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Tribunal superior

por Diogo de Barros Souza

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) será o responsável pela anulação ou não da partida entre Fluminense e Flamengo, que envolveu uma grande polêmica em torno da acusação de interferência externa no gol anulado do Fluminense. A decisão pode ‘manchar’ o Brasileirão 2016, como se os inúmeros erros de arbitragem não manchassem o futebol brasileiro toda semana.

Independente da decisão do julgamento, nada absolve a indecisão e a falta de preparo da arbitragem e da organização como um todo do Campeonato Brasileiro. A quantidade de pessoas dentro do campo é algo absurdo de se ver nos dias atuais, isso tudo facilita a interferência externa e confunde o árbitro na tomada de decisão. Quando os interesses são maiores, nesse caso, clássico carioca, o Flamengo brigando diretamente pelo título, o Fluminense brigando por uma vaga na Libertadores, jogo no Rio de Janeiro, mais parecia um jogo de Campeonato Carioca do que Campeonato Brasileiro.

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A TV comprovou que o gol foi irregular e por ironia do destino, foi a TV também que flagrou a interferência externa, agora a interpretação dos fatos vai ficar por conta de advogados, juízes e menbros do STJD. Enquanto não trabalharmos com a tecnologia no futebol vamos presenciar cenas lamentáveis assim.

Na minha opinião a partida deveria ser anulada e a arbitragem da partida (árbitros, auxiliares, delegado, etc.) levar uma suspensão gigante, esse seria o mínimo de coerência aceitável para justificar ao fã de futebol, ao patrocinador e aos demais clubes que o nosso tribunal superior julgou o que aconteceu de fato, sem  especulação ou teoria da conspiração. Nas imagens é fácil identificar a interferência externa do delegado da partida, não precisa de mais nada, apenas dessa imagem. Outra coisa, a súmula do jogo foi entregue com a observação de que nada de anormal aconteceu, nada mesmo, a partida só ficou paralisada por 13 minutos e um gol foi anulado 2x. Além disso, a súmula foi atualizada posteriormente.

Não basta melhorar o futebol brasileiro apenas dentro de campo, precisa melhorar e muito fora dele também.

Mais um gol da Alemanha. Já perdi a conta do placar.

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Acréscimo

por Diogo de Barros Souza

Sempre me pergunto qual é o critério para definir os minutos de acréscimo no futebol, um dos poucos esportes que ainda resistem ao uso da tecnologia para esse tipo de decisão. O de praxe sempre é 1 minuto no primeiro tempo e 3 no segundo tempo, mas por quê?

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Será que é porquê o jogo não está tão interessante assim, e merece terminar logo ou pelo simples fato de não existir critério, apenas a interpretação (achismo) do árbitro caracterizam o teor da decisão dos minutos que restam para o fim do jogo. Gostava muito de acompanhar as estatísticas sobre o tempo de bola em jogo nas transmissões da TV (hoje em dia não dão mais tanta atenção assim), porque ali você conseguia ver o quanto de tempo é desperdiçado durante as partidas para ser compensado em apenas 1 ou 3 minutos. No Brasileirão Chevrolet 2015, a média do tempo de bola em jogo fica em torno de 60 minutos, segundo o Infoesporte, os 30 minutos restantes se perdem nas faltas, substituições, tiros de meta, escanteios, reclamações, laterais, fair play, etc.

Na minha opinião, um acréscimo próximo do ideal seria de 3 minutos no primeiro tempo e 6 minutos no segundo, assim minimizaria a perda de tempo entre uma cera e outra, principalmente no segundo tempo, parte do jogo onde o maior número de substituições acontece. Em alguns jogos, os árbitros simplesmente ignoram a zona de substituição quando o placar está aberto para uma das equipes, de forma a tentar ‘correr’ com a partida. Poucas vezes, assistimos a um jogo no Brasil com intensidade na maior parte do tempo, diversas vezes o seu ritmo é quebrado pelas inúmeras situações que os jogadores criam para interromper a partida.

