócio.

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Fedal

por Diogo de Barros Souza

Poderia ser mais uma manhã de um domingo qualquer, mas Federer e Nadal conseguiram despertar os fãs de esporte para um grande duelo, valendo o título de Grand Slam do Australian Open. Foram mais de 3h30 de jogo em Melbourne, com grandes jogadas e muita intensidade em um dos maiores clássicos do tênis.

Após cinco sets, Federer sagrou-se campeão e retornou ao circuito em grande estilo, após cerca de 6 meses afastado por uma cirurgia no joelho. Do outro lado, Nadal jogou bem mais uma vez, mostrando estar totalmente recuperado das recentes lesões que sofreu. Dois azarões (por suas atuais condições físicas) chegaram a final e conquistaram o público australiano, jogando em alto nível superaram com estilo as adversidades do torneio.

Um duelo tão equilibrado e com algumas jogadas no limite da quadra, teve auxílio eletrônico para decidir a bola do jogo. Uma bola na linha no fundo do suíço Federer foi declarada fora pelo juiz. Ele pediu o desafio, o espanhol Nadal não acreditava que tivesse sido dentro, mas ficou provado que a bola era boa. Federer vibrou muito e foi às lágrimas ao vencer a sua 28ª final em um Grand Slam, mais um recorde para a conta.

É muito bom acompanhar jogos assim, entre jogadores consagrados e milionários, mas que de alguma forma ainda sentem o esporte e a adrenalina quando entram em quadra, por isso que atletas desse nível são chamados de lendas do esporte. Não vi tristeza ou decepção por parte do Nadal, muito pelo contrário, ele sabe que jogou o seu melhor contra um cara que jogou o melhor dele e alguns detalhes decidiram a partida. Faz parte do esporte. O respeito entre os dois é fenomenal, isso faz do Fedal (Federer x Nadal) mais especial ainda.

Por mais jogos assim.

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Copão do mundo

por Diogo de Barros Souza

A FIFA (entidade máxima do futebol) divulgou recentemente que a partir de 2026 a Copa do Mundo será disputada por 48 seleções. É verdade. Está feito. Não tem mais volta. Com certeza será o maior inchaço de todos os tempos, e causará grande impacto no aspecto técnico do futebol.

Temos uma previsão de formato de disputa que manterá o número de 7 jogos, para as seleções que chegarem até a decisão. As 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três times. Os dois melhores de cada chave avançam ao mata-mata. Os 32 então viram 16, que se enfrentam em oitavas de final e assim por diante.

Sou contra o novo formato, esperava um pouco mais de criatividade dos homens fortes do futebol. Além do déficit técnico, teremos problemas com a questão do calendário dos clubes. Os interesses políticos, comerciais e mercadológicos entram em cena nesse tipo de negociação, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sabe muito bem disso, tanto que o seu discurso de defesa sobre o novo formato é voltado para a expansão e desenvolvimento do futebol globalmente.

O “Copão do Mundo da FIFA 2026” será um sucesso de público, gols e muito mais, afinal somos apaixonados por futebol e não vamos deixar de ficar encantados com uma Copa. O futebol já é globalizado e atinge o mundo inteiro, até mesmo nos países que nunca participaram de uma Copa do Mundo e não tem um grande ídolo futebolístico, porque somente as 32 melhores seleções do mundo (até então) podem participar da competição de mais alto nível do futebol, elas disputam as eliminatórias e comemoram muito quando conquistam a vaga. Isso é futebol e esporte, o resto é negócio.

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Bolsa feminina

por Diogo de Barros Souza

Mesmo sofrendo uma inquestionável derrota para a brasileira Amanda Nunes no UFC 207, a americana Ronda Rousey não pode reclamar da bolsa (pagamento/salário) que recebeu para competir no evento realizado em Las Vegas, no último dia 30 de dezembro. Dana White tem seus preferidos na organização, Conor McGregor é outro que recebe grandes boladas sempre que compete.

A bolsa feminina recheada de dinheiro serviu apenas para Ronda, já que muitos atletas campeões, inclusive homens (com exceção de McGregor), nunca receberam algo parecido em uma única edição do UFC. A bolsa de US$ 3 milhões paga a Ronda Rousey, representou 64% de todo o valor destinado ao pagamento dos atletas que competiram no evento. O  total dos salários anunciado pelo UFC foi de US$ 4,683 milhões.

Todos sabemos que Ronda é uma grande estrela do esporte e tudo que envolve o nome dela, mas mesmo assim, achei que a diferença foi absurda demais, até por que a brasileira, vencedora da luta da noite e campeã mundial Amanda Nunes não recebeu nem 10% desse valor. O UFC precisa equilibrar algumas ideias para parar de ouvir reclamações dos seus principais atletas e perdê-los para outras organizações.

Confira a relação de todos os salários do UFC 207 e comprove o quanto Ronda é querida por Dana White:

Ronda Rousey: US$ 3 milhões
Dominick Cruz: US$ 350 mil
Amanda Nunes: US$ 200 mil (incluídos US$ 100 mil de bônus pela vitória)
Cody Garbrandt: US$ 200 mil
T.J. Dillashaw: US$ 200 mil (incluídos US$ 100 mil de bônus pela vitória)
Dong Hyun Kim: US$ 134 mil (incluídos US$ 67 mil de bônus pela vitória)
Neil Magny: US$ 114 mil (incluídos US$ 47 mil de bônus pela vitória)
Johny Hendricks: US$ 80 mil
Mike Pyle: US$ 55 mil
John Lineker: US$ 43 mil
Antônio Cara de Sapato: US$ 42 mil (incluídos US$ 21 mil de bônus pela vitória)
Tarec Saffiedine: US$ 40 mil
Louis Smolka: US$ 37,400
Alex Garcia: US$ 36 mil (incluídos US$ 18 mil de bônus pela vitória)
Tim Means: US$ 35 mil (sem bônus, já que a luta não teve resultado)
Ray Borg: US$ 30,600 (incluídos US$ 18 mil de bônus pela vitória)
Alex Cowboy: US$ 28 mil (sem bônus, já que a luta não teve resultado)
Niko Price: US$ 24 mil (incluídos US$ 12 mil de bônus pela vitória)
Brandon Thatch: US$ 22 mil
Marvin Vettori: US$ 12 mil

Total: US$ 4,683 milhões

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Feliz 2017

por Diogo de Barros Souza

Somos apaixonados por esporte e em 2017 vamos continuar seguindo essa paixão, porque não conseguimos parar de sentir as emoções e viver os momentos inesquecíveis.

Desejamos que o seu Natal seja brilhante de alegria e o Ano Novo repleto de amor, harmonia e muita paz.

Feliz Natal e um Ano Novo também!

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A revolução dos games

por Diogo de Barros Souza

Não é de hoje que nos surpreendemos com a evolução dos jogos de videogame, dos mais velhos aos mais jovens, todos já nos deparamos com algum super game do momento e que marcou uma geração. Atualmente, esse crescimento significa uma grande mudança no estilo dos jogadores, além de existir um movimento para o E-sports (jogos eletrônicos) ser considerado como um esporte.

Nessa onda revolucionária do mercado de games, estamos acompanhando a paixão dos fãs, jogadores famosos e equipes patrocinadas, além das premiações em dinheiro (no mesmo nível de esportes consagrados) e campeonatos sendo realizados em estádios de futebol lotados e transmitidos pela TV. As equipes formadas para participarem das batalhas ou jogos de futebol virtuais se preparam como equipes profissionais de qualquer esporte, em alguns casos até em condições melhores.

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Sobre o E-sports ser considerado ou não como um esporte, penso que isso não importa no momento, muito pelo reconhecimento dos fãs que não para de crescer e da mídia também. O preconceito a respeito do sedentarismo, convívio social e vício de quem joga videogame muitas horas por dia, é algo que incomoda e precisa ser vencido. Essa vitória pode mostrar que os games podem ser vistos como importante para o desenvolvimento e relacionamento das pessoas, principalmente das crianças, desde que suas etapas sejam respeitadas.

