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Copão do mundo

por Diogo de Barros Souza

A FIFA (entidade máxima do futebol) divulgou recentemente que a partir de 2026 a Copa do Mundo será disputada por 48 seleções. É verdade. Está feito. Não tem mais volta. Com certeza será o maior inchaço de todos os tempos, e causará grande impacto no aspecto técnico do futebol.

Temos uma previsão de formato de disputa que manterá o número de 7 jogos, para as seleções que chegarem até a decisão. As 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três times. Os dois melhores de cada chave avançam ao mata-mata. Os 32 então viram 16, que se enfrentam em oitavas de final e assim por diante.

Sou contra o novo formato, esperava um pouco mais de criatividade dos homens fortes do futebol. Além do déficit técnico, teremos problemas com a questão do calendário dos clubes. Os interesses políticos, comerciais e mercadológicos entram em cena nesse tipo de negociação, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sabe muito bem disso, tanto que o seu discurso de defesa sobre o novo formato é voltado para a expansão e desenvolvimento do futebol globalmente.

O “Copão do Mundo da FIFA 2026” será um sucesso de público, gols e muito mais, afinal somos apaixonados por futebol e não vamos deixar de ficar encantados com uma Copa. O futebol já é globalizado e atinge o mundo inteiro, até mesmo nos países que nunca participaram de uma Copa do Mundo e não tem um grande ídolo futebolístico, porque somente as 32 melhores seleções do mundo (até então) podem participar da competição de mais alto nível do futebol, elas disputam as eliminatórias e comemoram muito quando conquistam a vaga. Isso é futebol e esporte, o resto é negócio.

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Gestão e liderança

por Diogo de Barros Souza

O início espetacular do técnico Tite na Seleção Brasileira de Futebol, não é apenas uma questão de sorte, números ou coisa dos deuses do futebol, e sim o resultado do trabalho de gestão e liderança realizado pelo treinador e sua equipe. Vimos algo parecido na seleção de vôlei, com o técnico Bernardinho, quando o Brasil revolucionou em quadra e fora também, através de estatísticas e dados essenciais para a construção da equipe e conhecimento dos pontos fortes e fracos dos adversários.

A era Tite está mostrando um novo tipo de jogo para o futebol da Seleção Brasileira, mesmo com poucos dias para treinamento os resultados estão aparecendo, afinal são 5 jogos e 5 vitórias nas Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018. A questão coletiva e o fato de convocar alguns jogadores com quem já trabalhou e são de sua confiança, mesmo que não estejam atuando em grandes campeonatos, favorecem o fortalecimento do grupo e sua proposta de jogo.

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Os conceitos de gestão e liderança são um tanto quanto parecidos, ou seja, administrar pessoas e problemas, e cabe ao gestor ter a capacidade e o conhecimento para aplicar suas ideias e fazer com que seus liderados acreditem na sua proposta. O tempo de preparo até chegar a Seleção Brasileira fez bem para o Tite, ele conseguiu desenvolver novas habilidades e o hábito de pensar diferente. É a tal da reciclagem, importante para os profissionais de qualquer profissão. Ser capaz de colocar em prática o que você pensa através das pessoas, é a maior virtude de um líder.

Se para ser líder é necessário ter a capacidade de atrair seguidores, Tite está fazendo muito bem o seu papel. A Copa do Mundo Rússia 2018 está logo ali.

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A nova Libertadores

por Diogo de Barros Souza

A Conmebol com a sua Libertadores da América é digna do ‘Troféu Lambança do Ano’, após a divulgação das novidades para o ano de 2017. A última semana e o início desta foi repleto de informações vazadas, confirmadas e depois canceladas. Em reuniões no apagar das luzes e secretas, divulgavam informações de várias maneiras, até via Twitter. No maior estilo campeonato amador entre amigos, decidiam sobre o futuro da competição.

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E assim começaram a matar aos poucos a mais tradicional competição sul-americana de clubes, fora o inchaço de clubes e a ideia de final em jogo único (que não acontecerá por agora), a competição terá duração de 10 meses, em meio aos diversos campeonatos dos países da América do Sul, eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia 2018 e janela de transferências internacionais, some isso ao fato de que o calendário sul-americano não é padrão, ou seja, calendário brasileiro é diferente do argentino e por aí vai.

