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Somos todos babacas

Diogo de Barros Souza

Estamos de fato alguns passos atrás de muitos países, e a eliminação precoce na Copa América Centenário, apenas escancarou mais uma vez o problema técnico que a Seleção Brasileira vem sofrendo, desde a última Copa do Mundo ou um pouco antes dela. A incompetência vem de cima e prejudica todo o resto.

Os problemas começam no entendimento do que significa o futebol brasileiro e toda sua história, é necessário entender isso primeiro, assim todos respeitariam a tradição da camisa do Brasil e não aceitariam a derrota como algo comum. A direção da CBF é muito culpada, o técnico também e os jogadores mais ainda. Que seja criado o hábito de ter vergonha na cara, e ser profissional. Ser ex-jogador de futebol, significa automaticamente uma chance de ser técnico da Seleção ou dirigente da CBF, a solução pode não estar aí. A união da experiência de campo com o conhecimento técnico é o ideal. Assim, não ficamos reféns de ideias ultrapassadas sobre o futebol.

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O futebol brasileiro precisa de mais, pois sempre foi referência para outros países e agora somos motivo de zoação. Precisamos também de um calendário decente e que acompanhe o restante do mundo. Não é aceitável, ter jogos da Seleção e Campeonato Brasileiro no mesmo período. É preciso respeitar a torcida e fazer com que ela tenha vontade de sentar na frente da TV para torcer, e não para zoar, como tem acontecido nos últimos jogos.

O 7 x 1 contra a Alemanha nunca irá se apagar, mas é possível reerguer a dignidade jogando com qualidade, tendo um comportamento aceitável para jogadores de futebol profissionais. Enfim, o futebol brasileiro precisa começar do zero. Somos todos babacas!

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Não, obrigado

por Diogo de Barros Souza

Por mais que se tente explicar, é muito difícil entender o que faz um jogador aos 30 anos de idade recusar uma convocação para a seleção de seu país, em uma posição historicamente carente. O brasileiro e lateral direito do Bayer de Munique, Rafinha, pediu dispensa da convocação para as Eliminatórias da Copa do Mundo 2018, que será realizada na Rússia. Cogita-se a hipótese de uma certa vontade do jogador em atuar pela Alemanha, já que está prestes a conseguir a cidadania alemã e por achar que não tem chances reais de futuro na Seleção Brasileira.

Sempre pensei que Rafinha poderia ter mais chances na Seleção principal, mas nunca teve. Ele já participou de competições oficiais com as seleções de base, inclusive um mundial sub-20 e uma Olimpíada. Parece que esse pode ser o empecilho para que o seu desejo em atuar pela seleção da Alemanha não se concretize, o regulamento da FIFA impede que um jogador que já tenha atuado em competições oficiais por uma seleção nacional, jogue por outra. Mas isso vai ficar para os advogados discutirem, já que ele não completou sequer um jogo inteiro na seleção principal do Brasil.

Penso que se o Brasil tivesse goleado a Alemanha por 7 x 1 e levado a Copa do Mundo 2014, dificilmente algum jogador teria coragem para dispensar uma convocação, essa questão da perda do prestígio e respeito da Seleção Brasileira deve pesar (não deveria) na cabeça do jogador, ainda mais quando se tem a oportunidade de jogar pela seleção campeã do mundo.

Contudo, Rafinha foi claro na resposta da pergunta: Seleção Brasileira? Não, obrigado.

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Acréscimo

por Diogo de Barros Souza

Sempre me pergunto qual é o critério para definir os minutos de acréscimo no futebol, um dos poucos esportes que ainda resistem ao uso da tecnologia para esse tipo de decisão. O de praxe sempre é 1 minuto no primeiro tempo e 3 no segundo tempo, mas por quê?

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Será que é porquê o jogo não está tão interessante assim, e merece terminar logo ou pelo simples fato de não existir critério, apenas a interpretação (achismo) do árbitro caracterizam o teor da decisão dos minutos que restam para o fim do jogo. Gostava muito de acompanhar as estatísticas sobre o tempo de bola em jogo nas transmissões da TV (hoje em dia não dão mais tanta atenção assim), porque ali você conseguia ver o quanto de tempo é desperdiçado durante as partidas para ser compensado em apenas 1 ou 3 minutos. No Brasileirão Chevrolet 2015, a média do tempo de bola em jogo fica em torno de 60 minutos, segundo o Infoesporte, os 30 minutos restantes se perdem nas faltas, substituições, tiros de meta, escanteios, reclamações, laterais, fair play, etc.

Na minha opinião, um acréscimo próximo do ideal seria de 3 minutos no primeiro tempo e 6 minutos no segundo, assim minimizaria a perda de tempo entre uma cera e outra, principalmente no segundo tempo, parte do jogo onde o maior número de substituições acontece. Em alguns jogos, os árbitros simplesmente ignoram a zona de substituição quando o placar está aberto para uma das equipes, de forma a tentar ‘correr’ com a partida. Poucas vezes, assistimos a um jogo no Brasil com intensidade na maior parte do tempo, diversas vezes o seu ritmo é quebrado pelas inúmeras situações que os jogadores criam para interromper a partida.