A revolução dos games está na forma como enxergamos a sua evolução, a velocidade de propagação do conteúdo do E-sports é instantânea, através da internet com upgrades e opiniões dos usuários sendo levadas a sério a todo momento. Todos fazem parte do processo de desenvolvimento dos jogos, quase que como um código aberto para que se tenha o melhor jogo possível.

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O esporte é para todos

por Diogo de Barros Souza

Não há como negar que no esporte as diferenças e limitações humanas são deixadas de lado, a capacidade de superação é elevada ao seu nível máximo, exigindo dele acreditar que o seu status foi alterado para: ‘Eu posso’. A Paralimpíada Rio 2016 enche os olhos do público com seus diversos momentos de superação e com a história de cada atleta, nos fazendo pensar um pouco diferente sobre as possibilidades que a vida proporciona.

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Os desafios são diferentes para cada um e os limites também. Limitados, todos somos, de um jeito ou de outro, mas depende muito do ponto de vista e da forma que encaramos as dificuldades. Os atletas paralímpicos são pessoas comuns em busca dos seu sonhos, apresentam ao mundo com orgulho que acreditam na vida e não vão desistir tão fácil assim dela. São exemplos reais de atitudes e mostram que tudo é possível, quando você tem força de vontade e oportunidade para desenvolver alguma habilidade.

O esporte é para todos que idealizam novas possibilidades e que enxergam além, eu escrevo com a alma de um esportista que acredita na capacidade que o esporte tem de transformar pessoas, e dessa forma, ajudar na construção de um mundo melhor.

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Um mundo novo

por Diogo de Barros Souza

O esporte mostrou mais uma vez ao mundo a sua capacidade de transformação social. A Olimpíada Rio 2016 encheu os olhos dos fãs e o seu legado se concretizou mesmo quando todos duvidavam. Sem dúvida, foi a maior Olimpíada de todos os tempos, talvez não, se pensarmos apenas na estrutura dos complexos esportivos, mas sim, quando as imagens não nos deixam esquecer seus momentos mais especiais e marcantes.

Acreditar em um mundo novo foi a proposta da Rio 2016, e de certa forma tudo foi realizado com excelência mesmo com dificuldades e desconfianças. Não é a Olimpíada que transforma um país, mas o esporte sim, ele é o agente transformador. A realização da Olimpíada te faz enxergar isso de outra forma e com a mente mais aberta. Mas dependendo da aceitação do povo, pode ocasionar em um efeito contrário, muito pela condição financeira e política que o país-sede se encontra. A Rio 2016 sobreviveu a tudo isso e teve sucesso ao sediar o maior evento esportivo do mundo da forma que ele merece ser realizado.

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A gestão dos equipamentos pós-evento é o grande desafio para o Comitê Olímpico Local, passando a Paralimpíada, o Comitê tem a tarefa de oferecer o esporte a mais pessoas, não apenas pensando na formação de atletas, mas sim de cidadãos. Esse é o principal motivo de muitos países sonharem em sediar uma Olimpíada, eles querem viver a experiência e o legado que os Jogos Olímpicos proporcionam.

O legado da simpatia, receptividade, alegria, colorido, vibração, emoção e espírito esportivo vão deixar saudades aos atletas, turistas e torcedores. Se o Rio de Janeiro já era lindo, após os Jogos ficou mais ainda. Temos que ter orgulho do comportamento do povo brasileiro, porque realmente entenderam o espírito olímpico, em alguns momentos houve uma má interpretação dos atletas e da mídia internacional, mas fazer o quê, nós somo assim, torcemos em qualquer esporte como se fosse um jogo de futebol.

É a nossa cultura e faz parte da nossa característica, já que somos o país do futebol. Quando é a hora de aplaudir, aplaudimos muito bem, quando precisamos vaiar, sabemos vaiar como ninguém e quando torcemos é com alegria, acho que só os africanos ganham da gente nesse quesito.

Afinal, somos brasileiros. Tóquio 2020, chega logo!

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Ali, o maior de todos

por Diogo de Barros Souza

O esporte perdeu uma de suas maiores lendas, Muhammad Ali faleceu no último sábado aos 74 anos, vítima de problemas respiratórios, além de sofrer duramente com o Mal de Parkinson durante boa parte de sua vida. Ali, foi um vencedor dentro e fora dos ringues, pois além de lutar contra seus adversários, precisou enfrentar também o preconceito racial.

Quase sempre, o fato de pensar diferente tem suas consequências, principalmente quando suas ideias estão à frente do seu tempo. Em 1967, ao recusar servir o exército norte-americano na Guerra do Vietnã, Ali questionou: “Por que me pedem para por um uniforme e viajar 10.000 milhas para jogar bombas e atirar em pessoas morenas no Vietnã, enquanto as pessoas chamadas de negras em Louisville são tratadas como cães e lhes negam direitos básicos?”. Para ele, talvez a verdadeira guerra estivesse em outro lugar. A consequência da recusa, foi um duro golpe, banimento do boxe por três anos, sentença de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 10 mil.

Mas seu maior confronto foi contra o preconceito racial, quando negaram lhe servir em um restaurante, mesmo apresentando-se como campeão olímpico, apenas por ser negro, atirou a medalha de ouro no Rio Ohio. Em 1996, foi homenageado na cerimônia de abertura dos  Jogos Olímpicos de Atlanta. Além de carregar a tocha olímpica, recebeu uma réplica da medalha que ganhou em 1960.

Em 1999, foi eleito “O Desportista do Século” pela revista americana Sports Illustrated. Este foi apenas um dos diversos prêmios que Ali ganhou durante toda sua vida. Em seus 21 anos de carreira profissional no boxe, foram 56 vitórias, sendo 37 por nocaute, e apenas cinco derrotas. Por causa de sua ativa participação no esporte e fora dele, Ali é exemplo de inspiração e orgulho para muitas pessoas, sejam elas esportistas ou não.

Quanto mais nós ajudamos os outros, mas nós ajudamos a nós mesmos. Muhammad Ali, o maior de todos (1942-2016)

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O futebol respira

por Diogo de Barros Souza

Estamos vivendo uma semana transformadora para o futebol, com o cinematográfico título do campeonato inglês conquistado pelo bravo time do Leicester City, a classificação do Atlético de Madrid para mais uma decisão de Uefa Champions League contra o Real Madrid e a presença do Grêmio Osasco Audax na decisão do Campeonato Paulista. De alguma forma, são indícios de que o futebol respira, continua vivo e apaixonante para os seus fãs.

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Os três momentos citados são belos exemplos de que existem pessoas pensando diferente, e tentando proporcionar algo novo para quem ainda acredita que o futebol pode apresentar mais do que estamos acostumados.

Leicester City – Desacreditado. Baixo orçamento. Sempre briga para não cair.
Mas dessa vez tudo mudou, tudo foi diferente, surpreendeu o mundo do futebol ao derrubar os grandes da Inglaterra e conquistar o título antecipadamente. Seu técnico, o italiano Claudio Ranieri, nunca havia conquistado nada expressivo, mesmo comandando equipes de maior expressão.

Atlético de Madrid – Respeitado. Considerado a 3ª força da Espanha. Sempre ofuscado pelo Real Madrid.
Suas últimas temporadas, principalmente sob comando do argentino de Diego Simeone são surpreendentes, chega a segunda final de Uefa Champions League contra o seu maior rival ao eliminar uma das maiores potências do futebol atual, o alemão Bayer de Munique. Continua na briga pelo título do campeonato espanhol, disputando ponto a ponto a liderança contra Barcelona e Real Madrid.