Mudanças sempre devem ser analisadas com calma para que os efeitos não sejam bruscos, todos sabem que o futebol necessita de mudanças e a Libertadores também, há muito tempo inclusive. Mas é necessário um tempo de adaptação, por exemplo: ” Em 2018, realizaremos essas mudanças para que os clubes, fãs, patrocinadores, TV, etc., tenham tempo suficiente para se adaptar. Respeitamos os envolvidos e pensamos sempre no melhor para o futebol sul-americano.”

Esse poderia ser o discurso oficial do presidente da Conmebol para a imprensa. A nova Libertadores já começa com um discurso confuso e cheio de interrogações. O Campeonato Brasileiro que está na sua reta final, recebeu a notícia de que agora pode ter um G6 ou G7 dependendo de alguns resultados. Só para constar, não concordo com várias dessas alterações, penso que a expansão poderia passar pelos Estados Unidos da América.

Enfim, haja coração amigo!

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Somos todos babacas

Diogo de Barros Souza

Estamos de fato alguns passos atrás de muitos países, e a eliminação precoce na Copa América Centenário, apenas escancarou mais uma vez o problema técnico que a Seleção Brasileira vem sofrendo, desde a última Copa do Mundo ou um pouco antes dela. A incompetência vem de cima e prejudica todo o resto.

Os problemas começam no entendimento do que significa o futebol brasileiro e toda sua história, é necessário entender isso primeiro, assim todos respeitariam a tradição da camisa do Brasil e não aceitariam a derrota como algo comum. A direção da CBF é muito culpada, o técnico também e os jogadores mais ainda. Que seja criado o hábito de ter vergonha na cara, e ser profissional. Ser ex-jogador de futebol, significa automaticamente uma chance de ser técnico da Seleção ou dirigente da CBF, a solução pode não estar aí. A união da experiência de campo com o conhecimento técnico é o ideal. Assim, não ficamos reféns de ideias ultrapassadas sobre o futebol.

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O futebol brasileiro precisa de mais, pois sempre foi referência para outros países e agora somos motivo de zoação. Precisamos também de um calendário decente e que acompanhe o restante do mundo. Não é aceitável, ter jogos da Seleção e Campeonato Brasileiro no mesmo período. É preciso respeitar a torcida e fazer com que ela tenha vontade de sentar na frente da TV para torcer, e não para zoar, como tem acontecido nos últimos jogos.

O 7 x 1 contra a Alemanha nunca irá se apagar, mas é possível reerguer a dignidade jogando com qualidade, tendo um comportamento aceitável para jogadores de futebol profissionais. Enfim, o futebol brasileiro precisa começar do zero. Somos todos babacas!

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Para colecionar

por Diogo de Barros Souza

Quando nos aproximamos do período de uma Copa do Mundo ou Olimpíada é muito comum nos bombardearem de souvenirs (lembranças) dos eventos, que começam com camisetas, mascotes, chaveiros e por aí vão. Na Copa do Mundo, uma das ‘febres’ é o álbum de figurinhas que encanta jovens e adultos. Faltando menos de 200 dias para a Olimpíada Rio 2016, já temos à disposição diversos artigos olímpicos, inclusive moedas comemorativas.

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As moedas, assim como os selos são artigos sempre presentes na maior parte da história dos Jogos Olímpicos, surgiram para aproximar o público e proporcionar a chance de todos terem uma lembrança dos Jogos. Na Rio 2016 não será diferente, ao todo são 36 modelos de moedas comemorativas de ouro e prata que homenageiam alguns esportes olímpicos, o Rio de Janeiro e o Brasil. O projeto foi desenvolvido pelo Banco Central e Casa da Moeda do Brasil com suporte do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A compra pode ser feita pelo site ou nas agências bancárias do Banco do Brasil. As moedas de R$ 1 entrarão em circulação comum pela rede bancária. Já as promocionais serão vendidas no valor de R$ 13 a R$ 1.180,00. 

Sou apaixonado por colecionar figurinhas da Copa do Mundo e agora iniciei minha coleção de moedas olímpicas. Então, bora colecionar moedas também?