O valor que é cobrado pelo ingresso de um jogo atualmente (a partir de R$ 40,00), deve ser levado em conta quando pensamos em proporcionar um espetáculo. Os minutos de acréscimo poderiam ser cronometrados, afim de dar mais dinâmica ao jogo, e quem sabe assim proporcionar mais emoção aos torcedores.

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Exemplo

por Diogo de Barros Souza

A participação brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 apresentou novamente um brilhante desempenho do Brasil no esporte paralímpico. De fato, o Brasil sempre se destacou, mas desta vez além do recorde de medalhas de ouro e pódios, conseguimos acompanhar a ascensão de novos talentos e a despedida de alguns ídolos, num claro exemplo de renovação natural.

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Todo esse sucesso passa pela gestão do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) que investe e acredita muito no profissionalismo para conquistar os objetivos. Seja na gestão dos recursos ou no investimento de jovens talentos, o CPB realiza muito bem suas tarefas e desenvolve cada vez mais o esporte paralímpico. Com uma previsão financeira para 2015 em torno de R$ 87.764.757,50 (renda obtida em quase toda sua totalidade de verbas públicas), o CPB tem a esperança de um incremento na casa dos R$ 90 milhões para 2016, o que ajudaria bastante no caminho para atingir seu maior objetivo.

O objetivo é o quinto lugar geral nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Tudo está sendo traçado devidamente, e todos acreditam que é possível, após o sétimo lugar de Londres em 2012. Eu também acredito e penso que seria um belo prêmio a todos os envolvidos. O esporte brasileiro precisa de exemplos assim para sempre se renovar e continuar a brilhar.

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Super Ronda

por Diogo de Barros Souza

É um raio? É uma metralhadora? Não. É simplesmente a Super Ronda. Assim, Ronda Rousey passou pelo Brasil no UFC 190, confirmou seu título mais uma vez e arrasou a mídia, TV aberta, pay-per-view e milhares de fãs. O UFC tem um grande produto feminino para disseminar a marca e o esporte, porque ela consegue causar impacto por onde passa e tornar atraente um esporte até então totalmente masculino.

Ronda consegue aliar o marketing ao esporte perfeitamente, poucos atletas conseguem entender a importância da sua imagem e tudo que representam, talvez não seja fácil manter o profissionalismo, dedicação aos treinos, ser um fenômeno de popularidade, participar de filmes  e ainda ser a melhor do mundo na sua modalidade. São esses desafios que um grande atleta precisa superar para se manter no topo e tornar-se ídolo, referência de estilo e comportamento, além de inspiração para os jovens.

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Essa combinação faz parte da rotina de Ronda há muito tempo, campeã olímpica no Judô tem o DNA esportivo no sangue, sua mãe AnnMaria de Mars foi campeã mundial de Judô. Recentemente, Ronda foi eleita a atleta viva mais dominante do mundo, segundo a revista “Business Insider“, ficando a frente de Lebron James e Serena Williams. Manter o nível para se manter no topo é o atual desafio da Super Ronda, para tal precisa de foco naquilo que melhor sabe fazer, e aproveitar as oportunidades para se tornar uma estrela também fora do octógono.

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Gol da Alemanha

por Diogo de Barros Souza

Parece que o tempo não passou, porque cada gol da Alemanha ainda está recente na memória dos brasileiros e vai continuar por um bom tempo, mas o aniversário dos 7 x 1 da Alemanha contra o Brasil na semifinal da Copa do Mundo 2014, completou 1 ano ontem e por incrível que pareça, a desconfiança e a impaciência continuam presentes na relação: Torcida Brasileira x Seleção Brasileira. A derrota e do jeito que foi, acarretou em uma série de deficiências em toda estrutura do futebol brasileiro, e muita coisa despontou para o início de uma grande reformulação no futebol pentacampeão do mundo.

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Mas até o momento e com o escândalo da FIFA, ainda não conseguimos enxergar nenhum tipo de mudança significativa, muito pela falta de preparo dos comandantes do futebol aqui no Brasil. O que acontece fora de campo reflete em dobro nas ações dentro dele. Não é apenas de vitória que precisamos, e sim mudar a forma que entendemos o futebol.

Acredito que uma mudança de fato, é a reorganização do calendário do futebol brasileiro, que está fora dos padrões mundiais. Apenas com uma mudança desse tipo, vamos conseguir ter chances para avançar no fortalecimento dos clubes nacionais, revelar mais talentos e fortalecer a Seleção Brasileira, porque assim iremos conseguir respeitar as datas FIFA e não prejudicar os campeonatos estaduais, regionais, nacionais e continentais, valorizando ainda mais nossos clubes e jogadores.