Grêmio Osasco Audax – Ousado. Audacioso. Futebol moderno.
Quando surgiu, foi digno de piada por apresentar um estilo diferente de futebol, que agora é visto como moderno e encantador. Fernando Diniz, o técnico da equipe resistiu aos questionamentos e dúvidas sobre o seu modo de trabalhar, e conseguiu levar o Audax até a final desbancando dois grandes do futebol paulista, São Paulo e Corinthians.

As três equipes não são nada parecidas, apenas na forma de surpreender e enfrentar os ‘grandes’ de igual para igual. Enfim, vislumbro novos tempos para o nosso querido futebol, e acredito que ainda não vivemos tudo que esse esporte é capaz de proporcionar. Vamos jogar bola!

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Adeus, Kobe

por Diogo de Barros Souza

Toda despedida tem um sentimento de tristeza e melancolia, mas a noite de ontem foi mágica, especial e emocionante. O último jogo como jogador profissional de basquete na carreira de Kobe Bryant, não poderia ter melhor roteiro para seus admiradores e fãs de esporte. Com 60 pontos, 4 rebotes e 4 assistências, além de uma roubada de bola e um toco, ele quebrou a banca e se despediu das quadras com estilo.

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Foram 20 anos jogando basquete apenas pelo Los Angeles Lakers, faturou 5 títulos da NBA, entre outros prêmios, títulos e recordes pessoais. Kobe Bryant deixa um legado e registros de momentos fantásticos, para quem viu Michael Jordan, Shaquille O’Neal e Magic Johnson jogar, e atualmente acompanha Stephen Curry e Lebron James.  O último jogo proporcionou a Kobe milhares de sentimentos ao mesmo tempo, ginásio lotado, homenagens iniciais, o discurso de Shaquille O’Neal, o primeiro arremesso que não caiu, a primeira e a última cesta, a virada espetacular no fim e a vitória na partida contra o Utah Jazz.

Diante de tudo isso e aos 37 anos, percebemos que ele chegou ao seu limite, o fim perfeito seria com o título, mas valeu pela atitude em saber o momento certo de parar e curtir com os fãs cada jogo, lance e arremesso na sua última temporada. Adeus, Kobe. #ThankYouKobe.

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Nada favorável

por Diogo de Barros Souza

A tenista russa Maria Sharapova entrou numa tremenda fria ao ser flagrada por uso da substância Meldonium no exame antidoping do Aberto da Austrália, realizado em janeiro deste ano. A substância está proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada) desde 1º de janeiro de 2016, e por um ‘descuido’, a comissão técnica e a própria tenista não se atentaram ao fato, manchando assim uma carreira de sucesso dentro e fora das quadras.

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“Eu assumo total responsabilidade. É importante dizer que a substância não estava na lista de banidas até o ano passado. Eu tomei legalmente pelos últimos dez anos. Em janeiro, as regras mudaram, e a substância foi proibida e eu não sabia. É o meu corpo, é o que eu coloco dentro dele. Não posso culpar ninguém que esteja treinando comigo” – declarou Sharapova, informando também que havia recebido em dezembro a nova lista de substâncias proibidas, mas não a verificou.

Além do ambiente nada favorável em torno da notícia e com uma previsão de suspensão do esporte de 4 anos, Sharapova começa a sofrer as consequências desse tipo de repercussão, a perda de patrocinadores. A Nike (material esportivo), a Tag Heuer (relógio) e a Porsche (carro) cancelaram ou não renovaram os contratos que tinham com a tenista russa. A Nike tinha um contrato até 2018 em torno de US$ 70 milhões com a tenista, que é a atleta mais bem paga do mundo somando patrocínios e premiações.

O esporte profissional exige algumas atitudes e responsabilidades para os seus envolvidos, a tenista tem sua parcela de culpa, mas o seu staff tem uma parcela maior, por cuidar da carreira da atleta e ter a função de ficar atento a esse tipo de mudança. Quando as regras do esporte, o bônus da premiação e o calendário de competições sofrem alterações, todos ficam cientes e tomam as providências necessárias, agora uma mudança das substâncias proibidas e que pode destruir uma carreira, não pode simplesmente ser deixada de lado. Por ela já fazer uso da substância há 10 anos, a atenção em cima do assunto deveria redobrada, e esse acabou sendo o maior erro, pois entraram na zona de conforto e não ficaram atentos às mudanças do esporte.

Fica aqui o registro: Sharapova é bicampeã de Roland Garros (2012 e 2014) e também conquistou a taça no Aberto da Austrália (2008), Aberto dos EUA (2006) e Wimbledon (2004).

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Um cara de sorte

por Diogo de Barros Souza

Num dia dispensado do clube que jogava por quase 12 anos e pronto para ser negociado, dias depois contratado e logo em seguida dispensado por quem o contratou, e enfim e quase que no apagar das luzes da janela de transferências, eis que surge o atual campeão da NBA e favorito ao título desta temporada para lhe contratar. Esse é um pequeno resumo do intenso momento vivido pelo brasileiro Anderson Varejão, em poucos dias ele saiu da reserva do Cleveland Cavaliers, foi contratado e logo dispensado pelo Portland Trail Blazers, e acabou indo parar no atual campeão da NBA, o Golden State Warriors, equipe que já conta com o também brasileiro, Leandrinho.

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O que mais importa nisso tudo é a prova de que o esporte dá voltas e encontra caminhos para os persistentes e merecedores, Varejão tem uma história e o carinho da torcida (assista ao vídeo abaixo e comprove) em Cleveland, não queria sair mesmo estando na reserva, desejava se aposentar lá, era um dos jogadores com mais tempo na mesma equipe. Ele não jogaria tudo isso para trás, e acabou indo muito além das expectativas da sua ex-equipe, mostrando ser um cara de sorte ao ser contratado pelo Golden State Warriors.

Em Golden State, Varejão ao lado do melhor jogador da NBA na atualidade, Stephen Curry, e com algumas outras estrelas da franquia. Ele está acostumado a jogar com estrelas, já que conviveu um bom tempo ao lado de Lebron James. O destino poderá cruzar o caminho de Varejão com o Cleveland novamente, mas agora em lados opostos e graças a uma possível repetição da final passada entre Golden State Warriors versus Cleveland Cavaliers. As portas se abriram para Varejão, agora é aproveitar a chance e seguir na melhor equipe de basquete da NBA, assim como fez Leandrinho quando chegou desacreditado e conseguiu seu espaço.

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Uma camisa

por Diogo de Barros Souza

Muito mais que uma camisa, o saco plástico que o menino afegão Murtaza, de apenas cinco anos, veste na foto que viralizou na internet, representa a verdadeira paixão pelo futebol e a sensação de se sentir um ídolo, nesse caso o maior da atual geração. A simplicidade impressiona e o que importa apenas é a sensação de se sentir um Messi jogando futebol.

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Muitas vezes uma camisa oficial no valor de R$ 249,90 não simboliza esse sentimento, até porque o ‘status’ é outro, ali Murtaza queria apenas ser Messi e sonhava tanto com isso, que o seu pai ao encontrar o saco plástico pediu aos irmãos que fizessem a tão sonhada ‘camisa’ para Murtaza. Desde então, ele joga futebol no Distrito Jaghori, na província de Ghazni, no leste do Afeganistão gritando para todos que é Messi.

A camisa feita de saco plástico foi tão simbólica que resultará em um encontro entre Murtaza e o ídolo Messi. Segundo o porta-voz da Federação Afegã de Futebol, Syed Ali Kazemi, a entidade recebeu e-mails tanto de Messi quanto do Barcelona sobre um possível encontro.

Os valores esportivos são bem simples para as crianças, e muitas vezes elas não percebem a marca de uma bola ou de uma camisa, elas querem apenas brincar e se sentirem como seus ídolos. É possível atender ao básico na iniciação esportiva e trabalhar com o esporte na sua essência, os obstáculos sempre irão existir, mas é preciso saber que existem possibilidades para a falta de recursos, não estou me referindo a sacos plásticos, e sim sobre a capacidade de criação dos profissionais que lidam com o esporte.