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Das Américas

por Diogo de Barros Souza

Um milionário italiano teve a ideia de realizar a Champions League das Américas, com a participação de clubes da América do Sul, Canadá e Estados Unidos. Seria a nossa versão da Champions League da Europa, inclusive com a proposta de uma premiação interessante para os clubes participantes.

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Sinceramente, penso que é um projeto bem ousado e interessante, mas também sinto ser bem difícil de acontecer, principalmente pelo calendário diferente de cada país. Talvez, tenha mais sucesso uma espécie de Copa num período curto com os melhores classificados dos torneios continentais. O interesse de clubes em participar, sempre vai existir, até porque a premiação ajuda bastante nesse quesito. O projeto do italiano Riccardo Silva seria de fato um sonho para os apaixonados por futebol e uma grande revolução para os clubes, confederações e imprensa.

A possibilidade da Champions League das Américas existir ainda é remota, mas acho que poderia ser pensado uma alternativa para as Eliminatórias da Copa do Mundo também, para enfim motivar os torcedores a acompanhar melhores disputas e a alternância no nome das equipes que se classificam de 4 em 4 anos para o mundial das seleções. As mudanças no futebol precisam acontecer urgentemente e 0 atual momento de corrupção favorece para novos rumos de um esporte que se encontra com graves problemas políticos.

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Não, obrigado

por Diogo de Barros Souza

Por mais que se tente explicar, é muito difícil entender o que faz um jogador aos 30 anos de idade recusar uma convocação para a seleção de seu país, em uma posição historicamente carente. O brasileiro e lateral direito do Bayer de Munique, Rafinha, pediu dispensa da convocação para as Eliminatórias da Copa do Mundo 2018, que será realizada na Rússia. Cogita-se a hipótese de uma certa vontade do jogador em atuar pela Alemanha, já que está prestes a conseguir a cidadania alemã e por achar que não tem chances reais de futuro na Seleção Brasileira.

Sempre pensei que Rafinha poderia ter mais chances na Seleção principal, mas nunca teve. Ele já participou de competições oficiais com as seleções de base, inclusive um mundial sub-20 e uma Olimpíada. Parece que esse pode ser o empecilho para que o seu desejo em atuar pela seleção da Alemanha não se concretize, o regulamento da FIFA impede que um jogador que já tenha atuado em competições oficiais por uma seleção nacional, jogue por outra. Mas isso vai ficar para os advogados discutirem, já que ele não completou sequer um jogo inteiro na seleção principal do Brasil.

Penso que se o Brasil tivesse goleado a Alemanha por 7 x 1 e levado a Copa do Mundo 2014, dificilmente algum jogador teria coragem para dispensar uma convocação, essa questão da perda do prestígio e respeito da Seleção Brasileira deve pesar (não deveria) na cabeça do jogador, ainda mais quando se tem a oportunidade de jogar pela seleção campeã do mundo.

Contudo, Rafinha foi claro na resposta da pergunta: Seleção Brasileira? Não, obrigado.

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Ídolos

por Diogo de Barros Souza

Não é comum acompanharmos jogadores permanecerem por tanto tempo em um clube, e quando isso acontece se tornam verdadeiros ídolos. Nos últimos dias, acompanhamos duas despedidas e um retorno. Bastian Schweinsteiger após 17 anos deixou o clube alemão Bayer de Munique e foi para o inglês Manchester United, Iker Casillas encerrou o seu ciclo no espanhol Real Madrid após 25 anos e partiu para o português Porto, e por fim, Carlos Tevez retornou ao Boca Juniors, seu clube de coração, após 10 anos atuando no Brasil e na Europa, seu último clube por lá foi o italiano Juventus (finalista da Champions League 2014-2015).

Certamente, são três histórias interessantes e bem diferentes. Entre eles, o mais feliz é Tevez, o aventureiro é Schweinsteiger e o triste é Casillas. Na sua entrevista de despedida e na apresentação ao Porto, consegui perceber nitidamente a sua tristeza. Eu nunca imaginei ver o Casillas um dia fora do Real Madrid. Ele é o tipo de jogador bandeira de um clube, assim como Pelé no Santos, Totti na Roma, Marcos no Palmeiras, Rogério Ceni no São Paulo, entre outros. Acredito que o seu objetivo sempre foi encerrar a carreira em alto nível no clube que o revelou.