O valor que é cobrado pelo ingresso de um jogo atualmente (a partir de R$ 40,00), deve ser levado em conta quando pensamos em proporcionar um espetáculo. Os minutos de acréscimo poderiam ser cronometrados, afim de dar mais dinâmica ao jogo, e quem sabe assim proporcionar mais emoção aos torcedores.

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Também quero

por Diogo de Barros Souza

Antes dos jogos da 18ª rodada do Brasileirão Chevrolet 2015, os árbitros fizeram um protesto contra o veto da presidente Dilma sobre o repasse de 0,5% dos recursos dos direitos de transmissão à arbitragem. O artigo faz parte da Lei de Responsabilidade Fiscal. O também quero dos árbitros deve ser respeitado, assim como outros protestos, seja de jogadores, torcedores ou imprensa.

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A manifestação e o choro são livres, dessa forma, a CBF deve respeitar também as manifestações contra a própria entidade, e suas peripécias. O futebol brasileiro precisa ser mais transparente e avançar para ser considerado profissional e imparcial. Por exemplo, não é aceitável ver um árbitro paulista, apitando um jogo de um time paulista contra um time nordestino, na casa do time paulista, mas no Campeonato Brasileiro. Isso aconteceu no jogo entre Corinthians x Sport, pela mesma rodada do protesto.

O repasse de 0,5% dos direitos de transmissão da TV, renderia algo em torno de R$ 10 mil por partida ao quarteto de arbitragem. Atualmente, os árbitros FIFA ganham cerca de R$ 4 mil por jogo, um aspirante à FIFA algo em torno de R$ 3,2 mil e os demais recebem R$ 3 mil. Penso que o caminho para amenizar o pedido dos árbitros seria a profissionalização da classe, mais treinamento e tecnologia, isso implicaria em melhores jogos e diminuição das polêmicas após cada rodada. O futebol brasileiro não merece continuar com o sistema arcaico de agora, afinal somos o único país pentacampeão do mundo, temos o atleta do século e blá, blá, blá…

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Censurado

por Diogo de Barros Souza

O que aconteceu na primeira rodada do Brasileirão Chevrolet 2015, entre Palmeiras x Atlético-MG no estádio Allianz Parque (casa do Palmeiras) foi totalmente inadmissível. Por ordem da CBF (maioral do futebol brasileiro), as placas com o nome Allianz foram cobertas, porque representavam uma segunda linha (a primeira são as placas em volta do gramado) de propriedade estática, que segundo a entidade não é permitida nos estádios. Mas peraí, o estádio é do Palmeiras e o Palmeiras tem uma negociação com a Allianz para exploração do nome do estádio, o famoso ‘naming rights’, ou seja, a exposição do nome naquela localização (estratégica ou não) faz parte do acordo entre Palmeiras e Allianz.

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Atualmente, é tão difícil encontrar novas formas de patrocínio, e quando encontram, sofrem com resistência e administração jurássica. A CBF fez questão de se explicar prontamente sobre o assunto, e informou que tudo aconteceu por um “excesso de zelo da empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais nos estádios”. Segundo o Marketing da entidade, todos estão avisados e os tampões não irão mais se repetir. A Allianz se pronunciou e disse entender o ocorrido, porque que o ‘naming rights’ é algo novo no Brasil. A empresa possui experiência desse tipo de problema em outros países, e informou que não pretende suspender a ação em dar nome ao estádio do Palmeiras.

Bem, diante de tudo isso, entendo que foi um grande erro o ato censurado da CBF. A entidade deve apoiar e estimular ações do tipo nome do estádio ou então começar a proibir também publicidade nos telões dos estádios, cadeiras da arquibancada, etc. A Copa Sadia do Brasil tem ‘naming rights‘, assim como o Brasileirão Chevrolet, então por que se meter no ‘naming rights’ dos outros?

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