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Ali, o maior de todos

por Diogo de Barros Souza

O esporte perdeu uma de suas maiores lendas, Muhammad Ali faleceu no último sábado aos 74 anos, vítima de problemas respiratórios, além de sofrer duramente com o Mal de Parkinson durante boa parte de sua vida. Ali, foi um vencedor dentro e fora dos ringues, pois além de lutar contra seus adversários, precisou enfrentar também o preconceito racial.

Quase sempre, o fato de pensar diferente tem suas consequências, principalmente quando suas ideias estão à frente do seu tempo. Em 1967, ao recusar servir o exército norte-americano na Guerra do Vietnã, Ali questionou: “Por que me pedem para por um uniforme e viajar 10.000 milhas para jogar bombas e atirar em pessoas morenas no Vietnã, enquanto as pessoas chamadas de negras em Louisville são tratadas como cães e lhes negam direitos básicos?”. Para ele, talvez a verdadeira guerra estivesse em outro lugar. A consequência da recusa, foi um duro golpe, banimento do boxe por três anos, sentença de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 10 mil.

Mas seu maior confronto foi contra o preconceito racial, quando negaram lhe servir em um restaurante, mesmo apresentando-se como campeão olímpico, apenas por ser negro, atirou a medalha de ouro no Rio Ohio. Em 1996, foi homenageado na cerimônia de abertura dos  Jogos Olímpicos de Atlanta. Além de carregar a tocha olímpica, recebeu uma réplica da medalha que ganhou em 1960.

Em 1999, foi eleito “O Desportista do Século” pela revista americana Sports Illustrated. Este foi apenas um dos diversos prêmios que Ali ganhou durante toda sua vida. Em seus 21 anos de carreira profissional no boxe, foram 56 vitórias, sendo 37 por nocaute, e apenas cinco derrotas. Por causa de sua ativa participação no esporte e fora dele, Ali é exemplo de inspiração e orgulho para muitas pessoas, sejam elas esportistas ou não.

Quanto mais nós ajudamos os outros, mas nós ajudamos a nós mesmos. Muhammad Ali, o maior de todos (1942-2016)

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Sem chão

por Diogo de Barros Souza

Na última semana acompanhamos alguns acontecimentos envolvendo o mundo esportivo: terrorismo na França, próximo ao estádio Saint-Denis, onde acontecia o amistoso entre França e Inglaterra; a Rússia sendo temporariamente suspensa das provas de atletismo; e o UFC ficando sem chão com o nocaute sofrido pela superstar e furacão Ronda Rousey contra a também norte-americana Holly Holm no UFC 193. É disso que vamos falar.

No âmbito esportivo, não há o que se discutir sobre a derrota, Ronda foi literalmente dominada e teve poucas oportunidades ou quase nenhuma para finalizar, sua marca registrada. Holm se mostrou uma adversária competente e preparada para neutralizar os pontos fortes da até então campeã do UFC. Após o nocaute, a dúvida que deve estar pairando a cabeça dos dirigentes do UFC é sobre o rendimento e continuidade da ex-campeã na organização, a derrota foi esmagadora e incontestável.

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No âmbito do marketing esportivo, pode ser prejudicial mais para o UFC e para a modalidade esportiva, para Ronda nem tanto, pois ela possui contratos extra UFC e já gravou até filmes. De certa forma, é uma chance de renovação para o UFC, já que alguns ídolos não estão se apresentando mais como antigamente, estão se aposentando, se afastando por envolvimento com drogas ou problemas com a polícia.

Será um grande momento de decisão para Ronda, é hora de pensar na sua carreira dentro e fora do octógono. José Aldo acredita que ela dificilmente retornará ao octógono novamente, já Mayweather acredita na sua volta. A grande mudança na minha opinião, é o surgimento de lutadores mais preparados tecnicamente, com variedade de golpes, condicionamento físico e mais estudiosos, Holm demonstrou que estava totalmente focada na luta e sabia o que fazer, seu forte é o boxe, mas demonstrou qualidades diversas, inclusive o chute final que nocauteou sua adversária, com certeza é fruto de uma nova geração de lutadores. Estamos próximos de um novo começo para o UFC.

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