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Já Schweinsteiger parece estar curtindo mais a sua transferência, está na onda pós-Copa do Mundo e também no aumento do intercâmbio de jogadores alemães em outros centros do futebol, esse número tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Os clubes alemães se tornaram exportadores também, e por isso alguns jogadores procuram sair da zona de conforto e buscar novos desafios.

Tevez é só alegria e uma grande exceção, porque escolheu retornar ao seu clube de coração ainda jogando em alto nível, esse tipo de escolha é totalmente diferente do normal. Pela sua felicidade, realmente existe algo além do dinheiro para ele, representar o seu povo, jogar no seu país e no clube onde tudo começou. Uma atitude rara e digna de exemplo para os jogadores do mundo inteiro.

Gostaria muito de acompanhar essa identificação no esporte mais vezes, porque faz bem e faz acreditar que existe sentimento, além do profissionalismo. O esporte precisa de ídolos, Schweinsteiger, Casillas e Tevez são exemplos clássicos para quem precisa de um modelo para seguir.

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Gol da Alemanha

por Diogo de Barros Souza

Parece que o tempo não passou, porque cada gol da Alemanha ainda está recente na memória dos brasileiros e vai continuar por um bom tempo, mas o aniversário dos 7 x 1 da Alemanha contra o Brasil na semifinal da Copa do Mundo 2014, completou 1 ano ontem e por incrível que pareça, a desconfiança e a impaciência continuam presentes na relação: Torcida Brasileira x Seleção Brasileira. A derrota e do jeito que foi, acarretou em uma série de deficiências em toda estrutura do futebol brasileiro, e muita coisa despontou para o início de uma grande reformulação no futebol pentacampeão do mundo.

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Mas até o momento e com o escândalo da FIFA, ainda não conseguimos enxergar nenhum tipo de mudança significativa, muito pela falta de preparo dos comandantes do futebol aqui no Brasil. O que acontece fora de campo reflete em dobro nas ações dentro dele. Não é apenas de vitória que precisamos, e sim mudar a forma que entendemos o futebol.

Acredito que uma mudança de fato, é a reorganização do calendário do futebol brasileiro, que está fora dos padrões mundiais. Apenas com uma mudança desse tipo, vamos conseguir ter chances para avançar no fortalecimento dos clubes nacionais, revelar mais talentos e fortalecer a Seleção Brasileira, porque assim iremos conseguir respeitar as datas FIFA e não prejudicar os campeonatos estaduais, regionais, nacionais e continentais, valorizando ainda mais nossos clubes e jogadores.

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Chato

por Diogo de Barros Souza

Definitivamente o futebol brasileiro está chato. Não estou falando apenas do futebol da Seleção Brasileira, mas de todo o território verde e amarelo. Recentemente, discutimos mais os problemas e polêmicas fora de campo do que dentro dele, não bastasse o trauma alemão, conhecido como 7 x 1, enfrentamos grave crise técnica, tática, moral e profissional. Além disso, e para somar com o péssimo momento do nosso futebol, a cada semana surgem denúncias de corrupção no esporte mais popular do planeta, muitas delas envolvendo clubes, dirigentes e jogadores brasileiros.

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Há um ano, sediamos uma Copa do Mundo, mas parece que nada aconteceu por aqui, continuamos a presenciar os mesmos erros e lambanças de outros anos e sem perspectiva de evolução. Alguns clubes tentam evoluir e andar sozinhos, mas não são vistos dessa forma, porque estão envolvidos em uma atmosfera que não se interessa em permitir ou seguir esse caminho. Resumindo, é mais fácil deixar como está para não virar um formigueiro de mudanças, que acabaria extinguindo os que são contra uma nova visão para o esporte e desejam proporcionar esperança de tempos melhores para os seus apaixonados.

Os brasileiros mostram-se dispostos a buscar novos esportes, e isso é muito bom. Não é à toa que o UFC, NBA, futebol americano, beisebol, entre outras modalidades, estão cada vez mais na nossa programação televisiva e nas conversas das rodas de amigos. É a clara demonstração de insatisfação com a forma que o esporte número 1 do país está sendo conduzido. No mundo globalizado de hoje, qualquer deslize se torna motivo para se perder um fã, algo impensável lá atrás.