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Apaixonado por você

por Diogo de Barros Souza

Seja na quadra da escola, no campinho de terra ou na televisão, todo mundo já teve uma experiência esportiva e de alguma forma essa conexão foi importante para o seu desenvolvimento, ao repetir um gesto de um ídolo, ao se emocionar com uma conquista ou quando gritou ao marcar um ponto. O esporte é capaz de fazer tudo isso com a gente, quando menos se espera estamos envolvidos e torcendo para o mais fraco, mesmo não sabendo as regras da modalidade esportiva e o que ganham fazendo aquilo.

Esqueça o esporte profissional por um momento, e tente pensar apenas na prática esportiva, sem pretensão com dinheiro, patrocinadores, fama, etc. Conseguiu? Pois é, esse é o verdadeiro sentido do esporte e é isso que o torna mágico. Você pode viver sem esporte, é claro que pode, mas sua vida poderá ficar menos emocionante.

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No canto da torcida, na execução do hino nacional e na superação pessoal, você vive o esporte, e quem souber seguir os seus verdadeiros ensinamentos terá o aprendizado necessário para se tornar um cidadão digno, capaz de respeitar o próximo, ser disciplinado, determinado e leal a tudo que envolve a sua vida. O esporte é uma ferramenta de desenvolvimento social para o rico e para o pobre, não à toa consegue parar conflitos entre países, propagar a paz, abolir o preconceito e enfrentar os problemas do mundo.

Eu sou torcedor, sou esportista e sou apaixonado por você, esporte.

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Linha tênue

por Diogo de Barros Souza

Assim como no futebol, o tênis também sofre com investigações de corrupção, mas relacionadas a manipulação de resultados envolvendo casas de apostas. A polêmica teve início com a publicação de uma reportagem da TV britânica BBC e do site BuzzFeed mostrando que 16 jogadores, que já apareceram no top 50 do ranking mundial podem ter manipulado os resultados de partidas em troca de dinheiro pago por apostadores russos e italianos.

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A Unidade de Integridade do Tênis (TIU) suspeitou de um resultado em 2007, e de lá pra cá investigou 26.000 partidas nos últimos sete anos afim de ligar os pontos e detectar possíveis fraudes nos resultados. Até o momento nenhum tenista foi acusado diretamente, apenas se tem conhecimento de que oito dos 16 jogadores citados acima participam do Aberto da Austrália (que acabou de começar) estão entre os envolvidos, inclusive vencedores de Grand Slams.

Alguns tenistas se manifestaram a respeito das suspeitas, o mais enfático até então foi o nº 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, ao informar que já lhe ofereceram muita grana (200.000 dólares em 2007) para entregar uma partida. Gustavo Kuerten também deixou sua posição sobre o fato: Nos anos em que eu estive no circuito a ATP sempre combateu o caso com muita seriedade. O assunto é extremamente preocupante, porque compromete a essência do esporte, a competição limpa, plena, o respeito às regras. Pela decência e justiça cultivadas pelo universo do tênis, acredito que sejam casos isolados, em que a punição deve ser severa, disse Guga.

A linha tênue para tudo isso é permitir ou não a proximidade de casas de apostas no esporte, por um lado (o financeiro) é muito bom, mas por outro (o esportivo) não é, porque abre diversos precedentes para suspeitas, denúncias e investigações. A manipulação de resultados é péssima para o esporte e necessita de severas punições aos envolvidos. O esporte poderia ser mais simples e puro, mais isso sem os corruptos que insistem em se aproveitar das suas riquezas.

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Calendário 2016

por Diogo de Barros Souza

Que 2016 será especial para o esporte, todos já sabem, principalmente para o Brasil que sediará a Olimpíada Rio 2016, a maior festa do esporte. Mas além dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, teremos um calendário 2016 esportivo bem interessante, com Eurocopa e Copa América Centenário, nos EUA.

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Vejamos alguns destaques confirmados até aqui:

Janeiro

02 a 25 – Copa São Paulo de Futebol Júnior
09 a 24 – Wildcard, semifinais e finais de divisão da NFL
31 – Início de alguns campeonatos estaduais de futebol

Fevereiro

06 – UFC 196 – Werdum x Velasquez
07 –
Superbowl 50
16 – Início da Libertadores
27 – UFC Fight Night – Silva x Bisping

Março

05 – UFC 197 – Rafael dos Anjos x Conor McGregor / Holly Holm x Miesha Tate
15 –
Início da Copa do Brasil
20 – Início da Fórmula 1
24 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 5ª rodada
29 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 6ª rodada

Maio

08 – Final de alguns campeonatos estaduais de futebol
14 –
Início do Campeonato Brasileiro
28 – Final da Uefa Champions League

Junho

02 – Início da NBA Finals
03 – Início da Copa América Centenário – EUA
10 – Início da Eurocopa – França
26 – Final da Copa América Centenário – EUA

Julho

10 – Final da Eurocopa – França
27 – Final da Libertadores

Agosto

05 – Abertura da Olimpíada Rio 2016
16 – Início da Copa Sulamericana
21 – Encerramento da Olimpíada Rio 2016

Setembro

02 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 7ª rodada
06 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 8ª rodada
07 –
Início dos Jogos Paralímpicos Rio 2016
18 – Encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Outubro

06 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 9ª rodada
11 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 10ª rodada

Novembro

10 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 11ª rodada
13 –
Fórmula 1 – GP do Brasil
15 – Eliminatórias (América do Sul) da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 – 12ª rodada
30 – Final da Copa do Brasil

Dezembro

04 – Última rodada do Campeonato Brasileiro
07 – Final da Copa Sulamericana
07 – Início do Mundial de Clubes da FIFA
17 – Final do Mundial de Clubes da FIFA

É evidente que 2016 promete emoções e muitas horas de esporte, seja na arquibancada ou no sofá de casa. A nossa geração terá a oportunidade de acompanhar uma Olimpíada no Brasil, assim como foi a Copa do Mundo. Espero que o esporte possa nos fazer esquecer um pouco o caos político, crise econômica, atentados, violência e tudo mais que nos assombra. Viva o esporte!

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Retrospectiva 2015

por Diogo de Barros Souza

Ao relembrar os fatos que marcaram o esporte na retrospectiva 2015, fiquei com a sensação de que algo está mudando, os escândalos envolvendo acusações de corrupção na FIFA e os casos de doping no atletismo francês, serviram de combustível para que as investigações continuem e determinem um caminho mais tranquilo para o esporte.

CORRUPÇÃO NA FIFA Uma mancha que dificilmente será apagada mesmo com a prisão dos envolvidos, pois segundo o FBI, isso tudo é apenas o começo.

DESTAQUES NACIONAIS Neymar (futebol), Mineirinho (Surf), Fabrício Werdum e Rafael dos Anjos (ambos do UFC), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Fabiana Murer (Atletismo) e Marcelo Melo (tênis) quebraram a banca.

retrospectiva-2015

DESTAQUES INTERNACIONAIS Djokovic (tênis), Hamilton (automobilismo) e os All Blacks (rugby) se consagraram mais uma vez campeões.

DOPING A equipe russa de atletismo foi punida e corre o risco de não participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

RECORDE O Golden State Warriors (NBA) atingiu a marca de 24 vitórias seguidas e nenhuma derrota na mesma temporada.

QUEDA DOS CAMPEÕES O UFC viu seu quadro de campeões mudar constantemente durante o ano.

OLIMPÍADA Um ano antes dos Jogos Olímpicos demonstramos avanço nas obras.

Espero um ano mais limpo e cada vez mais emocionante para o esporte. Feliz 2016!

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Valentino

por Diogo de Barros Souza

O piloto italiano Valentino Rossi, um ícone da motovelocidade está envolvido em uma grande polêmica que aconteceu no GP da Malásia, em Sepang, no último dia 25 de outubro. Valentino, foi punido pela organização da MotoGP e terá que largar na última posição no GP de encerramento da temporada, que será realizado no próximo domingo, em Valência, na Espanha.