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Mar de gente

por Diogo de Barros Souza

Há tempos que acompanhamos o crescimento das corridas de rua no Brasil, a cidade de São Paulo por exemplo, chega a ter duas ou mais corridas no mesmo final de semana. No último domingo (17/05), aconteceram duas grandes corridas no Estado de São Paulo: a Maratona de São Paulo com 16 mil inscritos e os 10 Km Tribuna FM, realizado na cidade de Santos, com 21 mil participantes. Estamos falando de 37 mil pessoas correndo por aí em eventos realizados no mesmo dia, um verdadeiro mar de gente.

Chegada dos 10 Km Tribuna FM na orla da praia de Santos

Segundo dados da FPA (Federação Paulista de Atletismo), em 2014 tivemos 361 corridas no Estado de São Paulo, 38 corridas a mais que o ano anterior, um crescimento de 11,76%. São números expressivos que comprovam a preferência da ‘geração saúde’ do século XXI: praticar atividade física em grupo. Quando analisamos o número de participações, temos a confirmação disso, nas 361 corridas do ano passado tivemos 653.140 participantes.

Academias, assessorias esportivas, confecções, estamparias, lojas de artigos esportivos, entre outros agradecem e ficam felizes com essa mobilização dos corredores de rua, porque a procura pelos seus produtos e serviços aumentam e muito na época das corridas. O crescimento das corridas de rua é proporcional à adesão da prática esportiva por parte da sociedade, com a proximidade da Olimpíada em 2016, a tendência é de um crescimento ainda maior.

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Olímpico

por Diogo de Barros Souza

Anderson Silva sempre pensou em disputar uma Olimpíada no esporte onde iniciou sua trajetória nas artes marciais, esse esporte é o Taekwondo. O sonho pode se tornar realidade. Anderson demonstrou interesse junto à Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTkd) em integrar a seleção brasileira da modalidade, e teve resposta positiva. A partir de agora, ele terá como objetivo inicial, intensificar os treinos específicos da modalidade (coisa que já faz habitualmente nos treinos para as lutas do UFC), e depois participar das seletivas internas (a partir do início do ano que vem) que definirão os atletas olímpicos a representar o Brasil no Taekwondo, na Olimpíada Rio 2016.

andersonsilva

O que pesa contra é o doping no UFC, mesmo que as regulamentações da Comissão Atlética de Nevada (analisa casos de doping no UFC) e da Agência Mundial de Antidoping (WADA) sejam diferentes, o que teoricamente não impediria a participação de Anderson na modalidade, a Confederação Brasileira de Taekwondo irá aguardar o resultado do julgamento para se posicionar de forma definitiva.

Caso Anderson supere o problema do doping, consiga a classificação e se torne um atleta olímpico, sua participação terá grande repercussão e será muito positiva para o Taekwondo na Olimpíada, seja pensando no marketing, mídia ou maior interesse das pessoas em praticar o esporte. Anderson, tem o poder de fazer algo estourar e chamar a atenção. Não é todo dia, que vemos um astro e campeão do UFC, participando por livre e espontânea vontade de uma Olimpíada. É esperar para ver.

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Super negócio

por Diogo de Barros Souza

As últimas notícias em relação ao faturamento do Palmeiras em sua nova arena com certeza devem assustar a todos, pois não é comum acontecer isso no Brasil desse jeito, apenas em clássicos ou finais de campeonatos, e dependendo da importância. Estamos apenas no início do ano e com jogos do campeonato estadual, essa arrecadação deve aumentar ainda mais, até porque a capacidade máxima de exploração do Allianz Parque ainda não foi atingida e os jogos daqui pra frente serão ainda mais atrativos.

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Mesmo com o valor de ingresso mais caro do país com um ticket-médio de R$ 80,00, o Palmeiras tem conseguido atingir uma média de 25,6 mil pagantes por partida, ou seja, apenas 60% da capacidade da arena. Tudo isso tem relação com a reinauguração da sua casa em 2014, o programa de sócio-torcedor e o bom momento da equipe. Vamos dizer que o Universo conspira a favor neste momento.

Para se ter uma ideia da dimensão da arrecadação do Palmeiras, todo o valor das 4 partidas como mandante totaliza cerca de R$ 8.125.604. Em 2014, com 10 jogos como mandante no Pacaembu, a arrecadação total foi de R$ 5.647,095. Além disso, a atual arrecadação é maior que a dos estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul até aqui. O Grêmio Osasco Audax pegou carona na possibilidade de uma maior arrecadação, e jogou a 2ª rodada do Campeonato Paulista 2015 como mandante no Allianz Parque contra o Palmeiras, mas nesse caso, a renda foi dividida entre os clubes.

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Uma gestão que se mostra competente e sem riscos, somada com investimentos no esporte, reflete o sucesso de bilheteria. O Brasil tem um grande potencial de exploração das suas riquezas, o Palmeiras está sabendo explorar a sua riqueza e colaborando para um novo cenário de gestão esportiva no Brasil com um super negócio, seguindo um modelo de sucesso muito bem trabalhado na Europa.

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