Não sou muito antigo, mas posso dizer que na minha época, era possível vibrar com o futebol e discutir com os amigos sobre o que acontecia nas quatro linhas, porque era apenas isso que importava. Existia STJD, arbitragem polêmica, pouco tempo de bola em jogo, poucos minutos de acréscimo, mas nada que tirasse o brilho dos gols e das jogadas, porque (novamente) era apenas isso que importava. Mas agora vivemos a época CBF – Caos Brasileiro no Futebol, acho que acabo de criar uma sigla para tudo que está acontecendo, talvez seja essa sensação, porque de fato estamos vivendo um caos.

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Mais que um jogo

por Diogo de Barros Souza

Em meio ao caos envolvendo as investigações entre o FBI e a FIFA, conseguimos acompanhar no último sábado um grande espetáculo do esporte conhecido como futebol. A decisão da UEFA Champions League é muito mais que um jogo, certamente porque consegue envolver uma enorme quantidade de pessoas, que ficam aguardando ansiosamente a sua decisão todos os anos. A final de 2014-2015 foi entre Juventus x Barcelona, e aconteceu no estádio Olympiastadion (palco da final da Copa de Mundo de 2006), em Berlim (Alemanha) com grandes astros e muita expectativa em torno do jogo.

Há alguns anos, era muito difícil assistir algum jogo da Liga dos Campeões na TV aberta, era comum apenas na TV paga. Sou fã confesso da ‘Champions’ e tentava de várias formas assistir uma partida em algum bar, pela internet ou na casa de um amigo. Mas hoje em dia, tudo mudou. Para se ter uma ideia da dimensão da final, aqui no Brasil tivemos transmissão em cinema, balada, tv paga e na tv aberta, ou seja, extrapolou e atendeu a todos os tipos de público.

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O esporte precisa disso, a UEFA (entidade máxima do futebol europeu) juntamente com seus patrocinadores, principalmente a Heineken (cervejaria holandesa), consegue atingir níveis de envolvimento esportivo e comercial fora da linha normal de engajamento que estamos acostumados a acompanhar. Quando nos deparamos com alguma garrafa da Heineken é difícil não lembrar da Champions League. As ações da Heineken com a ‘Champions’ são constantes e acontecem em várias mídias ao mesmo tempo.

A decisão é realizada em jogo único, mas com uma atmosfera tão impressionante, que você não sente falta do segundo jogo, porque aquele é o momento e tudo é preparado para acontecer durante uma única disputa. Podemos dizer que o interesse mundial chega próximo do que temos em época de Copa do Mundo.

Ah… sobre o jogo, o resultado foi 3 x 1 para o Barcelona.

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Sujeira

por Diogo de Barros Souza

Infelizmente, a corrupção faz parte do esporte, e felizmente agora o FBI (Agência de Investigação Americana) também. O dia 27 de maio de 2015 entra para a história como o início de uma verdadeira revolução no futebol mundial. Sete dirigentes da FIFA (entidade que manda no futebol) foram presos na Suíça com suspeita de corrupção envolvendo nada mais nada menos que US$ 150 milhões de dólares.

Entre as acusações estão: compra de votos na escolha das sedes das Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar), propina por contratos de televisão, entre outros. Uma verdadeira rede de sujeira foi apresentada para o mundo. Entre os acusados temos três brasileiros: José Maria Marin (ex-presidente da CBF), José Hawilla (Traffic) e José Lázaro Margulies (proprietário de empresas ligadas a transmissões esportivas).

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Há quanto tempo ouvimos falar em dirigentes pré-históricos, empresários e intermediários no futebol, parece que alguém, no caso o FBI, resolveu investigar a fundo essa história e há 3 anos duvida das ações da FIFA. Escrevo esse post ao som de Vossa Excelência, música do Titãs, e atenção ao trecho: ‘Um dia o sol ainda vai nascer quadrado.’ Provavelmente, teremos mais notícias boas em um futuro próximo, com a prisão e acusação de vários dirigentes e dinossauros do mundo futebolístico.