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A punição foi por causa do acidente entre Valentino e o espanhol Marc Marquez (irritado com as manobras do espanhol, Valentino espalhou o rival, que acabou caindo após um polêmico toque), a justificativa de Valentino é uma acusação ao espanhol de tentar atrapalhá-lo para favorecer o outro concorrente ao título, o espanhol Lorenzo. Um disse que foi atingido propositalmente e o outro disse que não teve intenção de atingir. A direção de prova interpretou que Rossi derrubou o rival intencionalmente (e derrubou mesmo), e puniu o italiano com três pontos na carteira, por isso ele irá largar na última posição no GP de Valência.

A questão maior é a proporção do ocorrido, envolvendo a imprensa da Itália e da Espanha, além de políticos e figuras importantes dos países. Isso mostra o quanto o esporte é importante e relevante para demonstrar poder e popularidade. Pode ter certeza que ninguém pretende perder essa queda de braço, ainda mais após a visibilidade que causou.

Italianos e espanhóis que não demonstravam interesse pela modalidade, agora terão um motivo especial para acompanhar o grand finale. No último e decisivo GP do ano, o heptacampeão Valentino terá que mostrar que é mesmo Valentino para superar os obstáculos e faturar mais um título para sua galeria. E você, vai perder?

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Além do esporte

por Diogo de Barros Souza

O gesto de humanidade da Alemanha no acolhimento aos refugiados da guerra civil da Síria é digno de aplausos. A questão política foi substituída pela preocupação com o próximo, porque o povo alemão tem maturidade suficiente para entender que pode ajudar quem mais precisa. Os clubes da Bundesliga (Campeonato Alemão) abraçaram a causa e também ofereceram ajuda aos inúmeros imigrantes que chegam ao país todos os dias.

Além de comida, roupas e cobertores, os clubes alemães estão abrigando os refugiados nas suas instalações, e planejando algo a longo para eles. O Borussia Dortmund convidou 220 refugiados para assistirem ao duelo contra o Odds Ballklubb, pela Liga Europa. O convite fez parte de uma ação maior, “Chegando em Dortmund”, que por sua vez era parte de uma ação nacional que pretende dar as boas-vindas e facilitar a chegada de refugiados em toda a Alemanha.

alemanha-refugiados

O Bayern de Munique vai doar um milhão de euros para ajudar imigrantes e irá criar um campo de treinamentos para crianças, junto com a prefeitura de Munique. Também serão oferecidas aulas e alimentação. “O FC Bayern vê como sua responsabilidade social ajudar as crianças, mulher e homens em sofrimento, apoiá-los e acompanhá-los na Alemanha”, disse o presidente do clube, Karl-Heinz Rummenigge.

Segundo a ministra alemã do Trabalho e Assuntos Sociais, Andrea Nahle, a Alemanha espera receber em 2015, cerca de 800 mil pessoas que buscam asilo, quatro vezes mais que em 2014. Esse número explica bem a preocupação de um país inteiro com os problemas dos outros. As ações de solidariedade da Alemanha e dos clubes alemães vão além do esporte, e são grandes exemplos do que um país desenvolvido e gigantes esportivos podem fazer pela sociedade.

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Atropelo

por Diogo de Barros Souza

Explicar o fenômeno Bolt é simplesmente inexplicável, toda atmosfera que envolve o super atleta deixa o mundo inteiro encantado. Seja pela performance ou pelo carisma, o jamaicano arrasta multidões e torna-se cada vez mais ídolo do esporte, e não apenas do atletismo. Ao assistir suas provas, muitas vezes me confundo e tenho a impressão de estar assistindo a um comercial de uma marca esportiva, ao ver sua velocidade espantosa contra seus adversários que fazem o papel de figurantes.

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O título de homem mais rápido do mundo (9.58 nos 100 m rasos) não é à toa, sua marca é tão expressiva que não parece estar ameaçada, muito por conta da atual diferença entre ele e os demais candidatos à quebra do recorde mundial nos 100 m rasos. Como um raio contemporâneo ou uma flecha ancestral, Usain Bolt vai construindo sua brilhante história que ainda parece ter muitos capítulos. O atropelo nos adversários não significa apenas superioridade, tem um fundo científico, humano e esportivo.

Desde Pequim 2008, o jamaicano ganhou todas as provas de que participou no mundial e nos Jogos Olímpicos, com exceção de uma, em que foi desqualificado por ter queimado a largada. Ele nasceu para fazer isso e tem prazer em se ‘mostrar’ fazendo o que mais sabe fazer. Bolt, sem dúvida será uma das maiores estrelas da Rio 2016, e tem tudo para marcar mais uma vez seu nome em uma Olimpíada.

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Exemplo

por Diogo de Barros Souza

A participação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 apresentou novamente um brilhante desempenho do Brasil no esporte paralímpico. De fato, o Brasil sempre se destacou, mas desta vez além do recorde de medalhas de ouro e pódios, conseguimos acompanhar a ascensão de novos talentos e a despedida de alguns ídolos, num claro exemplo de renovação natural.

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Todo esse sucesso passa pela gestão do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) que investe e acredita muito no profissionalismo para conquistar os objetivos. Seja na gestão dos recursos ou no investimento de jovens talentos, o CPB realiza muito bem suas tarefas e desenvolve cada vez mais o esporte paralímpico. Com uma previsão financeira para 2015 em torno de R$ 87.764.757,50 (renda obtida em quase toda sua totalidade de verbas públicas), o CPB tem a esperança de um incremento na casa dos R$ 90 milhões para 2016, o que ajudaria bastante no caminho para atingir seu maior objetivo.

O objetivo é o quinto lugar geral nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Tudo está sendo traçado devidamente, e todos acreditam que é possível, após o sétimo lugar de Londres em 2012. Eu também acredito e penso que seria um belo prêmio a todos os envolvidos. O esporte brasileiro precisa de exemplos assim para sempre se renovar e continuar a brilhar.

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Super Ronda

por Diogo de Barros Souza

É um raio? É uma metralhadora? Não. É simplesmente a Super Ronda. Assim, Ronda Rousey passou pelo Brasil no UFC 190, confirmou seu título mais uma vez e arrasou a mídia, TV aberta, pay-per-view e milhares de fãs. O UFC tem um grande produto feminino para disseminar a marca e o esporte, porque ela consegue causar impacto por onde passa e tornar atraente um esporte até então totalmente masculino.

Ronda consegue aliar o marketing ao esporte perfeitamente, poucos atletas conseguem entender a importância da sua imagem e tudo que representam, talvez não seja fácil manter o profissionalismo, dedicação aos treinos, ser um fenômeno de popularidade, participar de filmes  e ainda ser a melhor do mundo na sua modalidade. São esses desafios que um grande atleta precisa superar para se manter no topo e tornar-se ídolo, referência de estilo e comportamento, além de inspiração para os jovens.

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Essa combinação faz parte da rotina de Ronda há muito tempo, campeã olímpica no Judô tem o DNA esportivo no sangue, sua mãe AnnMaria de Mars foi campeã mundial de Judô. Recentemente, Ronda foi eleita a atleta viva mais dominante do mundo, segundo a revista “Business Insider“, ficando a frente de Lebron James e Serena Williams. Manter o nível para se manter no topo é o atual desafio da Super Ronda, para tal precisa de foco naquilo que melhor sabe fazer, e aproveitar as oportunidades para se tornar uma estrela também fora do octógono.

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Ídolos

por Diogo de Barros Souza

Não é comum acompanharmos jogadores permanecerem por tanto tempo em um clube, e quando isso acontece se tornam verdadeiros ídolos. Nos últimos dias, acompanhamos duas despedidas e um retorno. Bastian Schweinsteiger após 17 anos deixou o clube alemão Bayer de Munique e foi para o inglês Manchester United, Iker Casillas encerrou o seu ciclo no espanhol Real Madrid após 25 anos e partiu para o português Porto, e por fim, Carlos Tevez retornou ao Boca Juniors, seu clube de coração, após 10 anos atuando no Brasil e na Europa, seu último clube por lá foi o italiano Juventus (finalista da Champions League 2014-2015).

