O futebol respira

por Diogo de Barros Souza

Estamos vivendo uma semana transformadora para o futebol, com o cinematográfico título do campeonato inglês conquistado pelo bravo time do Leicester City, a classificação do Atlético de Madrid para mais uma decisão de Uefa Champions League contra o Real Madrid e a presença do Grêmio Osasco Audax na decisão do Campeonato Paulista. De alguma forma, são indícios de que o futebol respira, continua vivo e apaixonante para os seus fãs.

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Os três momentos citados são belos exemplos de que existem pessoas pensando diferente, e tentando proporcionar algo novo para quem ainda acredita que o futebol pode apresentar mais do que estamos acostumados.

Leicester City – Desacreditado. Baixo orçamento. Sempre briga para não cair.
Mas dessa vez tudo mudou, tudo foi diferente, surpreendeu o mundo do futebol ao derrubar os grandes da Inglaterra e conquistar o título antecipadamente. Seu técnico, o italiano Claudio Ranieri, nunca havia conquistado nada expressivo, mesmo comandando equipes de maior expressão.

Atlético de Madrid – Respeitado. Considerado a 3ª força da Espanha. Sempre ofuscado pelo Real Madrid.
Suas últimas temporadas, principalmente sob comando do argentino de Diego Simeone são surpreendentes, chega a segunda final de Uefa Champions League contra o seu maior rival ao eliminar uma das maiores potências do futebol atual, o alemão Bayer de Munique. Continua na briga pelo título do campeonato espanhol, disputando ponto a ponto a liderança contra Barcelona e Real Madrid.

Grêmio Osasco Audax – Ousado. Audacioso. Futebol moderno.
Quando surgiu, foi digno de piada por apresentar um estilo diferente de futebol, que agora é visto como moderno e encantador. Fernando Diniz, o técnico da equipe resistiu aos questionamentos e dúvidas sobre o seu modo de trabalhar, e conseguiu levar o Audax até a final desbancando dois grandes do futebol paulista, São Paulo e Corinthians.

As três equipes não são nada parecidas, apenas na forma de surpreender e enfrentar os ‘grandes’ de igual para igual. Enfim, vislumbro novos tempos para o nosso querido futebol, e acredito que ainda não vivemos tudo que esse esporte é capaz de proporcionar. Vamos jogar bola!

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