Para se ter uma ideia da era jurássica, Joseph Blatter (suíço) está desde 1998 (quando a França venceu a Copa do Mundo diante do Brasil) no cargo de presidente da FIFA e prestes a se reeleger mais uma vez. A esperança é por dias melhores para o futebol, mais transparência nos negócios e honestidade dos seus dirigentes. O futebol é um negócio tão lucrativo que se torna alvo de corruptos, que apenas atrasam o seu desenvolvimento e principal objetivo, quando falamos em igualdade, distinção, respeito e jogo limpo.

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Nosso legado

por Diogo de Barros Souza

Era pra ser um domingo de festa, emoção e comemoração na Arena Castelão, decisão do Campeonato Cearense 2015. O jogo entre Fortaleza e Ceará proporcionou tudo isso e mais um pouco: estádio lotado, virada no placar e um gol de empate e do título do Ceará aos 49 minutos do segundo tempo. Até aí estava tudo certo, mas alguns inconsequentes quiseram estragar toda a festa transformando o gramado numa verdadeira praça de guerra.

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O nosso legado da Copa do Mundo parece não ser tangível ainda, pois não conseguimos entender o sentido do esporte, onde ganhar e perder é totalmente válido e que o adversário precisa ser respeitado ou então não temos disputa e o jogo. Aprendemos na vitória e principalmente na derrota, e temos amigos que torcem para outros times, nem por isso precisamos brigar entre si com paus e pedras para decidir qual time é o mais forte.

A disputa é no campo, na quadra e na paixão de cada um, não precisamos estragar momentos de festa só porque o resultado não foi o planejado. O legado depende das atitudes esportivas de cada um, para que não aconteça mais esse tipo de violência.

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Quem paga a conta?

por Diogo de Barros Souza

Nas últimas semanas, um assunto vem ganhando destaque na mídia, é o caso da sede paulista para a disputa de jogos de futebol na Olimpíada Rio 2016. Entre Morumbi, Arena Corinthians e Allianz Parque, o escolhido foi o estádio corintiano. A partir daí, a diretoria do Corinthians fez algumas exigências para ser a sede, e uma delas tem a ver com Certificados de Incentivos ao Desenvolvimento (CIDs), nos quais o Corinthians quer a liberação da Prefeitura para diminuir a dívida da construção do estádio em Itaquera.

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Dessa forma, a diretoria do clube exige que o clube não pague nada pelas reformas de adeaquação do estádio para os Jogos Olímpicos, estimada em cerca R$ 30 milhões para a construção de estruturas móveis para as transmissões dos jogos. A preocupação do clube tem relação com a dívida do estádio, que em fevereiro/15 girava em torno R$ 397 milhões.

O estádio tem o ‘título’ de arena de abertura de Copa mais cara desde 98, o custo final está avaliado em R$ 1,150 bilhão. Tirando o ‘status’ de ser sede da Copa do Mundo, os números comprovam e devem assustar agora quem era favorável a construção do estádio nos moldes que foram. É preciso saber quem irá pagar essa conta, afinal de contas foram empréstimos gigantescos e que precisam ser quitados.

Acredito que nesse caso, a preocupação do clube é relevante, e que ele deve sim receber algo ou pelo menos não ter despesas com a Olimpíada, pois já está contribuindo com o evento, ao ceder o estádio para os jogos, enquanto poderia lucrar com jogos comemorativos e amistosos nesse período.

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Torcida única

por Diogo de Barros Souza

Toda polêmica envolvendo a liberação ou não de ingressos para a torcida visitante nos clássicos da 3ª e 4ª rodadas do Campeonato Paulista 2015 entre Palmeiras x Corinthians e Santos x São Paulo, deu-se por conta do ‘cair na real’ de dirigentes e responsáveis pela gestão e segurança do futebol paulista. Eles estavam preocupados com a iminente possibilidade de violência e mortes nos confrontos entre torcidas.

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Entendo que as preocupações são relevantes e compreensíveis, haja visto os diversos incidentes causados no passado e recentemente e atualmente concordo com a possibilidade dos clássicos paulistas serem realizados com torcida única, para que haja maior harmonia ao torcedor comum, aquele que se diverte indo ao jogo com a camisa do seu time e quer levar o filho, a esposa e a mãe para o estádio, mas atualmente é impedido de fazer isso, por conta do histórico violento antes, durante e depois dos jogos.