Certamente, são três histórias interessantes e bem diferentes. Entre eles, o mais feliz é Tevez, o aventureiro é Schweinsteiger e o triste é Casillas. Na sua entrevista de despedida e na apresentação ao Porto, consegui perceber nitidamente a sua tristeza. Eu nunca imaginei ver o Casillas um dia fora do Real Madrid. Ele é o tipo de jogador bandeira de um clube, assim como Pelé no Santos, Totti na Roma, Marcos no Palmeiras, Rogério Ceni no São Paulo, entre outros. Acredito que o seu objetivo sempre foi encerrar a carreira em alto nível no clube que o revelou.

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Já Schweinsteiger parece estar curtindo mais a sua transferência, está na onda pós-Copa do Mundo e também no aumento do intercâmbio de jogadores alemães em outros centros do futebol, esse número tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Os clubes alemães se tornaram exportadores também, e por isso alguns jogadores procuram sair da zona de conforto e buscar novos desafios.

Tevez é só alegria e uma grande exceção, porque escolheu retornar ao seu clube de coração ainda jogando em alto nível, esse tipo de escolha é totalmente diferente do normal. Pela sua felicidade, realmente existe algo além do dinheiro para ele, representar o seu povo, jogar no seu país e no clube onde tudo começou. Uma atitude rara e digna de exemplo para os jogadores do mundo inteiro.

Gostaria muito de acompanhar essa identificação no esporte mais vezes, porque faz bem e faz acreditar que existe sentimento, além do profissionalismo. O esporte precisa de ídolos, Schweinsteiger, Casillas e Tevez são exemplos clássicos para quem precisa de um modelo para seguir.

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Chato

por Diogo de Barros Souza

Definitivamente o futebol brasileiro está chato. Não estou falando apenas do futebol da Seleção Brasileira, mas de todo o território verde e amarelo. Recentemente, discutimos mais os problemas e polêmicas fora de campo do que dentro dele, não bastasse o trauma alemão, conhecido como 7 x 1, enfrentamos grave crise técnica, tática, moral e profissional. Além disso, e para somar com o péssimo momento do nosso futebol, a cada semana surgem denúncias de corrupção no esporte mais popular do planeta, muitas delas envolvendo clubes, dirigentes e jogadores brasileiros.

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Há um ano, sediamos uma Copa do Mundo, mas parece que nada aconteceu por aqui, continuamos a presenciar os mesmos erros e lambanças de outros anos e sem perspectiva de evolução. Alguns clubes tentam evoluir e andar sozinhos, mas não são vistos dessa forma, porque estão envolvidos em uma atmosfera que não se interessa em permitir ou seguir esse caminho. Resumindo, é mais fácil deixar como está para não virar um formigueiro de mudanças, que acabaria extinguindo os que são contra uma nova visão para o esporte e desejam proporcionar esperança de tempos melhores para os seus apaixonados.

Os brasileiros mostram-se dispostos a buscar novos esportes, e isso é muito bom. Não é à toa que o UFC, NBA, futebol americano, beisebol, entre outras modalidades, estão cada vez mais na nossa programação televisiva e nas conversas das rodas de amigos. É a clara demonstração de insatisfação com a forma que o esporte número 1 do país está sendo conduzido. No mundo globalizado de hoje, qualquer deslize se torna motivo para se perder um fã, algo impensável lá atrás.

Não sou muito antigo, mas posso dizer que na minha época, era possível vibrar com o futebol e discutir com os amigos sobre o que acontecia nas quatro linhas, porque era apenas isso que importava. Existia STJD, arbitragem polêmica, pouco tempo de bola em jogo, poucos minutos de acréscimo, mas nada que tirasse o brilho dos gols e das jogadas, porque (novamente) era apenas isso que importava. Mas agora vivemos a época CBF – Caos Brasileiro no Futebol, acho que acabo de criar uma sigla para tudo que está acontecendo, talvez seja essa sensação, porque de fato estamos vivendo um caos.

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Herói improvável

por Diogo de Barros Souza

Quando temos um jogo disputado e com protagonistas de cada lado, nós torcedores costumamos destinar nossa torcida para um desses protagonistas na maioria das vezes, pois eles representam suas equipes e torcidas. É a camisa do protagonista que queremos comprar, é dele que esperamos um autógrafo e assim vai. A final da temporada 2014-2015 da NBA (Liga de basquete americana) não foi diferente. Se de um lado, o Cleveland Cavaliers era representado por Lebron James, considerado o melhor jogador do mundo na atualidade, do outro, tínhamos o Golden State Warriors representado por Stephen Curry, jovem promessa (agora realidade) e MVP (jogador mais valioso) da temporada regular.

Esse era o desenho da final que começou com vantagem dos Warriors na série (melhor de 7 jogos), mas logo teve a virada dos Cavaliers, com o surgimento do primeiro herói improvável, Matthew Dellavedova (australiano e com um dos menores salários da NBA). Até que Steve Kerr (técnico dos Warrios) resolveu escalar como titular no 4º jogo da série, um jogador que até então vinha sendo o maior obstáculo do protagonista Lebron James, Andre Iguodala.

iguodala

A partir da escalação de Iguodala como titular, os Warriors não perderam mais, fecharam a série em 4 x 2 e se sagraram campeões da NBA, após 40 anos de jejum. Resumir em um parágrafo o que ele jogou faz parecer que não foi nada. Além de marcar James, Iguodala roubou bolas importantes e marcou muitos pontos, inclusive da linha de 3. Essa é a história do verdadeiro herói improvável da série que faturou o prêmio individual de MVP das finais, desbancando os protagonistas e grandes estrelas. O esporte é ou não é algo sensacional?

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Mais que um jogo

por Diogo de Barros Souza

Em meio ao caos envolvendo as investigações entre o FBI e a FIFA, conseguimos acompanhar no último sábado um grande espetáculo do esporte conhecido como futebol. A decisão da UEFA Champions League é muito mais que um jogo, certamente porque consegue envolver uma enorme quantidade de pessoas, que ficam aguardando ansiosamente a sua decisão todos os anos. A final de 2014-2015 foi entre Juventus x Barcelona, e aconteceu no estádio Olympiastadion (palco da final da Copa de Mundo de 2006), em Berlim (Alemanha) com grandes astros e muita expectativa em torno do jogo.

Há alguns anos, era muito difícil assistir algum jogo da Liga dos Campeões na TV aberta, era comum apenas na TV paga. Sou fã confesso da ‘Champions’ e tentava de várias formas assistir uma partida em algum bar, pela internet ou na casa de um amigo. Mas hoje em dia, tudo mudou. Para se ter uma ideia da dimensão da final, aqui no Brasil tivemos transmissão em cinema, balada, tv paga e na tv aberta, ou seja, extrapolou e atendeu a todos os tipos de público.

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O esporte precisa disso, a UEFA (entidade máxima do futebol europeu) juntamente com seus patrocinadores, principalmente a Heineken (cervejaria holandesa), consegue atingir níveis de envolvimento esportivo e comercial fora da linha normal de engajamento que estamos acostumados a acompanhar. Quando nos deparamos com alguma garrafa da Heineken é difícil não lembrar da Champions League. As ações da Heineken com a ‘Champions’ são constantes e acontecem em várias mídias ao mesmo tempo.

A decisão é realizada em jogo único, mas com uma atmosfera tão impressionante, que você não sente falta do segundo jogo, porque aquele é o momento e tudo é preparado para acontecer durante uma única disputa. Podemos dizer que o interesse mundial chega próximo do que temos em época de Copa do Mundo.

Ah… sobre o jogo, o resultado foi 3 x 1 para o Barcelona.

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Nosso legado

por Diogo de Barros Souza

Era pra ser um domingo de festa, emoção e comemoração na Arena Castelão, decisão do Campeonato Cearense 2015. O jogo entre Fortaleza e Ceará proporcionou tudo isso e mais um pouco: estádio lotado, virada no placar e um gol de empate e do título do Ceará aos 49 minutos do segundo tempo. Até aí estava tudo certo, mas alguns inconsequentes quiseram estragar toda a festa transformando o gramado numa verdadeira praça de guerra.

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O nosso legado da Copa do Mundo parece não ser tangível ainda, pois não conseguimos entender o sentido do esporte, onde ganhar e perder é totalmente válido e que o adversário precisa ser respeitado ou então não temos disputa e o jogo. Aprendemos na vitória e principalmente na derrota, e temos amigos que torcem para outros times, nem por isso precisamos brigar entre si com paus e pedras para decidir qual time é o mais forte.

A disputa é no campo, na quadra e na paixão de cada um, não precisamos estragar momentos de festa só porque o resultado não foi o planejado. O legado depende das atitudes esportivas de cada um, para que não aconteça mais esse tipo de violência.

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Última chance

por Diogo de Barros Souza

Jon Jones é mais um atleta a conseguir encontrar problemas fora do esporte e manchar sua carreira profissional. Na última semana, ele acabou se envolvendo em um acidente de carro, após ultrapassar o sinal vermelho e colidir com dois carros, em um deles estava uma mulher grávida. Para piorar um pouco mais a situação, Jones não prestou socorro e quando foi parado pela polícia, encontraram drogas em seu carro. Ao se apresentar à polícia, o campeão do UFC pagou fiança e foi liberado.

jones

O UFC tomou medidas rápidas contra o lutador e lhe tirou o cinturão, cancelou sua luta no UFC 187, o afastou por tempo indeterminado, tirou seu nome dos rankings e rescindiu seu contrato com a Reebok, que até então era sua principal patrocinadora. A Muscletech, empresa de suplementos alimentares, também rescindiu com Jones.

Não bastasse tudo isso, Dana White (chefão do UFC) avisou que essa é a última chance de Jon Jones. Esse tipo de comportamento é totalmente contra ao que ele está pretendendo para o UFC e seus atletas. O contrato com a Reebok é um exemplo disso, com os lutadores tendo participação nas vendas de seus próprios produtos. Atitudes como essas arranham muito a imagem do UFC.

Agora Jon Jones é um ex-campeão do UFC e vai precisar lidar com isso para saber o que fazer da sua vida.

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Olímpico

por Diogo de Barros Souza

Anderson Silva sempre pensou em disputar uma Olimpíada no esporte onde iniciou sua trajetória nas artes marciais, esse esporte é o Taekwondo. O sonho pode se tornar realidade. Anderson demonstrou interesse junto à Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd) em integrar a seleção brasileira da modalidade, e teve resposta positiva. A partir de agora, ele terá como objetivo inicial, intensificar os treinos específicos da modalidade (coisa que já faz habitualmente nos treinos para as lutas do UFC), e depois participar das seletivas internas (a partir do início do ano que vem) que definirão os atletas olímpicos a representar o Brasil no Taekwondo, na Olimpíada Rio 2016.

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O que pesa contra é o doping no UFC, mesmo que as regulamentações da Comissão Atlética de Nevada (analisa casos de doping no UFC) e da Agência Mundial de Antidoping (WADA) sejam diferentes, o que teoricamente não impediria a participação de Anderson na modalidade, a Confederação Brasileira de Taekwondo irá aguardar o resultado do julgamento para se posicionar de forma definitiva.

Caso Anderson supere o problema do doping, consiga a classificação e se torne um atleta olímpico, sua participação terá grande repercussão e será muito positiva para o Taekwondo na Olimpíada, seja pensando no marketing, mídia ou maior interesse das pessoas em praticar o esporte. Anderson, tem o poder de fazer algo estourar e chamar a atenção. Não é todo dia, que vemos um astro e campeão do UFC, participando por livre e espontânea vontade de uma Olimpíada. É esperar para ver.

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Touro vermelho

por Diogo de Barros Souza

Já imaginou criar uma marca para vender um determinado produto, e aos poucos enxergar que essa marca pode ser muito mais que esse produto?

Essa é a história da Red Bull. Quem imaginaria um dia ver uma relação tão expressiva de uma marca com o esporte e outros segmentos, pois é, estamos vendo isso com a marca austríaca Red Bull e que na minha opinião é um dos maiores cases de marketing do mundo. E mesmo com todo esse sucesso, aceitação e reconhecimento mundial, a Red Bull enfrenta um grande obstáculo que é a menção do nome das suas equipes nas competições esportivas.

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Aqui no Brasil, estamos acompanhando mais atentamente a questão do nome da equipe Red Bull Brasil, nas transmissões dos jogos do Campeonato Paulista 2015, que é mencionado como RB Brasil e tem o seu símbolo alterado nos caracteres da TV. Isso acontece há muito tempo em outros esportes, como vôlei, basquete e a Fórmula 1, onde os nomes dos patrocinadores não são mencionados, e sim o nome das cidades-sedes das equipes ou qualquer outra coisa. O naming rights (direitos de nome) dos estádios também dificilmente são mencionados pela maioria das emissoras. Apenas algumas mencionam corretamente o nome das equipes e dos estádios.

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Na Europa, a equipe Red Bull Salzburg (Áustria), enfrenta um problema parecido. Nas competições europeias, por determinação da UEFA, o nome da equipe é alterado para FC Salzburg e o símbolo também. Isso acaba gerando uma perda significativa na exposição e expansão da equipe no seu continente e no mundo inteiro. O caso da Red Bull é uma questão diferente, porque além de patrocinador, também dá nome ao clube, ou seja, não é possível desvincular uma coisa da outra. É necessário que os envolvidos cheguem a um acordo para o bem do esporte, e para que assim, outras empresas interessadas no modelo de negócio da Red Bull pensem em seguir esse caminho, e também para as que ainda patrocinam, mas não citadas, não deixem de continuar a patrocinar os clubes.

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As emissoras e organizações tentam explicar que essa diferenciação acontece por causa de contratos de patrocínio, mas elas devem entender que a menção correta dos nomes agrada muito aos patrocinadores, e possibilita a manutenção de um produto de qualidade para oferecer aos seus espectadores, com equipes fortes e campeonatos atrativos, capazes de gerar muita audiência. Nesse caso, todos ganham, principalmente o esporte.

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Torcida única

por Diogo de Barros Souza

Toda polêmica envolvendo a liberação ou não de ingressos para a torcida visitante nos clássicos da 3ª e 4ª rodadas do Campeonato Paulista 2015 entre Palmeiras x Corinthians e Santos x São Paulo, deu-se por conta do ‘cair na real’ de dirigentes e responsáveis pela gestão e segurança do futebol paulista. Eles estavam preocupados com a iminente possibilidade de violência e mortes nos confrontos entre torcidas.

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Entendo que as preocupações são relevantes e compreensíveis, haja visto os diversos incidentes causados no passado e recentemente e atualmente concordo com a possibilidade dos clássicos paulistas serem realizados com torcida única, para que haja maior harmonia ao torcedor comum, aquele que se diverte indo ao jogo com a camisa do seu time e quer levar o filho, a esposa e a mãe para o estádio, mas atualmente é impedido de fazer isso, por conta do histórico violento antes, durante e depois dos jogos.

Acredito que é uma questão a ser debatida mais profundamente entre a polícia, clubes e torcidas organizadas, para que consigam enxergar a dimensão dos problemas e o que essa possibilidade traria de benefícios para o esporte como entretenimento, aproveitando para refletir tudo que aconteceu no ano passado com a Copa do Mundo da FIFA. É óbvio que jogos com torcedores das duas equipes favorecem bastante a atmosfera do espetáculo, mas essa ausência seria revertida aos poucos, com educação e consciência dos torcedores, após um período sem a presença do torcedor visitante e sem confrontos tudo isso voltaria ao normal, mas sem violência. Assim espera-se.