Acredito que é uma questão a ser debatida mais profundamente entre a polícia, clubes e torcidas organizadas, para que consigam enxergar a dimensão dos problemas e o que essa possibilidade traria de benefícios para o esporte como entretenimento, aproveitando para refletir tudo que aconteceu no ano passado com a Copa do Mundo da FIFA. É óbvio que jogos com torcedores das duas equipes favorecem bastante a atmosfera do espetáculo, mas essa ausência seria revertida aos poucos, com educação e consciência dos torcedores, após um período sem a presença do torcedor visitante e sem confrontos tudo isso voltaria ao normal, mas sem violência. Assim espera-se.

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Infelizmente, a opção de realizar um clássico paulista com torcida única é um mal necessário, pelo menos por agora é uma grande saída para acabar com tanta violência nos estádios e fora deles também. Espero que a tentativa realmente se concretize um dia.

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A volta

por Diogo de Barros Souza

No próximo sábado, veremos a volta de Anderson Silva ao esporte e ao octágono que o consagrou como um dos maiores lutadores dos últimos tempos. Com certeza, será um dos maiores eventos do UFC, tanto na esfera esportiva quanto na comercial. Muitos esperam ver o grande campeão lutando novamente em alto nível, assim como os patrocinadores desejam longa vida a Anderson no esporte.

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Anderson retorna às competições depois de 13 meses afastado, desde que sofreu fratura da perna esquerda na disputa com o americano Chris Weidman. O UFC 183 poderá marcar mais uma vez uma grande reviravolta esportiva, casos assim geram enorme expectativa por parte de todos. O ex-jogador Ronaldo é um grande exemplo, após uma série de graves lesões retornou ao futebol e conquistou a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, em um momento que todos davam como certa a sua aposentadoria.

Desde o anúncio da luta em julho de 2014 até aqui, todos nós, telespectadores e amantes do esporte ou não estamos sendo bombardeados com a divulgação da luta. Isso mostra cada vez mais a real necessidade de ídolos no esporte, seja para o delírio dos fãs ou das grandes marcas. Se levarmos em conta a vasta divulgação que vem sendo feita para a volta de Anderson Silva, também teremos certeza de um grande espetáculo.

Go spider!

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Who are you?

por Diogo de Barros Souza

O título do post é de fato relevante sobre um dos assuntos mais comentados do início do ano: A nomeação do deputado George Hilton para assumir o Ministério do Esporte. E quem é George Hilton?

George Hilton ingressou na vida política pelo PST, elegendo-se deputado estadual de Minas Gerias em 1998 e reelegendo-se para o segundo mandato em 2002 pelo PL. Natural de Alagoinhas, na Bahia, Hilton nasceu em 11 e junho de 1971 e é radialista, apresentador de televisão e teólogo. Na Câmara, ele é considerado um deputado de boas relações pessoais e bom articulador político, além ser de fácil trato com os colegas. Já integrou as comissões de Constituição e Justiça, de Minas e Energia, de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Cultura e de Educação.

Ele está substituindo Aldo Rebelo que passará a comandar a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação. Isso mesmo, do esporte para a tecnologia. A minha dúvida fica por conta do critério técnico para nomeação dos Ministérios, pois George Hilton já deixou claro que não entende de esporte, mas entende de gente. Então, qual é o requisito mínimo para ser Ministro de qualquer coisa? Apenas entender de gente?

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Acredito que os representantes de cada Ministério deveriam ter o mínimo de entrosamento com a sua função, isso não quer dizer que aquele que é da área não vá cometer erros, mas não basta apenas sorrir e apertar a mão de todos, é necessário entender do assunto para conduzir uma boa gestão, sendo que para se candidatar a vagas de empregos não-públicos a exigência é enorme, com diploma, experiência, qualificações, idiomas, etc. Será que no Governo não deveria ser assim também, nesse caso, a possibilidade de diminuir os erros seria maior.

Pode ser que George Hilton faça um bom trabalho a frente do esporte, mas também pode ser que não faça. E como ficam os legados da Copa e da Olimpíada?

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