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Infelizmente, a opção de realizar um clássico paulista com torcida única é um mal necessário, pelo menos por agora é uma grande saída para acabar com tanta violência nos estádios e fora deles também. Espero que a tentativa realmente se concretize um dia.

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A volta

por Diogo de Barros Souza

No próximo sábado, veremos a volta de Anderson Silva ao esporte e ao octágono que o consagrou como um dos maiores lutadores dos últimos tempos. Com certeza, será um dos maiores eventos do UFC, tanto na esfera esportiva quanto na comercial. Muitos esperam ver o grande campeão lutando novamente em alto nível, assim como os patrocinadores desejam longa vida a Anderson no esporte.

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Anderson retorna às competições depois de 13 meses afastado, desde que sofreu fratura da perna esquerda na disputa com o americano Chris Weidman. O UFC 183 poderá marcar mais uma vez uma grande reviravolta esportiva, casos assim geram enorme expectativa por parte de todos. O ex-jogador Ronaldo é um grande exemplo, após uma série de graves lesões retornou ao futebol e conquistou a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, em um momento que todos davam como certa a sua aposentadoria.

Desde o anúncio da luta em julho de 2014 até aqui, todos nós, telespectadores e amantes do esporte ou não estamos sendo bombardeados com a divulgação da luta. Isso mostra cada vez mais a real necessidade de ídolos no esporte, seja para o delírio dos fãs ou das grandes marcas. Se levarmos em conta a vasta divulgação que vem sendo feita para a volta de Anderson Silva, também teremos certeza de um grande espetáculo.

Go spider!

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Who are you?

por Diogo de Barros Souza

O título do post é de fato relevante sobre um dos assuntos mais comentados do início do ano: A nomeação do deputado George Hilton para assumir o Ministério do Esporte. E quem é George Hilton?

George Hilton ingressou na vida política pelo PST, elegendo-se deputado estadual de Minas Gerias em 1998 e reelegendo-se para o segundo mandato em 2002 pelo PL. Natural de Alagoinhas, na Bahia, Hilton nasceu em 11 e junho de 1971 e é radialista, apresentador de televisão e teólogo. Na Câmara, ele é considerado um deputado de boas relações pessoais e bom articulador político, além ser de fácil trato com os colegas. Já integrou as comissões de Constituição e Justiça, de Minas e Energia, de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Cultura e de Educação.

Ele está substituindo Aldo Rebelo que passará a comandar a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação. Isso mesmo, do esporte para a tecnologia. A minha dúvida fica por conta do critério técnico para nomeação dos Ministérios, pois George Hilton já deixou claro que não entende de esporte, mas entende de gente. Então, qual é o requisito mínimo para ser Ministro de qualquer coisa? Apenas entender de gente?

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Acredito que os representantes de cada Ministério deveriam ter o mínimo de entrosamento com a sua função, isso não quer dizer que aquele que é da área não vá cometer erros, mas não basta apenas sorrir e apertar a mão de todos, é necessário entender do assunto para conduzir uma boa gestão, sendo que para se candidatar a vagas de empregos não-públicos a exigência é enorme, com diploma, experiência, qualificações, idiomas, etc. Será que no Governo não deveria ser assim também, nesse caso, a possibilidade de diminuir os erros seria maior.

Pode ser que George Hilton faça um bom trabalho a frente do esporte, mas também pode ser que não faça. E como ficam os legados da Copa e da Olimpíada?

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Mancada

por Diogo de Barros Souza

Antes de mais nada, Jon Jones não deveria ter dado essa mancada por tudo que representa atualmente para o esporte, UFC, patrocinadores, milhares de fãs, etc. Mas ele também é um ser humano, e como todos acabou errando, e foi justamente isso que o teste positivo do exame antidoping confirmou. A substância encontrada foi a benzoilecgonina, que é o principal metabólito da cocaína.

Imediatamente após a divulgação do resultado, ele se preocupou em procurar ajuda. Isso é um ponto muito positivo para um atleta do nível dele, campeão dos meio-pesados do UFC, garoto propaganda e repleto de patrocinadores. Muitos atletas já tiveram problemas parecidos, e nem sempre procuraram se recuperar. Procurar ajuda, nesse caso, demonstra que Jones ao menos está preocupado com a situação que se encontra e com o mundo ao seu redor.

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Atletas como Jones são raros, marcam uma geração, um esporte, por isso precisam ser acompanhados e orientados sobre a sua importância e o fato de  serem responsáveis pelos seus atos. Foi uma atitude errada, mas assim como uma tempestade, vai passar. O seu retorno deverá ser marcante e a reabilitação poderá levar Jones a um nível ainda maior.

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O tempo

por Diogo de Barros Souza

Quem nunca viu a imagem abaixo em algum programa  sobre Olimpíada ou superação?

Gabrielle Andersen - Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984

Pois é, essa é uma das imagens mais emblemáticas para mim, no que se refere a determinação e foco naquilo que se pretende alcançar: o objetivo. Na reta final, dos 400 m que restavam, a suíça Gabrielle Andersen se concentrou apenas em concluir a prova, objetivo anterior ao objetivo do tempo que ela pretendia fazer.

Por ter 39 anos na época, ela tinha consciência de que seria muito difícil ter uma nova chance de cruzar a linha de chegada no evento esportivo mais importante do planeta. Por isso ela não desistiu, mesmo com câimbras por todo o corpo. O seu objetivo desde o início era realizar o sonho de concluir a maratona olímpica de Los Angeles, em 1984.

Nesse caso, o tempo pouco importa. Ela concluiu os 42.195 KM em 2h48m42s. Ficou em 37º lugar entre as 50 atletas que largaram, sendo que apenas 44 conseguira concluir a prova.. A vencedora da prova, a americana Joan Benoit terminou em 2h24m52s.

Gabrielle é realmente um exemplo fantástico de superação e fez prevalecer o espírito esportivo acima de tudo.

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O que é esporte?

por Diogo de Barros Souza

O esporte é considerado o fenômeno sócio-cultural mais importante do final do século XX, decorrente do número de praticantes e a quantidade cada vez maior de espaço ocupado pelo esporte na mídia. Além disso, a um interesse muito grande pelos acontecimentos esportivos por parte dos não praticantes também.

No mundo todo o esporte movimenta milhões de dólares, existindo até uma ciência esportiva, com tecnologia, ganhando espaço e terreno em termos científicos. O esporte mantém ainda nítidas ligações com diversas áreas importantes para humanidade, como a saúde, educação e o turismo que proporciona a ele uma característica interdisciplinar.

O termo esporte surgiu no século XIV, quando os marinheiros usavam expressões do tipo fazer esporte, “desportar-se” ou sair do porto para explicar suas atividades que envolviam habilidades físicas. Hoje em dia, existem diversos termos que definem o esporte e também muitas interpretações da palavra esporte.

Esporte é superação, entretenimento, diversão, paixão, movimento, acontecimento, experiência, prazer, participação, vitória, derrota, disciplina, respeito, lealdade, dignidade, determinação, honestidade, igualdade, compromisso, responsabilidade, paz e amor.

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Buenas!

por Diogo de Barros Souza

Por ser totalmente apaixonado por esporte e por tudo que o cerca, decidi criar o Blog Coisas do Esporte com o objetivo de explorar os diversos assuntos que fazem parte do mundo esportivo.

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Através da minha formação e experiência na área esportiva pretendo estimular a análise de temas atuais, marketing esportivo, cases positivos e negativos, entre outros assuntos. A ideia é ter um espaço para entender melhor o fenômeno sócio-cultural chamado esporte.

Sejam bem-vindos e aproveitem!

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